Municípios tratam adaptação climática como prioridade regional

Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale coloca o AdaptaCidades no centro das estratégias regionais; necessidade de treinamento das equipes municipais para uso da ferramenta foi apontada

Santa Cruz do Sul – A Câmara Setorial do Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou a primeira reunião de 2026 com foco na implementação do sistema AdaptaCidades, plataforma exigida pelo governo federal que orienta os municípios na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática e à resposta a eventos extremos da natureza. A ferramenta estabelece diretrizes para diagnóstico de vulnerabilidades, elaboração de planos de contingência e organização de estratégias locais capazes de fortalecer a resiliência das comunidades diante de fenômenos cada vez mais frequentes.
O AdaptaCidades integra a política nacional de enfrentamento às mudanças climáticas e passa a ser um instrumento estratégico para o planejamento ambiental e urbano dos municípios. Por meio da plataforma, os governos locais precisam organizar informações sobre riscos climáticos, infraestrutura, áreas vulneráveis e medidas de prevenção, estruturando planos de adaptação e resiliência que também servirão de base para a captação de recursos federais e internacionais destinados a projetos ambientais e de proteção civil. A complexidade da ferramenta exige capacitação técnica e organização interna das administrações municipais para utilização adequada do sistema.
A necessidade de preparação das equipes foi reforçada após participação de técnicos da Câmara Setorial em uma capacitação realizada recentemente em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes de diferentes municípios e apresentou orientações práticas sobre a utilização da plataforma e os requisitos técnicos exigidos pelo governo federal. A partir dessa experiência, os integrantes da Câmara trouxeram para a região a recomendação de que os municípios organizem grupos de trabalho específicos para conduzir o processo de adaptação e inserção de dados no sistema.
O presidente do Cisvale, prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, afirma que o debate regional é fundamental para que os municípios consigam se preparar de forma estruturada para essa nova realidade climática. “O AdaptaCidades exige organização técnica e planejamento. Ao tratar o tema de forma conjunta, fortalecemos a capacidade dos municípios de estruturar equipes, compreender a ferramenta e acessar recursos que serão fundamentais para projetos de adaptação e prevenção”, afirma Becker.
Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a complexidade do sistema exige capacitação e integração entre diferentes áreas das administrações municipais. “Não se trata apenas de preencher um sistema. É um processo que envolve diagnóstico ambiental, planejamento estratégico e preparação das equipes municipais para atuar com base em dados e cenários de risco”, explica Léa. Segundo ela, o trabalho conduzido pela Câmara Setorial permite compartilhar conhecimento técnico e construir soluções regionais para desafios comuns.
A hora de planejar é agora, segundo o coordenador do setor de Meio Ambiente do município de Encruzilhada do Sul, Lucas Bonifácio Selbach. Ele reforçou a urgência do tema ao tratar das mudanças climáticas e seus impactos. “Esta é a última década para conseguirmos criar mecanismos de adaptação e resiliência. Depois dela, não será mais possível, pois os eventos extremos farão parte do cotidiano”, afirma Selbach.
Ainda no mesmo encontro, foi realizada a eleição da nova coordenação da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale. O atual presidente, representante de Vera Cruz, Ricardo Konzen, foi reconduzido ao cargo, tendo eleito como vice-coordenador Vladmir Machado Panta, de Rio Pardo. A próxima reunião geral do grupo está agendada para o dia 9 de abril.

Cisvale participa de oficina para criar planos de adaptação climática nos municípios

Encontro promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima inicia organização da governança climática no Estado; representantes regionais integram processo de elaboração dos Planos Municipais de Adaptação

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Csivale) participa nesta terça-feira, 24, da primeira oficina da iniciativa AdaptaCidades no Rio Grande do Sul, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, na sede da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em Porto Alegre. A mobilização reúne gestores municipais para dar início à etapa de organização da governança climática, passo inicial para a construção dos Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima.
Criada por portaria ministerial e estruturada em articulação com o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa integra o Programa Cidades Verdes e Resilientes e conta com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional. O objetivo é fortalecer Estados e Municípios na formulação de políticas públicas voltadas à adaptação climática, ampliando a capacidade técnica e institucional para enfrentar eventos extremos e reduzir vulnerabilidades territoriais.
Pela Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale participam Leoni Tech Steil, Lucas Bonifacio Selbach, Ricardo Moacir Konzen, Rafaela Baierle, Gleidson Gerhrke e Roberto de Monte Baccar Pilz, como pontos-focais da região do Vale do Rio Pardo, cujo papel é atuar como multiplicadores na construção dos planos. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, ressalta que a presença regional no processo reforça o compromisso coletivo com a agenda climática. “A adaptação às mudanças do clima exige planejamento, cooperação e visão estratégica. A participação do Cisvale neste momento demonstra que a região está organizada e atenta às diretrizes nacionais”, afirma. Segundo Becker, estruturar a governança é fundamental para que os municípios tenham condições de acessar programas e consolidar projetos.
A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, destaca que a iniciativa dialoga diretamente com o trabalho já desenvolvido pelo Comitê Pró-Clima no Vale do Rio Pardo. “Estamos construindo uma base técnica consistente para que os municípios avancem de forma integrada. O AdaptaCidades representa uma oportunidade concreta de qualificar a gestão pública frente aos desafios climáticos”, afirma. Para Léa, o alinhamento entre instâncias federais, estaduais e regionais fortalece a capacidade de resposta e projeta a região como referência em planejamento ambiental.

Cisvale questiona Eduardo Leite sobre atraso na execução de projetos do Pró-Clima

Ofício entregue durante agenda do governador em Santa Cruz do Sul cobra definição sobre programas Desassorear e Conexões, recuperação de taludes nas bacias do Rio Pardo e Rio Pardinho e repasses previstos no Plano Rio Grande

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) entregou nesta quarta-feira, 18, durante a agenda do governador Eduardo Leite em Santa Cruz do Sul, um ofício solicitando posicionamento oficial sobre o andamento das propostas vinculadas ao Comitê Pró-Clima e inseridos no Plano Rio Grande. A manifestação ocorreu na visita para a abertura do ano letivo e inauguração da Escola Estadual José Mânica e formaliza a preocupação dos municípios com a falta de encaminhamentos práticos para ações consideradas estruturantes à recuperação regional.
Instituído imediatamente após a enchente histórica de maio de 2024, o Comitê Pró-Clima organizou diagnósticos técnicos e projetos executivos com apoio da Universidade de Santa Cruz do Sul, consolidando o Cisvale como um dos poucos consórcios públicos do Estado a inserir propostas no Plano Rio Grande. A iniciativa estruturou demandas de caráter regional com foco na mitigação de riscos, reconstrução de áreas atingidas e fortalecimento da resiliência das bacias hidrográficas do Vale do Rio Pardo.
Entre as ações formalizadas estão intervenções no âmbito do Programa Desassorear, especialmente quanto aos acessos necessários para viabilizar a execução dos serviços, demandas vinculadas ao Programa Conexões, que contempla pontes, pontilhões e galerias, pedidos estes feitos de maneira individual pelos municípios, reforçados pelo consórcio neste ato. Segundo os municípios, apesar da entrega de documentação complementar ainda no mês de dezembro de 2025, os municípios relatam ausência de retorno conclusivo por parte da Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha e indefinição quanto à liberação de recursos e credenciamento de projetos. Ainda no rol de questionamentos, o Eixo II dos projetos do Comitê Pró-Clima, voltados à recuperação de taludes em áreas ripárias nas bacias do Rio Pardo e do Rio Pardinho também foi motivo de questionamento junto ao governador.
O presidente do Cisvale, prefeito Gilson Becker, afirma que a região necessita de previsibilidade e segurança institucional. “Os municípios cumpriram sua parte, estruturaram projetos técnicos e aguardam uma definição clara. A comunidade está cobrando e precisa saber quando essas intervenções sairão do papel”, garante. Ele acrescenta que a recuperação de taludes e a qualificação das estruturas de travessia são medidas estratégicas para reduzir vulnerabilidades e evitar novos prejuízos sociais e econômicos.
A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, destaca que os levantamentos encaminhados detalham prioridades, trechos críticos e estimativas de custo, além de esclarecer a operacionalização do fundo regional. “Encaminhamos estatuto, resoluções e informações técnicas solicitadas. Também buscamos esclarecimento sobre a possibilidade de repasse via consórcio. Até o momento, aguardamos posicionamento formal que indique os próximos passos”, reforça.
Ao formalizar o questionamento diretamente ao governador, o Cisvale busca assegurar definição sobre prazos, modelo de repasse e execução das ações previstas no Plano Rio Grande. O presidente do consórcio reforça que a região espera coerência entre o planejamento anunciado e a efetiva implementação das medidas. “A reconstrução não pode ficar restrita ao diagnóstico. Os municípios precisam de encaminhamento objetivo e cronograma definido para que a recuperação avance de forma concreta”, afirma Becker.

Centro TEA do Cisvale reforça formação de educadores para o ano letivo

Programação de fevereiro integra educação, saúde e assistência social nos municípios da Microrregião de Saúde 28, com ações que seguem ao longo de todo o ano

Santa Cruz do Sul – O Centro Regional de Referência do Transtorno do Espectro Autista do Vale do Rio Pardo (Centro TEA), vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), vem desenvolvendo ao longo do mês de fevereiro uma série de ações voltadas à qualificação de profissionais e ao fortalecimento da rede de apoio às famílias de pessoas com autismo. As atividades integram o programa estadual TEAColhe e alcançam os 13 municípios que compõem a Microrregião de Saúde 28, formada por Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale Verde, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Entre as ações já realizadas, o Centro TEA participou da retomada do Grupo de Apoio a Famílias de Pessoas Autistas de Passo do Sobrado, no dia 21 de janeiro, e de uma educação permanente com agentes comunitários de saúde de Santa Cruz do Sul, no dia 28. As atividades abordaram orientação às famílias, diagnóstico precoce do transtorno do espectro autista e qualificação das visitas domiciliares, fortalecendo a atuação integrada da rede. “Nosso foco é garantir informação de qualidade e apoio contínuo às famílias e aos profissionais que estão na linha de frente do cuidado”, afirma coordenadora do Centro TEA, Andréa Lima. Segundo ela, fortalecer a rede é fundamental para ampliar a proteção e a inclusão das pessoas com autismo.

No início de fevereiro, o município de Sinimbu realizou sua jornada pedagógica com foco na inclusão, contando com palestras de profissionais do Centro TEA sobre manejo do comportamento no autismo e comunicação aumentativa e alternativa no ambiente escolar. A atividade integrou o conjunto de formações voltadas aos profissionais da educação dos municípios da região, apontado pela diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, como uma das principais atribuições do serviço regional. “A aproximação entre educação e saúde qualifica o atendimento e amplia as possibilidades de desenvolvimento das crianças e adolescentes”, destaca Léa.

Ao longo de 2026, o Centro TEA seguirá com ações permanentes nos municípios, como o grupo itinerante Cuidando de Quem Cuida, voltado a familiares e responsáveis por pessoas com autismo, e um projeto piloto de formação online para professores das redes estadual e municipal, previsto para ocorrer de junho a novembro. Também está prevista a realização do segundo Seminário Regional para educadores especiais e supervisores escolares, em parceria com a 6ª Coordenadoria Regional de Educação. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, avalia que o trabalho regional consolida uma rede cada vez mais preparada para lidar com o autismo. “Estamos construindo uma rede regional articulada, com formação, integração de serviços e apoio às famílias, para garantir inclusão e qualidade de vida”, afirma.

Abril Azul

O Centro TEA e o Cisvale também já preparam a programação do “Abril Azul”, mês de conscientização sobre o autismo, com ações voltadas à informação, acolhimento e fortalecimento da rede de cuidado na região. Entre as atividades previstas está um encontro para familiares e responsáveis por pessoas com transtorno do espectro autista em Santa Cruz do Sul, em parceria com o Girassol e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), por meio do Projeto Espectro, com realização estimada para a primeira quinzena de abril.

Outra ação em organização é um evento regional voltado a profissionais da política de Assistência Social e Conselhos Tutelares dos 13 municípios da Microrregião de Saúde 28, com programação prevista para o fim de abril. A proposta é ampliar o diálogo intersetorial e qualificar o atendimento às famílias.

Superação marca primeiro atendimento de paciente de Canudos do Vale no Cisvale

Moradora que convive há seis anos com dor crônica inicia caminho para cirurgia após consulta com neurocirurgiã no Centro Regional de Especialidades Médicas; município integra grupo que passou a ter acesso aos serviços do consórcio

Santa Cruz do Sul – A trajetória de Ivette Lucia Zimmer, moradora de Canudos do Vale, passou a ganhar um novo capítulo nesta semana. Ela foi a primeira paciente do município, integrante do grupo Cipave-G8, a ser atendida pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), após a adesão oficial da cidade ao consórcio no ano passado. Acompanhada da filha Tamires, Ivette esteve no Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM) para consulta com uma neurocirurgiã e encaminhamento para o tratamento de uma nevralgia do trigêmeo, condição que provoca dor crônica intensa e limita a rotina de quem convive com o problema.

Há seis anos enfrentando crises frequentes, Ivette agora enxerga a possibilidade de solução por meio do convênio. “A gente era para fazer uma cirurgia com urgência, aquilo que eu estava com um pouco de medo, mas hoje, a médica me explicou muito bem como é que se faz a cirurgia, que não é de uma hora para outra não. Tem um exame bem complicado, uma ressonância para fazer, daí trazendo de volta para ela para ver”, explica a paciente. Ela também destacou o acolhimento recebido durante o atendimento.

Para o prefeito de Canudos do Vale, Maico Juarez Berghahn, o ingresso no Cisvale amplia o acesso da população a serviços especializados. “É uma alternativa nova abrindo mais opções para os munícipes de Canudos do Vale no atendimento às diversas áreas de saúde em uma região com reconhecida evolução e opções de estabelecimentos de saúde e principalmente a própria estrutura do Cisvale que é um exemplo consolidado na área”, afirma.

Além de Canudos do Vale, também passaram a integrar o consórcio os municípios de Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul e Sério. Boqueirão do Leão, que também faz parte do grupo G8, já era associado ao Cisvale. A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destaca que a ampliação reforça o papel regional da instituição. “A chegada de novos municípios fortalece a rede de atendimento, otimiza recursos públicos e garante que mais pessoas tenham acesso às consultas e procedimentos de média complexidade sem precisar se deslocar para centros distantes”, afirma. Para Léa, histórias como a de Ivette mostram o impacto direto do Cisvale na vida das famílias.

Para o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a consulta da paciente de Canudos do Vale representa, na prática, o propósito do consórcio de aproximar a saúde especializada da população. “Quando um município passa a integrar o Cisvale, não estamos falando apenas de números ou de vagas em agenda, mas de pessoas que voltam a ter perspectiva de qualidade de vida. O atendimento humanizado, a escuta e o encaminhamento correto fazem parte de uma rede construída de forma coletiva pelos municípios”, complementa.

Cisvale projeta orçamento de R$ 24,2 milhões para 2026 com foco na ampliação dos serviços de saúde

Consórcio estima investimento de R$ 20 milhões na área da saúde, valor impulsionado pela adesão de novos municípios do G8 e as altas demandas por atendimento regional

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou, na manhã desta sexta-feira, dia 12, em Santa Cruz do Sul, assembleia geral. O encontro ocorreu de forma integrada à reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e consolidou as principais definições orçamentárias e operacionais para o próximo ano. O orçamento global projetado para 2026 é de R$ 24,2 milhões, com destaque para os investimentos em saúde, que concentram a maior parte dos recursos.
O presidente do Cisvale, Gilson Becker, destacou o fortalecimento da atuação regional do consórcio e a ampliação de sua base institucional com a integração de novos municípios. Segundo ele, a adesão dos municípios do G8 amplia a capacidade de articulação e a entrega de serviços. “A entrada dos novos municípios reforça o papel do Cisvale como instrumento de cooperação regional. Esse movimento fortalece a gestão pública e amplia a capacidade de resposta nas áreas prioritárias”, afirma.
Representando os municípios que passaram a integrar o consórcio, o prefeito de Sério, no Vale do Taquari, Moisés de Freitas, presidente do G8, agradeceu a acolhida e destacou o início de uma participação mais ativa no Cisvale. “Somos muito gratos pela forma como fomos recebidos. A partir de agora, passamos a participar de maneira mais próxima e efetiva, somando esforços e experiências em benefício da gestão pública regional”, pontua.
A área da saúde seguirá como prioridade em 2026, com previsão de R$ 20 milhões em serviços, incluindo a adesão ao programa estadual de aquisição de exames de alta e média complexidade, resultando em pouco mais de R$ 2,5 milhões. A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, responsável pela apresentação dos dados, ressalta que o planejamento reflete o crescimento do consórcio e a ampliação da demanda regional. “O volume de recursos projetado para a saúde acompanha a entrada de novos municípios e a necessidade de garantir acesso a exames e serviços de média e alta complexidade de forma organizada e regionalizada”, afirma.

Tecnologia amplia eficiência no transporte de pacientes

Uma das pautas apresentadas durante a assembleia foi a experiência do aplicativo “Levaa”, startup de Santa Cruz do Sul voltada ao transporte de pacientes para atendimentos de saúde. A iniciativa surgiu no primeiro mandato do prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa, e propõe um modelo no qual o gestor municipal aciona o transporte por aplicativo, garantindo rastreabilidade, segurança e previsibilidade ao usuário, que tem acesso às informações do motorista e do deslocamento.
O prefeito de Venâncio Aires ressalta que o sistema representa economia e eficiência para a administração pública. “Chega um momento em que faltam motoristas para atender a demanda da saúde. O custo do aplicativo é significativamente menor do que o investimento necessário para manter o transporte exclusivamente com a frota própria do município”, afirma. A cobrança ocorre por quilômetro rodado, com tarifas diferenciadas conforme o tipo de deslocamento, sendo R$ 5,50 na zona rural, R$ 4,50 no perímetro urbano e R$ 3,50 em trajetos intermunicipais, sempre por deslocamento e não por paciente.
Outro encaminhamento relevante na área de proteção e resposta a emergências será o treinamento regional agendado para o dia 22 de dezembro, às 9h3min, na Praia dos Ingazeiros, em Rio Pardo. A capacitação será voltada aos sete municípios que receberam embarcações por meio do Comitê Pró-Clima, assim como aos demais municípios consorciados com embarcações. A atividade terá foco em ações de socorro em situações de emergência e catástrofes, incluindo curso específico para tripulantes de embarcações de resgate.

Emenda de R$ 649,7 mil permite ao Cisvale acelerar serviço regional de oftalmologia

A aquisição de equipamentos viabilizará até 500 atendimentos mensais e fortalece a expansão da atenção especializada no Vale do Rio Pardo; emenda foi encaminhada pelo deputado federal Heitor Schuch

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) recebeu uma emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Heitor Schuch, que permitirá estruturar integralmente o novo serviço de oftalmologia. O recurso, no valor de R$ 649.750,00 Reais será aplicado na compra dos equipamentos previstos pelo Programa Mais Acesso a Especialistas e pela política estadual de Oferta de Cuidados Integrados, ampliando a capacidade regional para atendimentos especializados.

Conforme a diretora executiva do Consórcio Léa Vargas o investimento consolida um avanço planejado ao longo dos últimos meses. “Estes equipamentos possibilitarão ofertar consultas, exames e procedimentos de acordo com as diretrizes federais e estaduais. Agora, o consórcio aguarda apenas a assinatura do contrato com o Estado para iniciar a oferta do serviço”, explica.

Com a nova estrutura, o Cisvale terá capacidade para realizar até 500 atendimentos na especialidade mensais, qualificando a rede e ampliando o cuidado em uma especialidade de grande demanda social. “Estes recursos somados ao programa federal e ao contrato estadual, cria o alinhamento técnico necessário para uma oferta contínua, organizada e segura. Ela vem acelerar o processo para implementação do serviço, que já estava alinhado para ocorrer”, destaca.

Os equipamentos que serão recebidos por meio dos recursos servirão também na qualificação do atendimento especializado, para a realização de consultas exames, como também irá permitir a realização de pequenos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais junto ao Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM) do Cisvale, ampliando assim, o rol de serviços e dando celeridade aos atendimentos das especialidades médicas na região.

O presidente Gilson Becker destaca que o investimento representa um avanço expressivo para os municípios, especialmente aqueles sem estrutura própria de oftalmologia. “Esta iniciativa reafirma o papel regional do Consórcio na organização da atenção especializada e que o impacto será percebido diretamente pela população atendida. Ficamos muito agradecidos também ao deputado Heitor Schuch, pela atenção ao Cisvale e as demandas em saúde pública regionais”, ressalta.

Os novos atendimentos serão integrados ao fluxo regulado da atenção especializada e contemplará consultas iniciais, exames complementares e procedimentos ambulatoriais. A previsão é de que os serviços comecem a ser ofertados já no primeiro semestre de 2026, garantindo ao Vale do Rio Pardo uma linha de cuidado organizada e próxima dos municípios, reduzindo deslocamentos e ampliando a resolutividade local.

Cisvale confirma Gincana Regional 2026 e inicia seleção de novos projetos

Municípios vão indicar novos projetos da Agenda Ambiental para serem programados ao longo do ano; municípios estudam forma de garantir a viabilidade financeira das atividades ligadas ao projeto

Santa Cruz do Sul – A Câmara Setorial de Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início ao planejamento para definir as diretrizes do Agenda Ambiental Cisvale 2030: um planeta saudável, um futuro sustentável, para o ano de 2026. O encontro marca a continuidade do trabalho consolidado neste ano, quando, em celebração aos 20 anos do Consórcio, ocorreu a primeira Gincana Regional do Meio Ambiente, reunindo estudantes, comunidades e equipes técnicas em ações de educação e conscientização. A proposta é que a atividade se torne anual, sempre durante a Semana do Meio Ambiente. Os municípios irão indicar, nos próximos dias, os projetos que pretendem ver integrados à programação de 2026.

A definição dos novos projetos considera levantamento de custos, viabilidade técnica e modelo de financiamento. Até cinco iniciativas devem ser selecionadas para o próximo ciclo, acompanhadas da criação de um fundo destinado ao custeio das ações da Agenda Ambiental, medida que busca garantir continuidade, reduzir despesas individuais e permitir execução plena das atividades. Após a indicação dos municípios e a confirmação da Gincana Regional, será estruturado o planejamento final da Agenda Ambiental Cisvale 2030. O processo reforça o caráter permanente da política ambiental regional, baseada em cooperação, metas progressivas e visão de longo prazo.

O presidente do Cisvale Gilson Becker afirma que o avanço da Agenda Ambiental, com a seleção de novos projetos para o próximo ano demonstra maturidade institucional e compromisso com o futuro. Ele destaca que a continuidade das ações fortalece a atuação intermunicipal. “Estamos consolidando um modelo permanente, com participação dos municípios e metas claras. A união regional amplia nossa capacidade de transformar a relação com o meio ambiente. É um trabalho que exige responsabilidade e visão coletiva. A Gincana e os novos projetos mostram que seguimos avançando”.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, o planejamento de 2026 reforça a expansão da capilaridade adquirida pelo projeto da Agenda Ambiental, especialmente com a participação dos municípios do Consórcio Público Intermunicipal para Assuntos Estratégicos do G8 (Cipae-G8), formado por municípios do Vale do Taquari. Léa observa que com a chegada de Canudos do Vale, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul e Sério pode-se ampliar o alcance das ações que já vinham sendo desenvolvidas na área ambiental. “A ampliação do grupo representa oportunidade de fortalecer as boas práticas sustentáveis. A Agenda Ambiental é instrumento técnico e pedagógico que gera impacto nas escolas, nas comunidades e na gestão pública. Com os novos municípios, ampliamos a troca de experiências e consolidamos uma cultura regional de cuidado ambiental”, ressalta a diretora.

A expectativa é que ainda neste ano, a Câmara Técnica de Meio Ambiente indique os projetos para que seja possível a realização do levantamento financeiro e a formatação do custeio das ações por meio do rateio das despesas entre os municípios.

Estado confirma apoio, execução e possíveis repasses fundo a fundo ao Cisvale

Secretaria da Reconstrução Gaúcha afirmou que irá realizar as ações projetos dos eixos II e III, bem como apoiar o Cisvale para execução dos projetos e anuncia reuniões quinzenais de acompanhamento junto ao consórcio; batimetria das bacias hidrográficas da região deve iniciar em breve

Porto Alegre – O avanço das tratativas entre o Comitê Pró-Clima e o governo do Estado marcou um novo capítulo na gestão climática regional nesta última quarta-feira, 11. Em reunião com a Secretaria Adjunta Estadual da Reconstrução Gaúcha, ficou definido que a pasta irá acompanhar quinzenalmente o andamento das ações do comitê e avaliar juridicamente a viabilidade de repasse do Fundo Estadual de Reconstrução para o Fundo do Cisvale possibilitando que os recursos cheguem à região por meio do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale). A secretária-adjunta Angela de Oliveira, que recebeu a comitiva de prefeitos e técnicos, destacou a intenção do Estado em trabalhar de forma consorciada, fortalecendo a integração entre os municípios e a gestão compartilhada das políticas ambientais.

A principal deliberação do encontro foi a confirmação de que o Estado irá apoiar os projetos dos eixos II e III do caderno elaborado pelo Pró-Clima, após revisão técnica dos itens e orçamentos. O Eixo II, voltado à Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas, contempla o estudo e modelagem das bacias hidrográficas do Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 32 milhões, a revitalização das margens do Arroio Castelhano, com investimento de R$ 15,5 milhões, e a recuperação de fauna e flora ciliares e aquáticas, estimada em R$ 5 milhões. Já o Eixo III, que trata de Infraestrutura e Urbanização Sustentável, inclui o projeto de macrodrenagem urbana e rural, com orçamento de R$ 3,7 milhões, destinado a minimizar os impactos das cheias nos municípios consorciados.

Na próxima reunião, marcada para dentro de 15 dias, o Cisvale apresentará um relatório do andamento pontos desassoreamento realizados e pendentes nos municípios, e também um levantamento dos projetos cadastrados junto ao programa Conexões-RS, que visa reconstruir estruturas danificadas pela enchente.

O próximo bloco de bacias hidrográficas a receber o estudo batimétrico abrangerá os Rios Pardo, Pardinho e Jacuí, envolvendo os municípios de Lagoão, Herveiras, Sinimbu, Candelária, Vale do Sol, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo, regiões fortemente impactadas pelas enchentes, o estudo abrange o levantamento topográfico, hidrográfico. Para o presidente do Cisvale, Gilson Becker, o início deste trabalho é essencial para compreender os reais problemas das bacias e subsidiar as soluções que o comitê vem projetando. “Esse diagnóstico será uma ferramenta determinante para orientar as ações futuras, garantindo que os investimentos ocorram de forma técnica, coordenada e com resultados concretos para toda a região”, complementa.

Conforme o presidente do Cisvale, o encontro representou um avanço significativo no alinhamento entre Estado e região. A impressão foi muito positiva, pois o governo foi objetivo ao definir com o consórcio os pontos prioritários e receptivo ao que o Comitê Pró-Clima elaborou. Para o prefeito de Sinimbu, Wilson Molz, o resultado foi extremamente positivo. “A reunião foi espetacular. A secretária definiu, junto com o Cisvale, os próximos passos. São poucas as ocasiões em que saímos com uma impressão tão construtiva e confiante em relação às ações que virão”, afirma.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, reforçou o papel do consórcio como elo técnico e institucional na execução das ações regionais. Segundo ela, a disposição do Estado em trabalhar de forma consorciada é o reconhecimento da capacidade de articulação e da seriedade do Pró-Clima na construção de soluções efetivas e duradouras para o enfrentamento dos desafios climáticos. “Temos atuado de maneira integrada, técnica e colaborativa, traduzindo as demandas dos municípios em projetos consistentes. Ver o Estado reconhecer esse trabalho e se somar à iniciativa é um passo importante para consolidar uma nova governança ambiental regional”, afirma. Participaram também da reunião o prefeito de Rio Pardo, Rogério Monteiro, o prefeito de Vale Verde, Ricardo Froemming, e a vice-prefeita de Venâncio Aires, Izaura Landim, além de técnicos e representantes dos municípios integrantes do comitê, acompanhados da equipe técnica do Cisvale.

Estações hidrológicas

O governo também se comprometeu a reavaliar o documento apresentado pelo Cisvale com as propostas de instalação de sensores de nível e adequar os pontos de monitoramento previstos para a região. Entre os locais indicados estão o Arroio Andreas, em Vera Cruz; o Rio Jacuí, em Rio Pardo e Vale Verde; e o Arroio Plumbs, em Vale do Sol. A proposta amplia o sistema de controle hídrico, priorizando áreas estratégicas pela concentração populacional, pela presença de escolas e pela importância logística e ambiental, especialmente ao longo da rodovia RSC-287.

As novas estações complementares permitirão o acompanhamento em tempo real do nível dos rios e arroios, fortalecendo a rede de prevenção e resposta a desastres naturais no Vale do Rio Pardo. Com a integração dos dados às plataformas estaduais e municipais, o sistema deverá oferecer maior precisão na emissão de alertas e segurança para a população das áreas mais vulneráveis.

Comitiva regional cobra do Estado liberação de recursos para projetos climáticos

Prefeitos, gestores e representantes técnicos do Vale do Rio Pardo participam de reunião na Secretaria da Reconstrução Gaúcha para tratar da execução das ações do Comitê Pró-Clima, primeiras ações incluídas em nível regional no Plano Rio Grande

Porto Alegre – Uma comitiva formada por 17 representantes do Vale do Rio Pardo reúne-se nesta terça-feira, 11, com a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, em agenda solicitada pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale. O encontro tem como objetivo cobrar a efetivação dos recursos estaduais destinados aos projetos elaborados pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), voltados à resiliência climática, à recuperação ambiental e à adaptação dos municípios às mudanças do clima. Os projetos, divididos em quatro eixos de atuação, foram os primeiros, em nível regional, incluídos pelo governo do Estado como metas do Plano Rio Grande.

Participam da comitiva o presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, a diretora executiva Léa Regina Machado Vargas e o assessor jurídico Diogo Durigon. Também integram a delegação o prefeito de Sinimbu, Wilson Molz, e a coordenadora de Meio Ambiente Fabiani Knod; a secretária de Meio Ambiente de Santa Cruz do Sul, Prissila Bordignon, o subsecretário Marcelo Diniz e o coordenador da Defesa Civil, coronel César Eduardo Bonfanti; a vice-prefeita de Venâncio Aires, Izaura Landim; o prefeito de Vale Verde, Ricardo Froemming, e o coordenador de Meio Ambiente, Rodrigo Klamt; o prefeito de Rio Pardo, Rogério Monteiro, e o secretário de Meio Ambiente, Cícero Garcia; o prefeito de Passo do Sobrado, Edgar Thiesen; e a prefeita em exercício de Gramado Xavier, Adriana de Almeida, acompanhada do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Arlei Fernando de Oliveira. A Universidade de Santa Cruz do Sul está representada pela coordenadora da Unisc Serviços, Caroline Kothe.

Os seis projetos do Comitê Pró-Clima, pré-selecionados pelo governo do Estado dentro do Plano Rio Grande, somam R$ 79,6 milhões em investimentos e abrangem iniciativas estruturantes nos eixos de gestão de desastres, revitalização de ecossistemas, infraestrutura sustentável e agricultura resiliente. Apesar da aprovação técnica, o repasse dos recursos ainda não foi confirmado, o que preocupa os gestores. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, ressalta que os municípios estão prontos para colocar os projetos em prática, mas dependem do cumprimento dos compromissos firmados pelo Estado. “O Comitê Pró-Clima construiu projetos sólidos, técnicos e estratégicos. O que precisamos agora é que o Estado viabilize a execução das propostas que foram aprovadas e que representam um novo passo para a segurança ambiental da nossa região”, afirma.

Becker reforça que a pauta tem caráter urgente e regional, pois envolve diretamente a capacidade de resposta dos municípios diante das mudanças climáticas. “Estamos falando de medidas que fortalecem o sistema de monitoramento, a recuperação de áreas degradadas e a gestão hídrica. O tempo da burocracia não pode ser maior do que o tempo que temos para agir”, complementa.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destaca que a mobilização dos prefeitos e equipes técnicas demonstra o comprometimento conjunto da região com uma agenda de desenvolvimento sustentável. A reunião com estado tem por objetivo a busca de recursos para execução dos projetos, já aprovados no Plano Rio Grande. “O Vale do Rio Pardo mostrou capacidade técnica, planejamento e união. Precisamos agora movimentar esta energia, por meio da realização dos projetos. Essa reunião é um chamado para que o investimento chegue a quem está na linha de frente dos efeitos climáticos”, complementa.

Relembre os projetos

O conjunto de seis projetos estruturados pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale foi o único de um consórcio público selecionado pelo Plano Rio Grande, entre mais de 700 propostas enviadas por todo o Estado. Com valor total estimado em R$ 79,6 milhões, as ações abrangem quatro eixos: resiliência climática e gestão de desastres; gestão de recursos hídricos e revitalização de ecossistemas; infraestrutura e urbanização sustentável; e recuperação de solos agriculturáveis e agricultura sustentável. Entre as medidas, estão a aquisição de estações de monitoramento e sensores para Defesa Civil – já realizadas por meio de doações de recursos do Sicredi, JTI e da própria Consulta Popular – revitalização de bacias hidrográficas e margens de arroios, recuperação de fauna e flora ciliar, obras de macrodrenagem e práticas agrícolas sustentáveis em propriedades rurais.

O Comitê Pró-Clima é formado pela Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Faculdade Dom Alberto, Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), Comitê Pardo, Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS).