Cisvale inicia audiências públicas do DSA e Planos de Saneamento

Processo conduzido elaborado pela Unisc entra em etapa decisiva com escuta da comunidade; cronograma inicia por Venâncio Aires e contempla diferentes municípios consorciados nesta primeira fase

Santa Cruz do Sul – Os municípios consorciados do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) iniciam, nesta semana, uma nova etapa no processo de atualização dos Planos Municipais de Saneamento Básico e na construção do Diagnóstico Socioambiental (DSA) dos municípios consorciados. A realização das audiências públicas marca o avanço do trabalho técnico conduzido pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), consolidando um momento essencial de escuta, validação e participação da comunidade nos encaminhamentos que irão orientar o planejamento dos serviços nos próximos anos.

A primeira audiência ocorre nesta quarta-feira, 22 de abril, em Venâncio Aires, abrindo uma agenda regional que contempla (veja abaixo), neste primeiro ciclo, diferentes municípios do consórcio. Os encontros seguem um modelo estruturado, com apresentação dos conteúdos técnicos elaborados, espaço para manifestações da comunidade e registro formal das contribuições, que passam a integrar os relatórios finais do processo. Conforme a metodologia adotada, serão abordados os eixos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana, além da apresentação do Diagnóstico Socioambiental, instrumento complementar que amplia a leitura territorial e ambiental dos municípios.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destaca que esta etapa reforça o compromisso com a construção técnica aliada à participação social. “As audiências públicas são fundamentais para qualificar o trabalho desenvolvido até aqui, garantindo que os planos reflitam a realidade de cada município e contem com a contribuição direta da comunidade”, afirma. Segundo ela, o processo segue de forma organizada e por etapas, respeitando o andamento individual de cada município dentro do conjunto de ações coordenadas pelo consórcio.

Para o presidente do Cisvale, Gilson Becker, o avanço do número de municípios envolvidos demonstra a consolidação do modelo regional de planejamento. Conforme ele, o processo de atualização e planejamento é essencial para o planejamento e o futuro dos municípios da região. “Estamos construindo um processo consistente, que une conhecimento técnico, gestão compartilhada e participação da população. Isso fortalece os municípios e garante instrumentos mais eficazes para o desenvolvimento sustentável”, destaca. Becker reforça que esta fase representa um momento estratégico dentro de um trabalho mais amplo, que seguirá com novas etapas até a conclusão dos documentos finais.

Cronograma do primeiro ciclo de audiências

Venâncio Aires

22 de abril; 13h30min às 16h30min; Secretaria Municipal de Educação;

Herveiras

23 de abril; 8h30min às 11h30min; Câmara de Vereadores;

Vale do Sol

23 de abril; 13h30min às 16h30min; Câmara de Vereadores;

Pantano Grande

28 de abril; 8h30min às 11h30min; Câmara de Vereadores;

Vale Verde

29 de abril; 8h30min às 11h30min; Câmara de Vereadores;

Passo do Sobrado

29 de abril; 13h30min às 16h30min; Câmara de Vereadores;

Gramado Xavier

30 de abril; 13h30min às 16h30min; Câmara de Vereadores;

Boqueirão do Leão

30 de abril; 8h30min às 11h30min; Prefeitura Municipal.

Comitê Pró-Clima organiza levantamento de necessidades nos municípios

Grupo técnico indicado pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale inicia diagnóstico das Defesas Civis; levantamento vai orientar capacitações e ações integradas na região

Santa Cruz do Sul – O Comitê Pró-Clima do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início a uma nova etapa de organização da atuação regional em gestão de riscos climáticos, com a realização de uma reunião técnica voltada à identificação de necessidades e fragilidades das Defesas Civis municipais. No último encontro, que reuniu profissionais indicados pelo grupo para estruturar um diagnóstico, foi determinada a necessidade de um levantamento que servirá de base para ações de capacitação e fortalecimento institucional.

A estrutura e o papel das Defesas Civis nos municípios estiveram entre os primeiros pontos abordados. O coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, tenente Dimas Gottardo, destacou a importância da organização permanente das equipes locais. “É fundamental que a Defesa Civil esteja estruturada e preparada nos municípios, com capacidade técnica e organização para atuar de forma contínua”, afirma. Segundo ele, o fortalecimento institucional é determinante para qualificar a resposta diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.

O grupo técnico ainda definiu sobre a aplicação de um questionário junto aos municípios, com o objetivo de mapear as principais demandas operacionais, estruturais e técnicas das equipes locais. A iniciativa busca consolidar um panorama regional que permita ao Cisvale atuar de forma mais estratégica no apoio às Defesas Civis, tanto na qualificação profissional quanto na organização de respostas a eventos extremos. Outro ponto tratado foi a elaboração de atas de registro de preços para aquisição de materiais utilizados em situações de emergência, como telhas, lonas e insumos básicos. A medida pretende dar mais agilidade aos municípios em momentos de crise, além de possibilitar ganho de escala e economia na contratação desses itens essenciais.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, ressalta que o trabalho técnico é fundamental para consolidar uma atuação mais integrada entre os municípios. “Estamos estruturando um processo que parte do diagnóstico real das Defesas Civis, identificando onde estão as principais necessidades para, a partir disso, avançar com capacitações e soluções conjuntas”, afirma. Segundo Léa, a organização regional também contribui para fortalecer o papel das Defesas Civis como áreas estratégicas dentro das administrações municipais. O próximo passo do grupo será a consolidação dos dados levantados junto aos municípios, orientando a definição de ações práticas voltadas à ampliação da capacidade de prevenção, monitoramento e resposta da região.

Uso de dados confiáveis

A qualificação das informações utilizadas no monitoramento climático também integrou a pauta do encontro, diante do aumento no número de plataformas e previsões disponíveis. Para o coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, tenente Dimas Gottardo, o cenário exige atenção por parte dos gestores e das equipes técnicas. “Hoje existe uma grande oferta de previsões, mas nem todas têm base técnica confiável. É fundamental que a população e os gestores acompanhem as informações oficiais, que são construídas a partir de dados seguros e monitoramento qualificado”, afirma.

Segundo o tenente, o uso adequado dessas informações impacta diretamente na atuação das Defesas Civis. “A tomada de decisão precisa estar baseada em dados consistentes, porque isso influencia desde a prevenção até a resposta em situações de emergência”, complementa, ao destacar que tanto a população, quanto os órgãos e entidades governamentais precisam guiar-se pelos canais oficiais da Defesa Civil do Estado.

Cisvale e Estado dão partida à construção de plano regional de adaptação climática

Encontro com municípios, Estado e Tribunal de Contas marca início da governança do AdaptaCidades; região avança na estruturação de plano com horizonte até março de 2027

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) iniciou a construção de um plano regional de adaptação às mudanças climáticas, reunindo secretários municipais de Meio Ambiente, coordenadores e agentes da Defesa Civil, representantes do governo do Estado e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS). O encontro ocorreu no Auditório II da Faculdade Dom Alberto, em Santa Cruz do Sul, sob coordenação da Câmara Setorial de Meio Ambiente do consórcio, marcando o primeiro passo institucional para a estruturação da governança regional dentro da iniciativa AdaptaCidades.

A iniciativa, conduzida em nível federal, prevista pelo programa AdaptaCidades, busca fortalecer as políticas públicas de adaptação climática por meio da integração entre União, estados e municípios, com apoio técnico para elaboração de planos regionais e municipais. No Rio Grande do Sul, o modelo foi ampliado para alcançar 139 municípios organizados em associações e consórcios, entre eles o Cisvale, que integra a iniciativa e atua na articulação regional para a construção de um plano alinhado às diretrizes nacionais e estaduais.

A metodologia apresentada prevê oito etapas estruturadas, iniciando pela formação da governança, eixo central debatido neste primeiro encontro. O processo envolve a definição de pontos focais nos municípios, a integração de diferentes áreas da gestão pública e a participação da sociedade civil, além da organização de entregas técnicas e validações ao longo do cronograma. A proposta estabelece uma lógica de atuação contínua, baseada em dados, análise de risco e priorização de medidas.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, contextualiza o papel do consórcio na condução regional do processo. Ela afirma. “Estamos estruturando um modelo de atuação conjunta entre os municípios, com base técnica e planejamento, que permite avançar de forma coordenada na agenda climática.” Segundo Léa, a iniciativa se conecta diretamente com as ações do Comitê Pró-Clima, especialmente no eixo de resiliência e gestão de riscos.

A assessora técnica do programa no Estado, Lucie Duez, apresenta a metodologia e os instrumentos disponíveis para os municípios. Ela afirma. “O AdaptaCidades promove uma governança multinível e fortalece a capacidade institucional dos territórios para planejar e implementar ações de adaptação.” Conforme a especialista, a padronização metodológica e a integração entre políticas públicas ampliam o acesso a recursos e qualificam o planejamento local.

Durante o encontro, o auditor do TCE-RS, Leonardo Azevedo, contextualiza o papel do Tribunal de Contas do Estado como órgão responsável pela fiscalização e controle externo dos municípios, especialmente no acompanhamento da correta aplicação de recursos públicos e da prestação de contas. Ele afirma. “O Tribunal irá acompanhar e cobrar a adoção das ferramentas e a adequação dos municípios às exigências de planejamento climático.” Segundo Azevedo, a atuação do TCE também estará voltada à verificação das ações relacionadas aos eventos climáticos, com atenção aos instrumentos de planejamento, execução e transparência das medidas adotadas pelos municípios.

Novo plano em 2027

Com cronograma estabelecido até março de 2027, o plano regional deverá consolidar diagnóstico de riscos, definição de medidas e estratégias de implementação, monitoramento e comunicação. A construção coletiva, ancorada no conceito de governança, posiciona o Vale do Rio Pardo em uma agenda que integra mitigação, adaptação e resiliência, alinhando o planejamento regional às diretrizes de sustentabilidade. Para a assessora técnica do programa no Estado, a continuidade do processo ao longo das próximas etapas. “A construção deste plano exige comprometimento técnico e institucional permanente. É um processo que fortalece a governança e prepara os territórios para enfrentar os impactos climáticos com mais segurança e planejamento”, reforça Lucie.

Centro TEA do Cisvale articula programação em rede para o Abril Azul

Ações ao longo de abril envolvem educação, assistência e saúde; agenda regional mobiliza profissionais, famílias e gestores com foco no acolhimento e na qualificação do atendimento às pessoas com autismo

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), por meio do Centro de Referência em Transtorno do Espectro do Autismo (Centro TEA), promove ao longo de abril uma programação especial alusiva ao Abril Azul, dedicado à conscientização e ao cuidado com pessoas com transtorno do espectro do autismo. As atividades envolvem profissionais, famílias, educadores e gestores, consolidando uma agenda regional voltada à qualificação do cuidado, à sensibilização social e ao fortalecimento da rede de atendimento às pessoas com autismo.

Referência para os 13 municípios da 28ª Região de Saúde, o Centro TEA atua com foco no matriciamento e no acompanhamento de casos de maior complexidade, articulando serviços e orientando equipes locais. A estrutura está alinhada ao programa estadual TEAColhe, iniciativa que organiza a linha de cuidado para pessoas com autismo no Rio Grande do Sul, ampliando o acesso e qualificando as respostas do sistema público.

O Centro TEA tem um papel estratégico para os municípios consorciados ao Cisvale. É o que explica o presidente, Gilson Becker, ao destacar a importância do serviço no atendimento às pessoas com transtorno do espectro do autismo. “O Abril Azul é um momento de visibilidade, mas também de compromisso com políticas públicas permanentes. O Centro TEA consolida uma atuação técnica e articulada, que fortalece os municípios e amplia o acesso ao cuidado qualificado.” Segundo Becker, a atuação em rede permite respostas mais eficientes e humanizadas, com impacto direto na organização dos serviços.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, as ações refletem o compromisso constante com a qualificação dos profissionais da rede envolvidos nos atendimentos. “Cada atividade proposta busca qualificar profissionais e acolher famílias, fortalecendo vínculos e promovendo conhecimento aplicado à realidade dos municípios.” Segundo Léa, o alinhamento com o TEAColhe garante consistência metodológica e integração com a política estadual, ampliando o alcance das estratégias.

Conforme a coordenadora do Centro TEA, a assistente social Andrea Cristine de Lima, tratar o tema com uma abordagem ampliada é diretriz central do trabalho desenvolvido pelo serviço. “Cuidar das pessoas com autismo é também cuidar de quem está ao redor delas. Por isso, nossas ações dialogam com famílias, escolas e equipes técnicas, fortalecendo uma rede que acolhe, orienta e compartilha responsabilidades.” Segundo Andrea, o mês de abril amplia o debate e qualifica práticas que seguem ao longo de todo o ano.

Ao longo do mês, a programação contempla encontros técnicos, ações itinerantes, atividades em escolas e eventos em parceria com instituições da região, reforçando o compromisso com a inclusão, o enfrentamento ao preconceito e a construção de uma rede de cuidado cada vez mais preparada. As ações, apresentadas a seguir, foram estruturadas em parceria com entidades e profissionais das áreas da saúde e da educação.

Programação | Abril Azul | Centro TEA Cisvale

1º de abril, às 14 horas

Abertura do Abril Azul com encontro presencial dos pontos focais no Cisvale, com atividade formativa sobre atuação em rede;

07 de abril, manhã

Roda de conversa em escola de Santa Cruz do Sul sobre inclusão e enfrentamento ao bullying;

07 de abril, tarde

Cuidando de Quem Cuida Itinerante em Pantano Grande;

08 de abril, manhã

Nova edição do projeto sobre inclusão e enfrentamento ao bullyng em escola de Santa Cruz do Sul;

15 de abril, manhã

Atividade sobre seletividade alimentar com profissionais da educação em Sinimbu;

15 de abril, tarde

Participação no 2º ConecTEA, com abordagem voltada ao cuidado em rede e apoio às famílias atendidas no Girassol;

16 de abril, noite

Cuidando de Quem Cuida Itinerante -ADAE em Vera Cruz

23 de abril, noite

Atividade em Mato Leitão sobre prevenção e acolhimento de crises;

29 de abril, tarde

Realização do I Ciclo de Diálogos sobre TEA e assistência social, com foco em conhecimento, cuidado e articulação em rede.

Cisvale realiza quase 190 mil atendimentos em um ano

Resultado do exercício de 2025 reforça eficiência administrativa e sustenta novos investimentos em saúde e serviços compartilhados; novo convênio deve ampliar número de exames

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) apresentou o balanço das atividades realizadas durante o ano de 2025, totalizando 188.133 atendimentos à comunidade. O resultado foi detalhado na manhã desta sexta-feira, 27, durante assembleia geral com prefeitos dos 25 municípios consorciados, evidenciando a capacidade do consórcio em estruturar sua operação a partir de planejamento financeiro, controle de contratos e definição de metas, ampliando a entrega de serviços aos municípios consorciados.

O presidente do Cisvale, Gilson Becker, destaca que o desempenho é reflexo direto de uma gestão organizada, que integra diferentes fontes de receita e modelos de contratação. “Estamos falando de quase 190 mil atendimentos, entre procedimentos médicos, consultas e pequenas cirurgias, realizadas para as populações atendidas pelos municípios consorciados. É um trabalho que auxilia, e muito, os gestores públicos, no dia a dia do atendimento à população”, avalia.

O resultado apresentado durante a assembleia evidencia que a organização financeira do consórcio é um dos pilares sólidos que ajuda a sustentar o aumento no volume de procedimentos e serviços oferecidos para a comunidade. “Quando há gestão eficiente, conseguimos transformar recurso em serviço e garantir que ele chegue aonde realmente importa, que é na vida das pessoas”, complementa Becker.

Mais R$ 1,2 milhão para exames

Na área da saúde para 2026, a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, apresentou a proposta de adesão a um novo modelo de financiamento estadual para exames complementares, estruturado em contrato pré e pós-fixado. O formato prevê o recebimento de mais de 1,2 mil exames pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), com necessidade de complementação estimada em cerca de R$ 40 mil, rateada entre os municípios.

A proposta dialoga com o movimento já apresentado pelos secretários municipais de saúde, que reforçaram a necessidade de ampliar a oferta regional de serviços e reduzir a dependência de encaminhamentos fora do território. “Estamos diante de um novo modelo que amplia a oferta e traz mais previsibilidade para a gestão regional da saúde”, explica.

Na prática, o novo contrato com o estado insere em um cenário de ampliação dos investimentos, com o volume de recursos saltando de R$ 1.088.737,00 para R$ 2.463.798,72 destinados à contratação de serviços na área de exames complementares. O modelo fortalece a capacidade do consórcio em estruturar a oferta regional e garantir maior resolutividade. “É uma decisão que exige responsabilidade, mas que pode qualificar o acesso e reduzir filas. O consórcio atua para garantir equilíbrio e eficiência no atendimento”, destaca Léa.

Certificação das Defesas Civis

O encontro também contou com a participação do tenente-coronel Fabrício Broll Zago, coordenador adjunto regional de Defesa Civil, que reforçou a importância da organização municipal frente a eventos climáticos. Ele destacou a necessidade de atualização dos planos de contingência, regularização cadastral e envio de relatórios dentro dos prazos estabelecidos. “A Defesa Civil é facilitadora, mas o município é o protagonista. A preparação é o que garante resposta rápida e eficiente”, pontua.

Durante a assembleia, foram entregues certificados aos municípios que participaram de capacitação em operações com embarcações, realizada em parceria entre Cisvale, Marinha e Corpo de Bombeiros. Receberam os certificados representantes de Encruzilhada do Sul, Passo do Sobrado, Rio Pardo e Venâncio Aires, reforçando a qualificação técnica regional e a integração das equipes na resposta a situações de emergência.

Cisvale reúne os 25 municípios e projeta novos investimentos na saúde

Encontro apresenta mais de R$ 14,6 milhões aplicados em serviços e projeta ampliação de recursos para 2026; integração regional fortalece a atuação no Vale do Rio Pardo e Taquari

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo realizou, nesta quinta-feira, 26, a primeira reunião de 2026 com os secretários municipais de Saúde dos 25 municípios consorciados, consolidando um momento estratégico de alinhamento técnico, avaliação de resultados e projeção de investimentos. Durante o encontro, foram apresentados dados da pasta que evidenciam a dimensão da atuação regional, com 188.133 atendimentos realizados ao longo de 2025 e um montante superior a R$ 14,6 milhões aplicados em serviços de saúde, com destaque para exames de imagem, consultas especializadas e procedimentos cirúrgicos.

A apresentação também destacou a evolução na aquisição de medicamentos, com mais de R$ 7,2 milhões investidos na farmácia básica, representando crescimento de 30% em relação ao período anterior e economia de até 60% para os municípios consorciados. No campo do financiamento, a projeção de recursos oriundos do Programa Estadual de Consórcios em Saúde aponta ampliação significativa, passando de R$ 1,08 milhão em 2025 para R$ 2,46 milhões em 2026, fortalecendo a capacidade de oferta de serviços ambulatoriais de média e alta complexidade na região.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, os dados reforçam o papel do consórcio como instrumento de gestão eficiente e integração regional. “O trabalho conjunto permite ampliar o acesso da população aos serviços especializados, otimizar recursos públicos e garantir maior resolutividade no atendimento. Já o avanço na estruturação dos serviços e na organização dos processos fortalece a capacidade dos municípios em responder às demandas da saúde pública de forma mais qualificada e integrada”, ressalta.

O presidente do Cisvale, Gilson Becker, reforça que o encontro mostra o alinhamento essencial entre gestão técnica e planejamento regional. “A construção coletiva com os secretários municipais é fundamental para consolidar políticas públicas eficientes e sustentáveis. O fortalecimento do consórcio amplia a capacidade de investimento e garante mais segurança na tomada de decisões, com impacto direto na qualidade dos serviços ofertados à população”, avalia.

Outro destaque do encontro foi a ampliação da abrangência do Cisvale com a integração de novos municípios, especialmente da região do Vale do Taquari. Com a inclusão de Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul, Sério, Canudos do Vale, Cruzeiro do Sul e Forquetinha, junto com Boqueirão do Leão, o consórcio passa a incorporar a totalidade dos municípios do grupo conhecido como G-8, consolidando uma atuação ainda mais regionalizada e estratégica. A equipe de Butiá, que também aderiu ao Cisvale, acompanhou o encontro que contou ainda com uma visita às instalações do Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM) e a estrutura operacional do consórcio.

Nova coordenação

Durante o encontro de secretários, também foi realizada a eleição da nova coordenadoria da Câmara Setorial de Saúde do Cisvale, com a posse de Verônica Lima, de Rio Pardo, e Ana Paula Stacke Mertz, de Marques de Souza, ambas enfermeiras e servidoras municipais. A nova composição reforça o caráter técnico e colaborativo da instância, responsável por articular ações e encaminhamentos entre os municípios.

Ao assumir a coordenação, Verônica reforça o compromisso com o fortalecimento da saúde regional. “Nossa atuação será pautada pela articulação entre os municípios e pela construção de soluções integradas e resolutivas, com objetivo de qualificar a gestão e ampliar o acesso aos serviços, consolidando o papel da Câmara Setorial como espaço estratégico de governança em saúde”, pontua.

Estado confirma envio de equipamentos para Defesa Civil e batimetria na região

Investimentos contemplam municípios e convergem com projetos do Comitê Pró-Clima do Cisvale, ampliando resposta a desastres e qualificação da gestão hídrica

Santa Cruz do Sul – A região foi contemplada com novos investimentos do Plano Rio Grande voltados à prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. O anúncio foi realizado pelo Governo do Estado nesta quarta-feira, 18 de março, no Palácio Piratini, e inclui o repasse de conjuntos operacionais às Defesas Civis de municípios atingidos pelas enchentes de 2024 e a contratação de serviços de batimetria em rios estratégicos. Serão beneficiados os municípios de Candelária, General Câmara, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Sinimbu, Vale Verde e Vera Cruz.

A seleção dos municípios foi realizada pelo Estado, com base em critérios técnicos que consideraram a decretação de calamidade pública em 2024, a recorrência de eventos adversos, os impactos registrados e o índice populacional, tendo como referência as inundações de maio daquele ano. A medida reforça a capacidade de atuação local diante de novos episódios, ampliando a estrutura operacional e a integração entre Estado e municípios.

Os investimentos dialogam diretamente com o planejamento regional, estruturado por meio do Comitê Pró-Clima do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), especialmente no eixo voltado à resiliência climática e gestão de desastres – Eixo I. A presença de uma comitiva regional no ato, formada pelo presidente do Cisvale, Gilson Becker, pela diretora executiva Léa Vargas, prefeitos e representantes dos municípios contemplados, reforça o alinhamento institucional entre as ações estaduais e as estratégias construídas no território.

Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a presença da região no ato e a confirmação dos investimentos representam o reconhecimento de um trabalho construído de forma integrada. “Estamos avançando com planejamento e união, conectando as demandas da região às políticas públicas do Estado.” afirma Becker. Segundo o presidente, o alinhamento entre os projetos do Comitê Pró-Clima e as ações estaduais fortalece a capacidade de resposta dos municípios e amplia a proteção à população.

No mesmo anúncio, o Estado apresentou o avanço de estudos de batimetria em corpos hídricos, incluindo o Rio Pardo e trechos do Jacuí. A iniciativa é considerada estratégica para o entendimento do comportamento dos rios, subsidiando ações futuras de desassoreamento, monitoramento e planejamento hídrico, com impacto direto na mitigação de riscos e na proteção das comunidades ribeirinhas.

Para o tesoureiro do Consórcio e prefeito de Vale Verde, Ricardo Froemming, o repasse dos equipamentos acrescentam muito ao serviço prestado pela Defesa Civil. “Agradecemos ao governo do Estado por lembrar dos nossos municípios, pois esta ajuda representa uma resposta mais rápida em momentos de necessidade, em meio aos eventos climáticos”, avalia.  Segundo ele, os equipamentos não apenas qualificam a atuação, mas sobretudo permitem avançar com base técnica na gestão dos recursos hídricos.

Segundo Becker, o Comitê Pró-Clima foi estruturado para antecipar soluções e organizar a resposta regional frente a um novo cenário climático. “O Comitê Pró-Clima foi estruturado para antecipar soluções e organizar a resposta da região diante de um novo cenário climático.”

Conjuntos para Defesa Civil

Os municípios contemplados receberão um conjunto operacional composto por uma pick-up leve, um gerador de energia de 10Kva de potência e quatro rádios transceptores multibanda com capacidade de interoperabilidade. Os equipamentos ampliam a capacidade de deslocamento, comunicação e autonomia energética das equipes em situações de emergência.

A iniciativa está alinhada ao Eixo I do Comitê Pró-Clima, voltado à Resiliência Climática e Gestão de Desastres, e reforça a capacidade de enfrentamento e adaptação dos municípios diante de eventos extremos. Os equipamentos qualificam a atuação das Defesas Civis, ampliando a resposta em situações de emergência e fortalecendo a atuação integrada na proteção da população.

Batimetria do Jacuí e Pardo

A contratação dos serviços de batimetria integra uma estratégia de qualificação da gestão dos recursos hídricos. A medição do relevo e da profundidade dos rios permite identificar pontos críticos, orientar intervenções e subsidiar projetos de desassoreamento e revitalização. Durante o anúncio, o governo do Estado confirmou a inclusão dos rios Jacuí e Pardo, para realização do estudo.

A ação se conecta ao Eixo II do Comitê Pró-Clima, voltado à Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas, e permite avançar no conhecimento técnico sobre o comportamento dos rios. A batimetria realiza o mapeamento do relevo e da profundidade dos leitos, identificando pontos de assoreamento e áreas críticas, o que subsidia ações de desassoreamento, planejamento hídrico e mitigação de riscos, contribuindo para a segurança das comunidades da região.

Municípios tratam adaptação climática como prioridade regional

Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale coloca o AdaptaCidades no centro das estratégias regionais; necessidade de treinamento das equipes municipais para uso da ferramenta foi apontada

Santa Cruz do Sul – A Câmara Setorial do Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou a primeira reunião de 2026 com foco na implementação do sistema AdaptaCidades, plataforma exigida pelo governo federal que orienta os municípios na construção de políticas públicas voltadas à adaptação climática e à resposta a eventos extremos da natureza. A ferramenta estabelece diretrizes para diagnóstico de vulnerabilidades, elaboração de planos de contingência e organização de estratégias locais capazes de fortalecer a resiliência das comunidades diante de fenômenos cada vez mais frequentes.
O AdaptaCidades integra a política nacional de enfrentamento às mudanças climáticas e passa a ser um instrumento estratégico para o planejamento ambiental e urbano dos municípios. Por meio da plataforma, os governos locais precisam organizar informações sobre riscos climáticos, infraestrutura, áreas vulneráveis e medidas de prevenção, estruturando planos de adaptação e resiliência que também servirão de base para a captação de recursos federais e internacionais destinados a projetos ambientais e de proteção civil. A complexidade da ferramenta exige capacitação técnica e organização interna das administrações municipais para utilização adequada do sistema.
A necessidade de preparação das equipes foi reforçada após participação de técnicos da Câmara Setorial em uma capacitação realizada recentemente em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes de diferentes municípios e apresentou orientações práticas sobre a utilização da plataforma e os requisitos técnicos exigidos pelo governo federal. A partir dessa experiência, os integrantes da Câmara trouxeram para a região a recomendação de que os municípios organizem grupos de trabalho específicos para conduzir o processo de adaptação e inserção de dados no sistema.
O presidente do Cisvale, prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, afirma que o debate regional é fundamental para que os municípios consigam se preparar de forma estruturada para essa nova realidade climática. “O AdaptaCidades exige organização técnica e planejamento. Ao tratar o tema de forma conjunta, fortalecemos a capacidade dos municípios de estruturar equipes, compreender a ferramenta e acessar recursos que serão fundamentais para projetos de adaptação e prevenção”, afirma Becker.
Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a complexidade do sistema exige capacitação e integração entre diferentes áreas das administrações municipais. “Não se trata apenas de preencher um sistema. É um processo que envolve diagnóstico ambiental, planejamento estratégico e preparação das equipes municipais para atuar com base em dados e cenários de risco”, explica Léa. Segundo ela, o trabalho conduzido pela Câmara Setorial permite compartilhar conhecimento técnico e construir soluções regionais para desafios comuns.
A hora de planejar é agora, segundo o coordenador do setor de Meio Ambiente do município de Encruzilhada do Sul, Lucas Bonifácio Selbach. Ele reforçou a urgência do tema ao tratar das mudanças climáticas e seus impactos. “Esta é a última década para conseguirmos criar mecanismos de adaptação e resiliência. Depois dela, não será mais possível, pois os eventos extremos farão parte do cotidiano”, afirma Selbach.
Ainda no mesmo encontro, foi realizada a eleição da nova coordenação da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale. O atual presidente, representante de Vera Cruz, Ricardo Konzen, foi reconduzido ao cargo, tendo eleito como vice-coordenador Vladmir Machado Panta, de Rio Pardo. A próxima reunião geral do grupo está agendada para o dia 9 de abril.

Cisvale participa de oficina para criar planos de adaptação climática nos municípios

Encontro promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima inicia organização da governança climática no Estado; representantes regionais integram processo de elaboração dos Planos Municipais de Adaptação

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Csivale) participa nesta terça-feira, 24, da primeira oficina da iniciativa AdaptaCidades no Rio Grande do Sul, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, na sede da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em Porto Alegre. A mobilização reúne gestores municipais para dar início à etapa de organização da governança climática, passo inicial para a construção dos Planos Municipais de Adaptação à Mudança do Clima.
Criada por portaria ministerial e estruturada em articulação com o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa integra o Programa Cidades Verdes e Resilientes e conta com apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional. O objetivo é fortalecer Estados e Municípios na formulação de políticas públicas voltadas à adaptação climática, ampliando a capacidade técnica e institucional para enfrentar eventos extremos e reduzir vulnerabilidades territoriais.
Pela Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale participam Leoni Tech Steil, Lucas Bonifacio Selbach, Ricardo Moacir Konzen, Rafaela Baierle, Gleidson Gerhrke e Roberto de Monte Baccar Pilz, como pontos-focais da região do Vale do Rio Pardo, cujo papel é atuar como multiplicadores na construção dos planos. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, ressalta que a presença regional no processo reforça o compromisso coletivo com a agenda climática. “A adaptação às mudanças do clima exige planejamento, cooperação e visão estratégica. A participação do Cisvale neste momento demonstra que a região está organizada e atenta às diretrizes nacionais”, afirma. Segundo Becker, estruturar a governança é fundamental para que os municípios tenham condições de acessar programas e consolidar projetos.
A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, destaca que a iniciativa dialoga diretamente com o trabalho já desenvolvido pelo Comitê Pró-Clima no Vale do Rio Pardo. “Estamos construindo uma base técnica consistente para que os municípios avancem de forma integrada. O AdaptaCidades representa uma oportunidade concreta de qualificar a gestão pública frente aos desafios climáticos”, afirma. Para Léa, o alinhamento entre instâncias federais, estaduais e regionais fortalece a capacidade de resposta e projeta a região como referência em planejamento ambiental.

Cisvale questiona Eduardo Leite sobre atraso na execução de projetos do Pró-Clima

Ofício entregue durante agenda do governador em Santa Cruz do Sul cobra definição sobre programas Desassorear e Conexões, recuperação de taludes nas bacias do Rio Pardo e Rio Pardinho e repasses previstos no Plano Rio Grande

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) entregou nesta quarta-feira, 18, durante a agenda do governador Eduardo Leite em Santa Cruz do Sul, um ofício solicitando posicionamento oficial sobre o andamento das propostas vinculadas ao Comitê Pró-Clima e inseridos no Plano Rio Grande. A manifestação ocorreu na visita para a abertura do ano letivo e inauguração da Escola Estadual José Mânica e formaliza a preocupação dos municípios com a falta de encaminhamentos práticos para ações consideradas estruturantes à recuperação regional.
Instituído imediatamente após a enchente histórica de maio de 2024, o Comitê Pró-Clima organizou diagnósticos técnicos e projetos executivos com apoio da Universidade de Santa Cruz do Sul, consolidando o Cisvale como um dos poucos consórcios públicos do Estado a inserir propostas no Plano Rio Grande. A iniciativa estruturou demandas de caráter regional com foco na mitigação de riscos, reconstrução de áreas atingidas e fortalecimento da resiliência das bacias hidrográficas do Vale do Rio Pardo.
Entre as ações formalizadas estão intervenções no âmbito do Programa Desassorear, especialmente quanto aos acessos necessários para viabilizar a execução dos serviços, demandas vinculadas ao Programa Conexões, que contempla pontes, pontilhões e galerias, pedidos estes feitos de maneira individual pelos municípios, reforçados pelo consórcio neste ato. Segundo os municípios, apesar da entrega de documentação complementar ainda no mês de dezembro de 2025, os municípios relatam ausência de retorno conclusivo por parte da Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha e indefinição quanto à liberação de recursos e credenciamento de projetos. Ainda no rol de questionamentos, o Eixo II dos projetos do Comitê Pró-Clima, voltados à recuperação de taludes em áreas ripárias nas bacias do Rio Pardo e do Rio Pardinho também foi motivo de questionamento junto ao governador.
O presidente do Cisvale, prefeito Gilson Becker, afirma que a região necessita de previsibilidade e segurança institucional. “Os municípios cumpriram sua parte, estruturaram projetos técnicos e aguardam uma definição clara. A comunidade está cobrando e precisa saber quando essas intervenções sairão do papel”, garante. Ele acrescenta que a recuperação de taludes e a qualificação das estruturas de travessia são medidas estratégicas para reduzir vulnerabilidades e evitar novos prejuízos sociais e econômicos.
A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, destaca que os levantamentos encaminhados detalham prioridades, trechos críticos e estimativas de custo, além de esclarecer a operacionalização do fundo regional. “Encaminhamos estatuto, resoluções e informações técnicas solicitadas. Também buscamos esclarecimento sobre a possibilidade de repasse via consórcio. Até o momento, aguardamos posicionamento formal que indique os próximos passos”, reforça.
Ao formalizar o questionamento diretamente ao governador, o Cisvale busca assegurar definição sobre prazos, modelo de repasse e execução das ações previstas no Plano Rio Grande. O presidente do consórcio reforça que a região espera coerência entre o planejamento anunciado e a efetiva implementação das medidas. “A reconstrução não pode ficar restrita ao diagnóstico. Os municípios precisam de encaminhamento objetivo e cronograma definido para que a recuperação avance de forma concreta”, afirma Becker.