Estado incorpora projetos do Pró-Clima em programas da reconstrução

Secretaria da Reconstrução Gaúcha confirma que iniciativas estruturantes elaboradas pelo Cisvale servirão de base para ações estaduais e reforça análise sobre lacunas ainda não atendidas no Vale do Rio Pardo

Porto Alegre – Os seis projetos estruturantes do Comitê Pró-Clima, elaborados pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), foram utilizados pelo governo do Estado como referência para a criação de programas da reconstrução gaúcha. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, 23, durante reunião do presidente do Cisvale Gilson Becker com o secretário estadual da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, em Porto Alegre. Na ocasião, o Estado informou que parte das ações idealizadas na região já está contemplada em políticas como o programa Desassorear RS, voltado à limpeza de rios e arroios, e nas iniciativas de aquisição de sensores de monitoramento e equipamentos para a Defesa Civil.

Na época em que o Plano Rio Grande foi lançado, o Estado anunciou a pré-seleção dos projetos do Pró-Clima, mas não detalhou de que forma ocorreria a execução nem se haveria repasse direto dos valores para o consórcio. Estimado em R$ 79 milhões, o conjunto de projetos regionais tem como objetivo elevar a resiliência e a capacidade de resposta a desastres naturais, ampliar e qualificar a rede de monitoramento do clima, equipando a Defesa Civil da região, ao mesmo tempo em que sugere ações de recuperação dos municípios atingidos. Com a definição apresentada nesta reunião, ficou claro que o Estado optou por absorver os projetos dentro de programas próprios, o que altera o formato de execução e exige acompanhamento permanente do consórcio. “O importante é que as propostas construídas de forma coletiva e técnica, lideradas pelo Cisvale se tornaram referência para a política estadual de reconstrução. Cabe a nós agora garantir que essa estratégia se traduza em ações efetivas na região e que nenhum município fique sem atendimento”, afirma Becker.

Durante a reunião, o secretário explicou que a secretaria fará uma análise detalhada sobre os projetos apresentados pelo Cisvale para identificar quais pontos ainda carecem de atendimento. Conforme a diretora executiva do Consórcio, Léa Vargas, a medida é considerada estratégica porque, apesar de existirem programas em andamento, como o desassoreamento e o aparelhamento da Defesa Civil, o Vale do Rio Pardo ainda necessita de investimentos em todas as áreas para resiliência, adaptação e reconstrução. “O objetivo agora é direcionar os recursos e a execução conforme a prioridade e a necessidade de cada município consorciado”, frisa a diretora.

Becker desta ainda que a definição da estratégia estadual não encerra o trabalho do Cisvale. Segundo ele, o consórcio continuará acompanhando de perto a aplicação dos programas para garantir que as demandas locais sejam atendidas. “Nosso papel é seguir cobrando e monitorando para que os projetos concebidos aqui se tornem realidade na prática. O Estado reconheceu a qualidade técnica do Pró-Clima e agora precisamos assegurar que o resultado chegue de fato à região”, complementa o presidente do Cisvale.

Municípios pressionam Ministério da Saúde para destravar fila por cirurgias

Consórcios do Vale do Rio Pardo e Jacuí apelam ao Ministério da Saúde para alcançar recursos extras e criar a recomposição de valores para custeio da Alta Complexidade e garantir manutenção do atendimento regional

BRASÍLIA (DF) – Os 21 municípios integrantes dos Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e Consórcio Intermunicipal Jacuí (Cijacuí) apresentaram nesta quinta-feira, 10, ao Ministério da Saúde, a solicitação de correção do pagamento para os serviços médicos de Alta Complexidade em ambas as regiões. O pedido, formalizado em reunião no gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), inclui ainda a solicitação de recursos extras para dar conta da fila de espera por cirurgias eletivas. A lista, atualizada pelo Cisvale conta agora com 1.350 pacientes e um total estimado de R$ 16 milhões em recursos de participação para a realização destes procedimentos.

Conforme os ofícios entregues pelos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, referência nas áreas de traumatologia dos 21 municípios, a complementação anual de recursos para a área gira na casa dos R$ 12,8 milhões. Deste total, R$ 8.606.222,81 dizem respeito ao atendimento hospitalar que envolve a referência do Hospital Santa Cruz para os municípios. Já Venâncio Aires, que também cumpre papel regional relevante, pleiteia R$ 4,2 milhões anuais, além de uma complementação de R$ 350 mil mensais. Segundo o município, os investimentos próprios na atenção básica estão sendo comprometidos para suprir a alta demanda por internações, exames e cirurgias.

A pauta foi conduzida pelo presidente do Cisvale, Gilson Becker, com respaldo técnico da diretora executiva Léa Vargas, com apoio dos prefeitos, representantes do Cijacuí e pelo secretário Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul, Rodrigo Rabuske, município que tem a gestão plena da saúde, responsável pela contratualização dos hospitais. A articulação busca garantir que os recursos federais acompanhem a complexidade e o volume dos atendimentos prestados. Com a recomposição, os consórcios esperam restabelecer o equilíbrio financeiro da rede e avançar na realização de cirurgias eletivas, represadas por falta de financiamento. Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a agenda sinaliza a necessidade de unidade entre as regiões para a resolução dos problemas comuns na área da saúde. Quanto à pauta, e a promessa de análise por parte do governo federal, Becker reiterou que a região seguirá mobilizada em busca de alternativas junto aos governos federal e estadual. “O próximo passo agora será aguardar a manifestação técnica do Ministério da Saúde e também agendar, junto ao Governo do Estado, um encontro com prefeitos e gestores da saúde, para avançarmos neste pleito das duas regiões”, destaca.

Espera dura oito anos

O levantamento técnico realizado pelo Cisvale revelou a existência de 1.350 pacientes aguardando por cirurgias eletivas na especialidade de ortopedia e traumatologia, com espera de até oito anos. Os procedimentos incluem cirurgias de coluna, colocação e revisão de próteses de joelho e quadril e englobam a população dos 21 municípios vinculados aos dois consórcios.

Conforme a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, atualmente, parte dos recursos disponíveis para alta e média complexidade é absorvida por atendimentos de urgência, como acidentes e quedas domésticas, o que impede o avanço da fila. “A depuração da lista de espera envolveu o cruzamento de dados, exclusão de pacientes já atendidos, que mudaram de cidade, não responderam aos contatos ou foram a óbito por outras razões. Com isso, 70 pacientes foram retirados, resultando em uma fila precisa e pronta para ser atendida, desde que haja disponibilidade de recursos”, revela.

Com base na necessidade média de complementação, cujo custo médio apurado é de R$ 12 mil, e levando em conta a quantidade real de pacientes agora elencada na nova lista, seria necessário R$ 16 milhões para esta complementação. “Além disso é necessário lembrar do valor das próteses, e ainda da parte que cabe ao Sistema Único de Saúde (SUS), que eleva ainda mais o custo necessário para o cumprimento desta demanda”, pondera o presidente Gilson Becker.

Demanda pode entrar no orçamento de 2026

Conforme o assessor da direção da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Adalberto Fulgêncio, o Governo Federal está comprometido com o Rio Grande do Sul, muito por conta da situação do pós-enchente e a calamidade vivida. “A gente vai fazer um trabalho interno para atender esta demanda e expectativa. Em outra frente, faremos um contato com os deputados da bancada gaúcha para implementar recursos para atender a demanda da saúde que os senhores nos trazem aqui, ressalta Fulgêncio.

Conforme o assessor, é possível trabalhar o reajuste do teto, pois há muitos pedidos junto ao governo. O que depõe a favor da região, é o fato de os consórcios terem tomado frente na solicitação. Ainda segundo Fulgêncio, os levantamentos encaminhados pela região somam R$ 36 milhões a mais ano. “Podemos criar uma portaria temporária, aumentando o teto de Santa Cruz do Sul até dezembro, desde que, a área técnica do Ministério da
Saúde aponte a viabilidade por parecer. Após, o Ministério da Saúde engloba este valor no orçamento de 2026”, explica.

Estudo técnico

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Auditoria, Assistência e Controle, irá elaborar um estudo técnico para viabilizar as demandas apresentadas pelas regiões em Brasília. Um dos caminhos possíveis apontados ainda na audiência prevê a adesão da região ao programa Mais Especialistas, que está em fase de implementação e pode ajudar na composição de recursos para a saúde regional. A equipe técnica do Ministério da Saúde deve elaborar os estudos e as formas de financiamento, tanto para liberação de recursos ainda em 2025, quanto para ampliação do teto da média e alta média complexidade.

Cisvale credencia fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos

Busca pelos atendimentos junto aos pacientes da região eleva a busca por clínicas e profissionais especializados; novos procedimentos para o atendimento ao autismo foram incluídos no edital

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) está credenciamento clínicas e profissionais para atuarem nas áreas de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia. Por meio da modalidade, chamamento público, os profissionais e empresas especializadas nesses tipos de atendimento podem receber pacientes encaminhados via Sistema Único de Saúde (SUS), através do convênio do Cisvale e as prefeituras dos municípios consorciados. A atualização do edital também inclui atendimentos na área do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com demanda crescente na região do Vale do Rio Pardo.

De acordo com a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a atualização do edital 001/2023 corrigiu valores da tabela praticada e abriu novas oportunidades aos profissionais ligados às áreas da fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia. “Todos estes atendimentos têm uma alta procura na região e podem ser oferecidos em clínicas e prestadores de serviços, por meio do convênio do Cisvale com os municípios”, explica Léa.

Por meio do credenciamento, o profissional torna-se apto a prestar o serviço, em atenção às legislações sanitárias e fiscais estabelecidas pelo poder Público. “O edital completo encontra-se no site do Cisvale – www.cisvale.com.br, no menu “Publicações Legais”, aba editais – chamamento público, completa Léa.

Para o presidente do Consórcio, Gilson Becker, o credenciamento de novos profissionais para o atendimento especializado via Cisvale demonstra a necessidade da comunidade regional em opções qualificadas na área da saúde. “Esta atenção que é cada vez maior só é viável para muitos municípios através da prestação de serviço consorciado, pois desta forma conseguimos ofertar procedimentos de qualidade com uma maior agilidade, permitindo que os pacientes do SUS tenham esta necessidade cumprida”, avalia.

Por ano, o Cisvale realiza mais de 178 mil atendimentos na área da saúde, sendo referência para os 17 municípios consorciados, atendendo a uma população regional com mais de 405 mil habitantes. O consórcio ainda mantém convênio com os municípios do Consórcio Intermunicipal do Vale do Jacuí, contando com 12 municípios participantes e abrangendo 260 mil habitantes nesta região.

IBGE lança no Cisvale estudo inédito sobre as enchentes de 2024

Estudo começa na próxima semana com fase de testes que inclui mil entrevistas em domicílios de diferentes regiões do Estado

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) foi o local escolhido para o lançamento nacional de uma das pesquisas mais relevantes já desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento vai medir os impactos socioeconômicos das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 e teve sua apresentação oficial realizada nesta quarta-feira, em Santa Cruz do Sul.

A coordenadora do estudo, Juliana Paiva Vasconcellos, explicou que esta é a primeira vez que o Instituto desenvolve um projeto voltado exclusivamente para os efeitos de desastres ambientais. “Queremos compreender o que mudou na vida das pessoas após as enchentes: como elas estão vivendo, quais as perdas materiais, os impactos na saúde e na estrutura das famílias”, afirma. A metodologia segue diretrizes internacionais e foi construída com base em experiências globais que visam auxiliar a formulação de políticas públicas de prevenção e resposta a eventos extremos.

A fase de testes terá início já na próxima segunda-feira e seguirá por 15 dias. Serão mil entrevistas por telefone com moradores do Estado. Dessas, 500 ocorrerão no Vale do Rio Pardo, região priorizada por conta da intensidade dos danos registrados. As outras 500 serão realizadas em áreas igualmente atingidas, como o Vale do Taquari e a capital Porto Alegre.

O presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Gilson Becker, afirmou que a decisão do Instituto de lançar a pesquisa na sede do Consórcio reconhece o trabalho realizado durante e após as enchentes. “É mais uma vez o Cisvale sendo protagonista, e isso se deve ao trabalho que realizamos, inclusive com a criação do Comitê Pró-Clima. Esses dados atualizados serão fundamentais para a elaboração de projetos e a definição de investimentos, para que possamos construir caminhos mais seguros para nossos municípios”, avalia.

Também participaram do lançamento representantes dos municípios de Vera Cruz, Candelária e Sinimbu, além da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), reforçando o envolvimento regional na construção de soluções baseadas em dados e na colaboração entre diferentes setores.

Como será a pesquisa

A aplicação será feita pelo Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador (Cetac), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. As ligações são gravadas. Para esclarecer dúvidas, o IBGE coloca a opção de e-mail e outros canais de comunicação para esta finalidade. O IBGE utilizará essa estrutura para garantir agilidade, segurança e confiabilidade na coleta de dados, sendo que as ligações serão originadas pelo número (21) 2142-0123.

Os entrevistados responderão a perguntas sobre perdas de imóveis, interrupções na vida pessoal, condições atuais dos domicílios, impactos na saúde física e mental, e ações de recuperação. A ideia é construir um retrato estatístico e social dos efeitos das enchentes entre abril e maio deste ano.

A partir de 15 de setembro, o estudo entra em sua etapa principal: serão 15 mil entrevistas em domicílios de todo o Rio Grande do Sul, com coleta de dados até 15 de dezembro. A divulgação oficial dos resultados está prevista para março de 2026.

Para Juliana Paiva Vasconcellos, do IBGE, a escolha de Santa Cruz do Sul e do Cisvale reforça a importância da região na agenda de reconstrução. “É simbólico estarmos aqui para esse lançamento. O Vale foi muito afetado, mas também mostrou uma capacidade de organização que faz a diferença na resposta aos desastres”, destaca a coordenadora.

Sicredi oficializa doação das estações meteorológicas ao Cisvale

Ato ocorreu durante a assembleia de prefeitos em Vera Cruz e reforça estrutura do Comitê Pró-Clima

Vera Cruz – A assembleia de prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), realizada nesta quarta-feira (18), em Vera Cruz, marcou a oficialização da doação de seis estações meteorológicas ao Comitê Pró-Clima. A iniciativa do Sicredi Vale do Rio Pardo fortalece as ações de prevenção e adaptação às mudanças climáticas na região.

O termo de doação foi assinado pelo presidente do Sicredi, Heitor Petry, pelo presidente do Cisvale, Gilson Becker, e pelo presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), Nestor Ellwanger. O gesto simboliza a união entre cooperativa e gestores públicos em prol da proteção das comunidades.

As estações meteorológicas integram o conjunto de projetos do Comitê Pró-Clima, que atua em quatro eixos estratégicos. Os equipamentos permitem a coleta de dados em tempo real, fundamentais para o monitoramento de eventos extremos e a tomada de decisões nas áreas de risco.

Durante a assembleia, a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, apresentou ainda o projeto de instalação de sensores de nível hidrológico em municípios da região, em diálogo com o programa estadual que prevê a instalação de 130 sensores no Rio Grande do Sul.

Barcos darão suporte à Defesa Civil

A reunião também oficializou a compra de sete barcos rígidos, com recursos doados pela empresa JTI. Os equipamentos serão destinados aos municípios com Corpo de Bombeiros e vão reforçar as ações da Defesa Civil. Candelária, Encruzilhada do Sul, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Vera Cruz serão contemplados. A medida amplia a capacidade de resgate e resposta rápida em situações de emergência.

Além da compra dos barcos, o consórcio apresentou a proposta que foi aprovada para a contratação de horas-máquinas para execução de serviços de obras e pavimentação, assim como recuperação de acessos em arroios e estradas vicinais.  “Por meio deste edital que será elaborado pelo Cisvale será possível aos municípios contratarem os serviços de forma consorciada, atendendo as necessidades, inclusive em momentos de emergência e calamidade pública”, frisa Léa Vargas, diretora executiva do consórcio.

Agenda Ambiental deve voltar com gincana no segundo semestre

Proposta inclui calendário fotográfico e ações nas escolas; atividades devem marcar os 20 anos do Cisvale, que serão celebrados em outubro


Vera Cruz – A Câmara Setorial de Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) projeta a retomada do projeto Agenda Ambiental Cisvale 2030 – um planeta saudável, um futuro sustentável, ainda neste ano. A proposta foi apresentada durante reunião técnica realizada nesta quarta-feira, 18, durante a Feira da Produção, em Vera Cruz. A proposta de cronograma prevê a realização de uma gincana regional entre escolas, paralelo à realização de um concurso fotográfico para compor o calendário de 2026.

Conforme o coordenador da Câmara, Ricardo Konzen, a gincana será viável apenas com o engajamento dos municípios e das secretarias de Educação. “Precisamos resgatar as ações de educação ambiental, envolver as escolas e criar uma agenda regional que motive a participação. A gincana só funciona se todos os municípios estiverem integrados”, destaca. Segundo ele, a intenção é ouvir os professores e verificar a possibilidade de encaixar a atividade ainda no segundo semestre. A premiação está prevista para outubro, em comemoração ao Dia da Criança e aos 20 anos do Cisvale.

A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, ressaltou o potencial da proposta, diante da necessidade da retomada das ações da Agenda Ambiental Cisvale 2030. “A gincana promove uma competitividade saudável, que mobiliza estudantes, educadores e comunidades. É uma ferramenta eficiente para sensibilização e formação ambiental.” A proposta deverá ser discutida com secretários de educação dos municípios, para não entrar em conflito com os calendários letivos e de atividades escolares. Venâncio Aires já realiza uma gincana municipal, para escolha de um mascote para as ações de educação ambiental. O município confirmou a interação à disputa regional.

Outra proposta que poderá ser realizada em paralelo é a de criação de um concurso fotográfico, voltado à valorização do patrimônio natural dos municípios. As 12 imagens vencedoras deverão compor o calendário regional de 2026. Além disso, será criado um banco de imagens para uso institucional e educacional.


Recuperação de áreas e taludes


Além das ações nas escolas, por meio da Agenda Ambiental, a reunião técnica abriu espaço para a apresentação de propostas de compensação ambiental. Municípios como Rio Pardo, Sinimbu, Vale Verde e Vera Cruz trouxeram iniciativas voltadas à proteção de taludes e recuperação de áreas de preservação permanente e taludes de rios da região.

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, já existem recursos disponíveis por meio de programas em nível estadual, financiados pela iniciativa privada. Uma nova reunião será realizada para definir os próximos passos e formatar um plano de trabalho regional. “Precisamos dar continuidade a projetos que dialogam com o que os municípios já estão fazendo. Essa é a função do consórcio: somar forças e transformar ideias em ações”, afirma o presidente.



Seminário regional


Ainda no rol de atividades da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale está a possibilidade de realização de um seminário regional para tratar do tema dos resíduos sólidos na região. A iniciativa se integra à atualização do Plano Regional de Destinação de Resíduos Sólidos na Região.
Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal de Venâncio Aires, Gustavo von Helden tema é de extrema importância, uma vez que o transbordo de resíduos e destinação final atualmente configuram-se como um alto custo aos municípios da região.

Uma nova agenda deverá ser criada para a discussão a respeito da possibilidade de realização de um seminário, com a apresentação de soluções para a destinação de resíduos sólidos, que constitui uma demanda crescente, com a produção diária de 203,4 toneladas de resíduo por dia.

Cisvale solicita cinco pontos de monitoramento dos rios ao Estado

Ajustes foram propostos à Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha, que contratou a instalação de 130 estações pluviométricas, das quais, cinco unidades podem beneficiar o serviço da Defesa Civil regional

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), por meio do Comitê Pró-Clima, solicitou ao governo do Estado a readequação na posição de cinco unidades de monitoramento do clima, realizado por estação pluviométricas automáticas, que serão instaladas no Vale do Rio Pardo, o ajuste, necessário aos parâmetros técnicos dos engenheiros e profissionais que compõe a área técnica do Comitê. O encontro ocorreu com o subsecretário de projetos da pasta, Guilherme Bartels, responsável pelo projeto das estações pluviométricas do Estado.

Segundo o engenheiro ambiental Roberto de Monte Baccar Pilz, membro da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale e do Comitê Pró-Clima, após análise do projeto criado pelo governo do Estado, foram detectadas pelo menos cinco áreas, nas quais os equipamentos serão instalados, precisam de ajustes para tornarem-se mais efetivos para a região. “Criamos inclusive um mapeamento que será encaminhado, com a justificativa do porquê de cada ponto sinalizado pela equipe técnica regional. Gostaríamos de sugerir adequações, ou até mesmo adesões a este edital do estado”, pontua.

Conforme Bartels, ao criar o projeto, a Secretaria Estadual da Reconstrução Gaúcha, o projeto contempla localizações macrorregionais, para que se pudesse criar o mapeamento do que seria necessário para o monitoramento pluviométrico. “A partir disso será necessário que a empresa que foi contratada realize uma vistoria técnica para saber, de fato, se esta sinalização feita no projeto está adequada com a necessidade”, destaca.

Na solicitação apresentada pelo Cisvale, conforme o subsecretário, há pontos nos quais as estações sugeridas pela região constam em proximidade com os pontos apresentados no projeto, situações nas quais ele acredita que poderão ser feitos ajustes. “Nossa ideia inicial era fornecer uma ideia onde seriam colocadas estas estações, necessitando posteriormente um ajuste a esta nova rede de monitoramento pluviométrico do Estado.”

Interligações dos sistemas

Para o presidente do Cisvale Gilson Becker, outra necessidade, além do mapeamento dos cinco pontos para instalações de estações pluviométricas (veja lista), com o objetivo de empregar uma maior eficiência ao modelo de monitoramento que será criado, é a compatibilização de informações entre equipamentos e redes de informação. “Precisamos ver com o governo do Estado um modo de interligarmos todas as estações – estas do governo – e as nossas, quando forem adquiridas. Nossa ideia é que possamos unificar todos estes dados dentro de uma única plataforma”, destaca Becker, ao dizer que esta condição é importante, antes da aquisição dos equipamentos via Cisvale. O tema será pauta da próxima assembleia de prefeitos, marcada para ocorrer em Vera Cruz, antes da abertura da Feira da Produção.

O subsecretário de projetos Guilherme Bartels explica que a integração de informações parece, neste momento, um dos pontos mais fáceis de acerto com a região, segundo ele, o governo do Estado trabalha para agregar informações de vários entes federativos, como o próprio governo federal, por meio da Agência Nacional das Águas (ANA) e outros sistemas de monitoramento. “A inclusão de alguma rede que o Cisvale venha adquirir poderá ser adicionada a este sistema que será mais robusto, contando com todas as estruturas de apoio, para fazer com que as informações auxiliem a todos que necessitem delas.”

Sugestões encaminhadas ao estado

1 – Arroio Castelhano – Distrito de Monte Alverne, Santa Cruz do Sul. Escolha foi estrategicamente definida para fins de prevenção e proteção da população local, cuja área é densamente ocupada por residências, comércios, serviços e escola, além de abrigar o Hospital de Monte Alverne — referência regional em serviços de saúde, especialmente nas especialidades de otorrinolaringologia e reumatologia;

2 – Arroio Andreas – Vera Cruz. Escolha deste ponto em razão da significativa presença de propriedades rurais, residências, indústrias e da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Sebastião. Destaca-se, ainda, a proximidade ao ponto de captação de água bruta da Estação de Tratamento de Água do Município, bem como a posição a montante da ponte da estrada de Linha Andreas, via que conecta a localidade ao centro urbano de Vera Cruz e à rodovia RSC-287;

3 – Rio Jacuí – Rio Pardo. Instalação da estação pluviométrica no Bairro Fortaleza, zona urbana do Município de Rio Pardo, em virtude da relevância e do impacto do afluente Rio Pardo que deságua nas proximidades da área urbanizada da cidade. Além disso, o ponto é fundamental para o monitoramento do nível do Rio Jacuí a montante dos municípios de Vale Verde e General Câmara;

4 – Arroio Plumbs – Vale do Sol. Sugestão de instalação da estação na proximidade com a ponte existente na rodovia RSC 287, considerada de fundamental importância para a logística de transportes do Vale do Rio Pardo e do estado do Rio Grande do Sul. Além disso, no entorno da área encontram-se diversas unidades residenciais, comércio e uma escola municipal;

5 – Rio Jacuí – Vale Verde. O município de Vale Verde, foi estrategicamente definido, em virtude da presença de núcleos habitacionais na região, promovendo um monitoramento mais efetivo para fins de prevenção.

Articulação regional em resposta à crise climática vira exemplo nacional

Como convidado, o Cisvale participou do debate sobre ações em eventos climáticos extremos, apresentando as medidas de auxílio aos municípios que deram origem ao Comitê Pró-Clima

Brasília (DF) – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) participou, nesta terça-feira, 20, da programação da 26ª Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Após a apresentação do município de Sinimbu, feita pelo prefeito Wilson Molz, o trabalho iniciado com a ajuda humanitária e a articulação regional que deram origem ao Comitê Pró-Clima tornaram-se a pauta do evento.

Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a participação do consórcio na Marcha dos Prefeitos em Brasília é extremamente positiva, uma vez que reafirma a relevância das ações realizadas em âmbito regional. “Até agora, as apresentações e debates nos quais estivemos presentes ocorriam sempre dentro das nossas regiões e estado. Nesta tarde apresentamos tudo que foi feito para uma plateia formada por gestores de todo o país”, destaca Becker, ao ressaltar que o retorno – por meio do contato com os participantes da Marcha – foi imediato. “Várias pessoas pendido contatos e informações a nosso respeito.”

A apresentação regional iniciou com as ações implementadas ainda no fim de abril de 2024, após o temporal que castigou a região antes das enchentes. “Primeiro relatamos a ajuda humanitária, a coordenação dela, a criação do PIX Solidário e todas as medidas, tomadas junto com várias entidades parceiras para socorrer e auxiliar os municípios no pós-catástrofe. Tudo isso deu origem ao Comitê Pró-Clima, do qual, também tivemos a oportunidade de apresentar os projetos e a forma como os criamos, assim como todas as estratégias para captar recursos”, resume Becker.

De acordo com o presidente do Cisvale, o conjunto de ações implementadas no Vale do Rio Pardo tornou-se um modelo nacional de resposta e ação aos eventos climáticos extremos. “Estivemos lado a lado, com membros da Defesa Civil de outros estados e pudemos compartilhar nossas ações, que podem servir agora de referência em casos de eventos extremos no Brasil. Esta ação amplia ainda mais a relevância do Cisvale e de toda a região que, junta, abraçou a causa e ajuda a tornar a recuperação do Vale do Rio Pardo menos difícil’, ressalta.

Além do presidente do Cisvale, Gilson Becker, e da diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, a apresentação contou com a participação do vice-presidente do Cisvale, Jarbas da Rosa, prefeito de Venâncio Aires, município muito prejudicado pelos eventos climáticos de 2024, e o prefeito Wilson Molz, de Sinimbu, que apresentou o exemplo do município que está sendo reconstruído. A Marcha dos Prefeitos em Brasília, que conta com mais de 15 mil inscritos de todos os municípios brasileiros, é considerado um dos mais importantes para as gestões municipais, pois conta com a participação do governo federal e dos Estados. Nos debates e painéis realizados ao longo desta terça-feira, o presidente Luís Inácio Lula da Silva e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, estiveram presentes à programação.  

Grupo de trabalho regional busca reduzir espera por cirurgias

Mapeamento mostra que no Vale do Rio Pardo e Centro-Serra, ambas regiões de referência dos hospitais da região, mais de 1,4 mil pacientes aguardam por uma cirurgia em traumatologia; grupo de trabalho irá formatar alternativas para redução no número de pacientes

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), em parceira com as 8ª e 13ª Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS), Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Jacuí (Ci Jacuí), Ministério Público (MP), e municípios do Vale do Rio Pardo e Centro-Serra criaram um grupo de trabalho para fazer frente à fila de espera por cirurgias na área de traumatologia de alta complexidade em ambas as regiões. A intenção é mapear alternativas e apontar soluções conjuntas para o enfrentamento à fila de espera que hoje tem 1.417 pacientes nas duas regiões.

De acordo com o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a situação merece uma atenção especial das duas regiões, pois a referência para pacientes vinculados às 8ª CRS – Região Centro-Serra e 13ª CRS – Vale do Rio Pardo, estão junto aos hospitais regionais. “Após o levantamento feito pela equipe do Cisvale, pudemos quantificar que o número de pacientes na espera por estes procedimentos, nas áreas de traumatologia, ortopedia e cirurgia de coluna apresenta um contingente importante, mostrando que uma solução eficaz está na ação regional em cima desta espera”, ressalta o presidente.

O levantamento do volume de pacientes que aguardam por procedimentos de alta complexidade – que são cirurgias mais complexas – muitas com a colocação de próteses nos pacientes foi realizado em 2022, pelo Cisvale. Na época havia um aceno de recursos do governo do Estado, para a coparticipação no custeio dos procedimentos junto aos municípios. “Estes dados foram atualizados agora e mostram um crescimento no quantitativo de 2022 para cá. Na época, foi apurado que a lista de espera continha 1.007 pacientes nas duas regiões. De lá para cá o número aumentou em 410 pacientes, fazendo com que o tema entre na pauta de prioridades da região”, destaca o presidente.

No encontro realizado no Cisvale, ficou acordado entre os entes que integram o grupo de trabalho que, a partir de agora, são necessárias várias ações para quantificar e criar um plano de trabalho para a realização das cirurgias. “Um dos pontos mais importantes está a depuração da fila de espera, assim como os orçamentos para o custeio desta operação, prevendo consultas, exames prévios, procedimentos, próteses e internações. É necessário também que sejam apontadas as fontes de recursos e a participação da União nesta ação”, justifica a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

O grupo de trabalho segue também com a missão de encontrar formas de financiamento, tanto por parte dos municípios das duas regiões, quanto na participação com os governos do estado e federal, para o custeio destes procedimentos de alta complexidade, que são, em sua essência, responsabilidade do Estado e da União, no que se refere aos recursos destinados para a pactuação na realização do mutirão para redução da fila de espera no Vale do Rio Pardo e Região Centro-Serra.

Espera que não é razoável com os idosos

Para a 1ª promotora de Justiça Cível do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, Catiuce Ribas Barin, a espera por uma cirurgia, independente da classificação de média ou alta complexidade é incompatível com a manutenção da qualidade de vida, especialmente das pessoas idosas. “O tempo de espera não é razoável, especialmente quando estamos falando dos idosos, em uma situação que se torna ainda mais difícil com a judicialização de cirurgias, demandando ao estado, na maioria das vezes, a responsabilidade sobre estes procedimentos”, pontua.

Conforme a promotora, o envolvimento do Ministério Público no grupo de trabalho para o enfrentamento à fila de espera das cirurgias de alta complexidade nas regiões de saúde da 8ª e 13ª Coordenadorias Regionais de Saúde faz-se necessário para auxiliar no controle e na lisura do processo para a redução delas. “É um acompanhamento que tem por objetivos dar dignidade no atendimento a estes pacientes ao mesmo tempo que emprega transparência nesta questão das filas”, complementa a promotora Catiuce Ribas Barin.

Vale do Taquari reconhece papel do Cisvale por meio do Pró-Clima

Assembleia conjunta entre o Cisvale, Amvarp e Amvat ocorreu nesta sexta-feira, 2, durante a programação da 17ª Fenachim, em Venâncio Aires

Venâncio Aires – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) teve a sua atuação destacada durante a assembleia conjunta das Associações dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e Vale do Taquari (Amvat), realizada na manhã desta sexta-feira, 2. O evento, parte da programação da 17ª Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim), foi realizado no Parque do Chimarrão, na presença de prefeitos e lideranças das duas regiões. Em sua manifestação, o presidente da Amvat, Sidinei Moisés de Freitas, do município de Sério, destacou a atuação do consórcio após a tragédia do clima de maio do ano passado.

Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, atualmente, o consórcio trabalha em duas frentes: na captação constante de recursos por meio de editais de financiamentos públicos e na atualização de dados e informações para aquisição e instalação de equipamentos e dispositivos doados para o monitoramento do clima. “Hoje trouxemos aqui o panorama dos nossos projetos e as formas de captação de recursos implementadas para a condução destas atividades. São propostas que somadas ultrapassam os R$ 79 milhões de investimento, focando na capacidade de adaptação e resiliência climática de nossa região”, disse.

A diretora executiva do Cisvale Léa Vargas apresentou o portfólio de projetos e o andamento das iniciativas criadas pelo Comitê Pró-Clima. De acordo com ela, algumas ações em fase de licitação – como a aquisição de recursos para a Defesa Civil da região – por meio da doação da empresa JTI, passaram pela avaliação dos coordenadores dos municípios da região. “Uma delas é a substituição dos botes de resgate por barcos rígidos com reboque, justamente porque a geografia de nossos rios mostra um terreno rochoso, assim como a necessidade, em situações de cheias, de entrar com as embarcações dentro da área urbana das cidades”, justifica.

Durante a exposição do Cisvale, os prefeitos das duas regiões tiveram acesso aos seis projetos criados pelo Comitê, ações de socorro, como o PIX Solidário, e todo o escopo técnico e científico empregado na região por meio das parcerias firmadas pelo Cisvale.

Em seu pronunciamento, o presidente da Amvap ressaltou a importância do trabalho executado pelo Cisvale, na criação do Comitê Pró-Clima e o impacto das ações já implementadas em nível regional. “Em um encontro, realizado na última semana, ouvimos elogios do promotor de Justiça Sérgio Diefenback, de Lajeado. Ele elogiou muito o trabalho do Cisvale e agora é a nossa vez de darmos os ‘parabéns’ ao prefeito Gilson e sua equipe”, ressalta o prefeito do município de Sério, no Vale do Taquari.