Estudo contratado pelo Cisvale mostra riqueza de espécies de animais silvestres

As áreas com a maior diversidade da fauna nativa estão nos municípios de Encruzilhada do Sul e Santa Cruz do Sul; levantamento entra na reta final para apresentação do diagnóstico socioambiental dos 17 municípios consorciados

Santa Cruz do Sul – O estudo para criação do Diagnóstico Socioambiental (DSA), contratado pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), desvendou a diversidade de animais silvestres, nas áreas urbanas florestadas nos municípios da região. Por meio de registros diretos nas matas e com o uso de armadilhas fotográficas, foram captadas imagens de aves, macacos, gatos-do-mato e diversos animais que habitam estas áreas e contribuem direta e indiretamente para a qualidade de vida nas cidades. Entre os destaques dos 17 municípios nos quais foi realizado o levantamento, Encruzilhada do Sul, por ter na região leste da cidade, junto as nascentes dos Arroios Rondinha e Lava-pés, uma área de mata ciliar preservada, banhados e campos nativos, e Santa Cruz do Sul, tendo o Cinturão Verde, foram os locais nos quais houve a maior abundância e diversidade de espécies identificadas pelo biólogo.

Segundo o biólogo Paulo Francisco Kuester, responsável pelo levantamento de fauna e flora nos 17 municípios do Cisvale, os registros em foto e vídeo mostram a presença de animais como tatu, graxaim, gato-do-mato e macaco-prego, que são espécies nativas do Vale do Rio Pardo, e algumas delas mais difíceis de serem encontradas junto às áreas urbanas da região. “Encruzilhada do Sul tem uma área grande de matas de galeria, campos e banhados nativos, na qual foi encontrada uma grande biodiversidade. O mesmo ocorre no Cinturão Verde, em Santa Cruz do Sul, onde ainda existe uma boa área preservada, mostrando uma diversidade de animais e da flora nativa”, ressalta.

Kuester explica ainda que, por conta da urbanização, o Cinturão Verde de Santa Cruz do Sul tornou-se uma espécie de “ilha”, na qual os animais silvestres nascem, com corredores de fauna comprometidos, por conta da crescente urbanização na área. “Por isso que, de vez em quando, ocorre a presença de animais silvestres junto às residências, ou até mesmo nas ruas que cruzam pela área. No entanto, o município tem uma grande diversidade de fauna e flora”, complementa.

O resultado do estudo – que é uma parte importante do DSA – irá mostrar como a presença de animais silvestres e plantas nativas contribui para a população urbana. Conforme o biólogo, os animais que habitam as áreas de mata mapeadas junto às cidades têm uma importância essencial no ecossistema regional. “As áreas urbanas onde há primatas, como o bugio e o macaco-prego, que são espécies sentinelas para algumas das doenças que afetam aos humanos e que chegam à região, são imprescindíveis no monitoramento dessas espécies. Trabalhando com estes animais, pode ser possível até mesmo prever uma pandemia, porque eles sofrem antes mesmo dos humanos”, complementa. O levantamento de fauna e flora já foi concluído e os relatórios assinados por Kuester da empresa Sinuelo Consultoria Ambiental são encaminhados para a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), responsável pela realização do Diagnóstico Socioambiental.

Crescimento urbano precisa ser sustentável

Para o presidente do Cisvale Gilson Becker, o levantamento preliminar da diversidade de fauna e flora regional já é um indício importante de que a região precisa cuidar do meio ambiente, uma vez que as áreas urbanas são integradas aos espaços naturais. “Por isso este trabalho contratado pelo Cisvale para os 17 municípios que fazem parte do consórcio é tão importante. Precisamos encontrar maneiras sustentáveis de desenvolvimento e ocupação de nossos municípios e o Diagnóstico Socioambiental, realizado pela Unisc, trará as ferramentas necessárias para este planejamento em médio e longo prazo”, pontua.

A aprovação do estudo para elaboração do Diagnóstico Socioambiental do Vale do Rio Pardo ocorreu em setembro de 2023, em assembleia geral do Cisvale, após a criação da nota técnica da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Consórcio. A medida e a nota técnica atendem a uma da resolução 458/2022 do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), que prevê o mapeamento urbano das Áreas de Proteção Permanentes (APPs).

Conforme a professora Priscila Mariani, da Unisc, responsável pela elaboração do DSA, o mapeamento tem como objetivo a criação de um inventário do que existe em fauna e flora na região e qual é o papel delas no ecossistema regional. “O Cinturão Verde, de Santa Cruz do Sul, por exemplo, tem um papel importante para toda a região, é um ambiente adequado para a fauna e flora, que na ausência dele, poderá ter várias espécies em extinção. Este estudo irá mostrar as áreas mais frágeis e que necessitem de uma maior atenção”, explica.

A biodiversidade

O trabalho de campo realizado pelos biólogos Paulo Francisco Kuester e Mariane Engler revelou a presença de mais de 400 espécies de plantas, cerca de 20 espécies de mamíferos, aproximadamente 200 espécies de aves, e mais 17 espécies de répteis e anfíbios. Dentre estas espécies, muitas são ameaçadas e endêmicas de grande importância quanto a sua preservação. Assim como muitas espécies exóticas invasoras, principalmente da flora, que são um grande problema para a biodiversidade da região.

Estudo segue em andamento

O levantamento de fauna e flora, que revelou a presença de muitas espécies de animais silvestres na região é uma das etapas importantes para conclusão do Diagnóstico Socioambiental (DSA). Esta atividade já percorreu os 17 municípios para a elaboração dos relatórios finais do estudo. Aliado à ação, já foram realizadas também imagens aéreas, que dão um melhor panorama aos estudos de campo realizados.

Outro processo já realizado é o levantamento dos recursos hídricos da região do Cisvale. Este estudo é essencial para a composição do relatório final, que irá contar também com informações técnicas dos municípios visitados. A equipe da Unisc inicia a avaliação de dados e criação dos parâmetros e estatísticas referentes às áreas de preservação, com mapeamento e todas as informações necessárias para composição do relatório final do DSA.

Gilson Becker retorna à presidência do Cisvale

Assembleia geral realizada nesta sexta-feira, 13, também aprovou a criação do Fundo Pró-Clima, para captação de recursos; Sicredi Vale do Rio Pardo confirmou a doação de cinco estações meteorológicas

Santa Cruz do Sul – Em assembleia geral o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) elegeu a nova diretoria para a gestão da entidade nos próximos dois anos. O prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, assume como presidente e o prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa, como vice, a partir de 1º de janeiro de 2025. A assembleia aprovou também a criação do Fundo Permanente de Meio Ambiente, formalizado também em contrato de programa com os municípios para a gestão dos projetos de adaptação e resiliência às mudanças climáticas na região. Ainda durante o encontro, o Sicredi Vale do Rio Pardo confirmou a doação de cinco estações meteorológicas de monitoramento, contemplando o projeto do Eixo I do Comitê, sendo este o primeiro projeto a ser beneficiado com doação.

Eleito por unanimidade, Gilson Becker reforçou a importância do Cisvale para a região, especialmente no que se refere ao desafio do clima e todos os projetos criados tanto pelo Comitê Pró-Clima, quanto pela Agenda Ambiental Cisvale 2030, idealizada durante sua primeira gestão à frente do Consórcio, em 2022. “Teremos novos e importantes desafios para o Consórcio, assim como em todos os nossos municípios. No entanto, com o apoio e a união de todos, acreditamos que vamos conseguir avançar nesta área, assim como em demais serviços do Cisvale”, disse o presidente eleito, ao referir-se a aprovação dos demais gestores, à proposta do Cisvale em realizar um concurso público para contratação de profissional especializado em compras por meio de licitação.

Com a criação do cargo, além de gerenciar as compras coletivas de medicamentos – atualmente realizadas pelo Consórcio, haverá a possibilidade de expansão deste serviço, especialmente para atenção à legislação específica de licitações, que são as compras realizadas por órgãos públicos. A assembleia aprovou também o orçamento do Cisvale para o ano de 2025, cujo montante de recursos para funcionamento do Consórcio será de R$ 20.460.000,00

Sandra Backes, atual presidente que permanece no cargo até 31 de dezembro, agradeceu a parceria com todos os municípios consorciados. Em seu pronunciamento, a gestora apresentou uma retrospectiva de fatos, nos quais, o socorro aos municípios durante as enchentes de maio, criação do Comitê Pró-Clima e toda articulação para criar projetos e captar recursos para eles, estiveram em destaque. “Foi um ano de muito trabalho e de grade desafio para todos nós. Mas nem por isso deixamos de realizar as atividades do Centro TEA, referência no tratamento do Autismo, a revisão de nossos planos de saneamento, as atividades da Agenda Ambiental e até mesmo a realização da Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente”, ressaltou. Sandra destacou ainda que o consórcio vem trabalhando uma parceria com o governo do Estado, em busca da ampliação dos serviços especializados na área da saúde regional.

Além de Becker e da Rosa, assumem a nova diretoria do Cisvale, a partir de 1º de janeiro de 2025, como secretária, a prefeita de Minas do Leão, Silvia Lasek, como secretária e como tesoureiro, Ricardo Froemming, prefeito eleito de Vale Verde, também compunham a chapa. O Conselho Fiscal foi eleito na assembleia, determinando presidente Nestor Ellwanger (Rim), prefeito de Candelária, Rogério Monteiro, prefeito de Rio Pardo, secretário, Marcelo Laufer, prefeito do município de Gramado Xavier, segundo secretário, Edgar Theisen, prefeito de Passo do Sobrado e no cargo de vogal, o prefeito eleito de Vale do Sol, José Valtair dos Santos.

Criado fundo permanente de meio ambiente

Uma das exigências legais para o recebimento de recursos para o custeio e financiamento de projetos do Comitê Pró-Clima e a Agenda Ambiental Cisvale 2030 é a criação de um fundo específico, de atividades relacionadas ao gerenciamento do fundo permanente e meio ambiente. Com isso, entidades privadas, governos federal e estadual, Ministério Público poderão doar recursos para estes projetos. “A partir desta criação, fica também possível que estas entidades façam repasses de verbas e valores destinados ao custeio e implementação dos projetos criados pelo Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, assim como da Agenda Ambiental Cisvale 2030”, complementa a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

Sicredi doa cinco estações de monitoramento

Convidado da assembleia geral de prefeitos, o presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, confirmou a doação de cinco estações de monitoramento do clima, para auxiliarem na implementação do projeto do Eixo I, Resiliência Climática e Gestão de Desastres. “Recebemos recursos de várias cooperativas do País, e junto de valores próprios, da nossa cooperativa, conseguirmos fazer vários repasses e socorro aos nossos municípios. Esta é uma pequena doação, mas é uma forma de contribuir com todo este trabalho do Pró-Clima”, destaca.

A presidente Sandra Backes ressaltou que a doação da Sicredi é o pontapé inicial de um dos projetos mais importantes, que trata sobre a mitigação e resiliência aos eventos climáticos extremos. “Esta doação é emblemática e mostra como são importantes os nossos projetos e toda a mobilização do comitê e da região”, frisa Sandra.

Cisvale inclui projetos do Pró-Clima na lista de emendas federais

Comitiva de prefeitos e diretores do consórcio percorreu gabinetes de deputados, ministros e senadores e durante dois dias, apresentou as propostas de resiliência e adaptação regionais

Brasília (DF) – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), por meio de uma comitiva formada por prefeitos e diretores da entidade participou de audiências com ministros, senadores e deputados federais na Capital Federal. A “Missão Brasília” tinha como objetivo incluir os seis projetos do Pró-Clima, orçados em mais de R$ 79 milhões, no rateio de emendas parlamentares, a fim de conquistar os recursos necessários para iniciar os projetos. Por meio da articulação com o deputado santa-cruzense Heitor Schuch, as propostas foram incluídas na lista de projetos, e na próxima terça-feira podem ser selecionados no Congresso.

Para a presidente do Cisvale, Sandra Backes, a missão em Brasília é considerada positiva, pois a representação regional participou de várias agendas, levando aos ministérios, Câmara e Senado as necessidades da região. “Foi uma programação intensa, mas muito gratificante. Voltarmos com a resposta positiva do deputado Heitor Schuch, que conseguiu incluir nossos projetos na lista de medidas que podem ser beneficiadas por emendas é uma grande conquista”, avalia.

Sandra explica que após a divulgação dos projetos, realizada no Cisvale ainda em outubro passado, em um evento com lideranças políticas, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, as ações elaboradas pela equipe técnica do Pró-Clima tiveram notoriedade. “Tanto que o governo do Estado levou nossas propostas para a Conferência do Clima da ONU no Azerbaijão. Depois disso, conseguimos marcar as agendas nos gabinetes de deputados, ministros e senadores. Estamos confiantes no sucesso desta mobilização”, revela.

A presidente do Cisvale que também é prefeita de Sinimbu, contou com a participação do prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, que é vice-presidente do Cisvale, do tesoureiro da entidade, o prefeito de Vale Verde Carlos Gustavo Schuh. Acompanharam a missão a diretora executiva do Consórcio, Léa Vargas e o assessor jurídico, Diogo Durigon.

Segundo o deputado federal Heitor Schuch, os projetos foram encaminhados por ele, especialmente por conta da necessidade de financiamento público às ações elaboradas para o Vale do Rio Pardo. “O Cisvale elaborou um projeto amplo, altamente qualificado e tecnicamente possível, que dialoga com a questão da preservação ambiental e a reconstrução da região dos Vales, que foi duramente atingida durante a calamidade de maio” destacou ao defender a inclusão do Caderno de Projetos à lista das propostas que podem receber recursos de emendas parlamentares.

A expectativa é que, na próxima terça-feira, dia 3 de dezembro, ocorra a seleção dos projetos listados para o rateio de emendas parlamentares, e que pelo menos um, dos seis projetos seja selecionado. As seis propostas encaminhadas pelo Cisvale foram elaboradas nos quatro eixos de atuação do Comitê Pró-Clima: resiliência climática e gestão de desastres; gestão de recursos hídricos e revitalização de ecossistemas; infraestrutura e urbanização sustentável e recuperação de solos agriculturáveis e agricultura sustentável. O valor total estimado para a execução dos seis projetos é de R$ 79.699.849,14. O grupo elegeu como prioridade o eixo um, no qual, as propostas somam, aproximadamente R$ 20 milhões.

Mais especialidades em saúde

No Ministério da Saúde, a comitiva do Cisvale levou à necessidade de ampliação dos serviços do consórcio na área da saúde. Conforme a diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, a audiência realizada no órgão federal focou na atenção ao Autismo e na ampliação de ambulatórios de especialidades. “O Cisvale tem amplo interesse em realizar ações consorciadas com o Governo Federal, como ampliação nos serviços especializados e o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, assim como a nossa inclusão dentro do programa de mais acesso a especialistas, do Governo Federal, como destinatários ambulatórios especializados”, destaca.

A comitiva de lideranças regionais foi recebida pelo chefe de gabinete da ministra Nísia Trindade Lima, Tiago Rolim. A expectativa agora é sobre um retorno positivo da pasta, com a possibilidade de investimento federal nestas áreas, para o Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM), que funciona junto ao Cisvale, em Santa Cruz do Sul.

Diretores dos Brics recebem projetos do Pró-Clima do Vale do Rio Pardo

Cartilha elaborada pela equipe técnica contém os seis projetos elencados pelos eixos-temáticos do Comitê Pro-Clima regional; material foi entregue pela secretária de Estado Marjorie Kauffmann, que neste ato representa o governo brasileiro

Baku (Azerbaijão) – Os seis projetos elencados pelos técnicos do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo foram entregues, nesta quinta-feira a diretores dos Brics – grupo de economias emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A entrega foi realizada pela secretária de Estado do Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas que este ano acontece em Baku, no Azerbaijão (COP29). As propostas, que foram publicadas em uma cartilha, traduzida para o inglês, foram entregues ao estado pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), no evento realizado em 25 de outubro, em Santa Cruz do Sul, para apresentação das propostas. Ao todo, serão necessários mais de R$ 79 milhões para a execução dos projetos para adaptação, resiliência e recuperação do meio ambiente.

A reunião ocorreu na presença da secretária Marjorie e da assessora do clima da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Daniela Lara. Daniela foi quem levou os documentos para o governo gaúcho, com a missão fazer chegar os projetos do Vale do Rio Pardo na conferência internacional. Em agenda oficial no Azerbaijão, a delegação gaúcha encontrou-se com diretores dos Brics. “Entregamos os projetos do Comitê Pró-Clima, do Cisvale, com vários projetos de adaptação e resiliência para a região”, destaca a assessora.

Já a secretária de Estado Marjorie Kauffmann, que no evento representa o governo federal, confirmou que o encontro com os dirigentes do grupo de países foi positivo. “Estamos realizando várias agendas aqui em Baku, esta, com os Brics, em especial, interessa muito o Vale do Rio Pardo. Seguimos agora no aguardo do retorno dos Brics, assim como uma série de outras oportunidades que estamos encaminhando para estes e outros projetos trazidos do Rio Grande do Sul”, reforça a secretária.

Os projetos (veja abaixo), foram elaborados pela equipe técnica do Comitê Pró-Clima, com base nos eixos resiliência climática e gestão de desastres, gestão de recursos hídricos e revitalização de ecossistemas, infraestrutura e urbanização sustentável e recuperação de solos agriculturáveis e agricultura sustentável. Para a execução das propostas serão necessários mais de R$ 79 milhões, recursos estes que precisam ser captados pelo Vale do Rio Pardo para início das atividades. “Estamos muito otimistas com este encontro, realizado durante a Conferência do Clima da ONU. Para nós é muito importante que as necessidades da região ganhem visibilidade”, comenta a presidente do Cisvale, Sandra Backes.

De acordo com a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, as cartilhas com as seis propostas elaboradas pela equipe técnica foram traduzidas para o idioma inglês, com o objetivo de serem apresentadas durante o evento internacional do clima no Azerbaijão. “É uma grande oportunidade de mostrar que o trabalho que tem sido feito pelo Comitê Pró-Clima é sério e está alinhado com a necessidade atual, no que se refere ao clima a adaptação necessária para fazer frente às mudanças e eventos severos que ocorreram durante o mês de maio na região”, pontua.

Conheça os projetos

Eixo I – Resiliência Climática e Gestão de Desastres:

– Aquisição de estações de monitoramento, sensores refletométricos telemétrico e equipamentos para a unidade regional da Defesa Civil. O valor estimado para este projeto é de R$ 21.468.130,41, com uma contrapartida do Vale do Rio Pardo, no valor de R$ 214.681,30;

Eixo II – Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas:

– Estudo de Bacia hidrográfica modelagem, topobatimetria, mapeamento para desassoreamento e revitalização, orçado em R$ 32.026.673,33;

– Revitalização das margens da Bacia hidrográfica do Arroio Castelhano, no valor de R$ 15.590.577,00;

– Ações de recuperação de fauna e floras ciliares e aquáticas de todos os cursos de água do Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 5 milhões;

Eixo III – Infraestrutura e Urbanização Sustentável:

– Uso das águas nos espaços urbanos e rurais, com o projeto de Implementação de Soluções de Macrodrenagem para minimizar impactos de cheias nos municípios do Cisvale, com orçamento de R$ 3.736.000,00;

Eixo IV – Recuperação de Solos Agriculturáveis e Agricultura Sustentável:

– Promover o uso racional e as boas práticas de manejo de solo e água em propriedades rurais do Vale do Rio Pardo, cujo orçamento é de R$ 1.878.468,40.

Valor total estimado R$ 79.699.849,14

Cisvale programa 2ª Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente

Evento preparatório à conferência estadual e a 5ª Conferência Nacional, ocorre no próximo dia 6 de dezembro, na Unisc; emergência climática é o tema central da discussão que terá propostas selecionadas em cinco eixos-temáticos

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realiza, no próximo dia 6 de dezembro, a 2ª Conferência Intermunicipal de Meio Ambiente do Vale do Rio Pardo. O evento, que contará com delegações dos 17 municípios consorciados, ocorrerá no Auditório do Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), durante todo o dia. Ao final, serão eleitos os delegados que representam a região na Conferência Estadual e as propostas sugeridas pelo grupo para o Vale do Rio Pardo.

Conforme a presidente do Cisvale, Sandra Backes, a partir de agora, os municípios precisam realizar suas mobilizações locais, realizando conferências municipais, na intenção de compor a discussão regional, marcada para o início do mês de dezembro. “É muito importante que todos os gestores mobilizem suas comunidades para, primeiro a participação e a eleição dos delegados de cada um dos municípios. Segundo, para que se pense propostas que são de interesse e necessidade de nossa região”, pontua a presidente.

Sandra explica que os eixos-temáticos que serão tratados na conferência estão alinhados com as propostas nacionais. Mitigação; Adaptação e preparação para desastres; Transformação Ecológica; Justiça Climática; Governança e Educação Ambiental, também são propostas que estão alinhadas com o trabalho do Comitê Pró-Clima, criado pela região para fazer frente às necessidades do Vale do Rio Pardo diante das mudanças climáticas. “São todas as áreas nas quais é preciso pensar ações e projetos futuros. É papel de toda a sociedade debater e discutir soluções regionais, que tenham como objetivo a nossa adaptação e resiliência aos eventos extremos do clima”, destaca.

Os eixos debatidos na Conferência Intermunicipal serão encaminhados à etapa estadual, para composição posterior da pauta da conferência nacional. “O Cisvale tem um papel essencial nesta construção, porque além de ser uma necessidade global, a região do Vale do Rio Pardo foi muito impactada com as enchentes de maio deste ano”, ressalta a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas. De acordo com ela, a necessidade de realização da 2ª Conferência Intermunicipal de Meio Ambiente, bem como a fixação de normas foram discutidas e aprovadas pelo Comitê responsável pela organização no âmbito do consórcio.

A Conferência Estadual de Meio Ambiente ocorrerá em 15 de março de 2025. As propostas e delegados eleitos pela Conferência Intermunicipal serão encaminhados para o encontro, em Porto Alegre. Já a conferência nacional será realizada entre os dias 6 e 9 de maio de 2025, em Brasília. Cada estado encaminha propostas e representantes, chamados de delegados para o evento nacional que tem como meta criar objetivos e políticas públicas para todo o País, no que se refere ao meio ambiente e às mudanças climáticas que impactam na vida de toda a população do mundo.

Programação do 2º Seminário Intermunicipal de Meio Ambiente

8 horas às 8h20min – credenciamento;

8h30min – Abertura oficial;

9 horas – Eixos: Mitigação, Adaptação e preparação para desastres;

9h40min – Eixo: Transformação Ecológica;

10 horas – Justiça Climática;

10h30min – Eixos Governança e Educação Ambiental;

11 horas – Abertura para perguntas;

12 horas – Almoço;

13h30min – Dinâmicas em grupo dos cinco eixos;

14h30min – Retorno à plenária, apresentação das propostas;

15 horas – Eleição delegados;

15h30min – Encerramento.

Projetos do Pró-Clima poderão receber recursos internacionais

Estratégia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente é apresentar os Cadernos de Projetos na COP-29, no Azerbaijão, e também a órgãos internacionais de financiamento de projetos ambientais

Santa Cruz do Sul – A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) confirmou o interesse em levar os seis projetos criados pelo Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo para apreciação internacional. A intenção é captar recursos junto aos órgãos internacionais de financiamento para projetos ambientais. O anúncio foi feito durante a reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 25, na sede do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale). A expectativa é participar da próxima Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-29), programada para novembro, no Azerbaijão.

Conforme a coordenadora da assessoria do Clima da Sema, Daniela Lara, a intenção é tentar captar recursos disponíveis para ações de proteção e recuperação do meio ambiente. “A COP-29 no Azerbaijão é o. maior evento do clima, onde poderemos apresentar para muitos financiadores e entidades que podem liberar recursos para estes projetos que foram muito bem elaborados”, recomenda.

Daniela que é natural de Vera Cruz, mas atualmente reside em Linha Boa Vista, em Santa Cruz do Sul, demonstrou satisfação em receber, em nome do Meio Ambiente do Estado, os projetos desenvolvidos pelo Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo. “Eu não tinha visto uma iniciativa como esta, vindo de um consórcio, o que é muito elogiável. Preciso falar da minha alegria em vislumbrar tantos projetos importantes e tão bem feitos para a região”, ressalta Daniela, ao acrescentar que além do evento da ONU de novembro próximo, a expectativa é apresentar as propostas regionais a outras instituições internacionais.

A presidente do Cisvale Sandra Backes ressalta que a unidade entre os municípios, gestores e deputados que têm ligação com o Vale do Rio Pardo será fundamental para captação dos recursos naturais estimados em R$ 79,6 milhões para que as seis propostas de fato ocorram. “Precisamos agora juntos angariar fundos para que estas ações que foram feitas em um trabalho exemplar sejam colocadas em prática. É necessário que se tenha um maior assessoramento, pois na última quinta-feira tivemos outro evento de chuva extrema, com mais de 170 milímetros em Boqueirão do Leão, situação que acabou impactando em Sinimbu novamente”, disse.

Sandra ampliou o apelo aos deputados Heitor Schuch e Edivilson Brum, e ao assessor do deputado Airton Artus, Cristiano Kaufmann, presentes no evento, para que a região do Vale do Rio Pardo seja olhada de forma diferente. “A Necessitamos destes recursos para desenvolver todas as ações porque elas não são feitas de forma isolada, elas são para todos os municípios. Precisamos de força política para a construção destes projetos, que devem chegar ao governo federal inclusive, para a busca maior de recursos”, complementa Sandra Backes.

Meio ambiente no centro da ação

Para o vice-presidente do Cisvale e membro do Comitê Pró-Clima, Gilson Becker, as ações ambientais estão no centro de ações do Cisvale. “Ainda no fim do ano passado, lançamos o projeto Agenda Ambiental 2030, da qual algumas ações já foram realizadas. Também contratamos o diagnóstico socioambiental e revisão dos planos de saneamento, para que se tenha uma padronização nos 17 municípios que compõe o nosso consórcio. Após a tragédia de maio, foi criado o Comitê, que num curto espaço de tempo elaborou seis projetos”, disse.

Becker chamou atenção para a necessidade de uma visão coletiva para as questões ambientais. “Precisamos pensar, de forma coletiva, nas portas que precisam ser abertas para realizarmos estes projetos, para estarmos melhor preparados para estes eventos extremos climáticos. por isso hoje estamos pedindo auxílio aos senhores”, ressalta o vice-presidente, aos deputados Edivilson Brum e Heitor Schuch, que acompanharam a apresentação.

Além dos deputados, prefeitos e representantes dos municípios consorciadas, o promotor de Justiça do Ministério Público Érico Barin, que tem acompanhado as atividades do Comitê e os representantes do Tribunal de Contas do Estado Leonardo Ferreira e Giuliano Schwantz, que participam de forma ativa do Pró-Clima, estiveram no ato realizado em comemoração aos 19 anos do Cisvale, completos no último dia 20 de outubro.

Deputados da região são chamados a captar recursos para o Pro-Clima

Para iniciar as seis propostas encaminhadas ao Plano Rio Grande são necessários quase R$ 80 milhões; evento que será realizado nesta sexta-feira, 25, tem como objetivo apresentar as demandas do Comitê Pró-Clima

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) promove nesta sexta-feira, 25, um encontro com os deputados estaduais e federais que representam a região. A meta é apresentar as seis propostas criadas pelo Comitê Pró-Clima para adaptação e resiliência do Vale do Rio Pardo, diante das mudanças climáticas, e solicitar a eles força política na captação dos R$ 79,6 milhões necessários para a aplicação das propostas na região. O encontro ocorre no Auditório do Cisvale, em Santa Cruz do Sul, a partir das 8h30min, na presença de prefeitos, membros do Comitê e deputados convidados.

Segundo a presidente do Cisvale, Sandra Backes, este é o momento de unir esforços para assegurar os recursos necessários para a implementação dos projetos na região. “O trabalho mais importante de elaboração dos projetos, feito nos eixos temáticos do Comitê foi concluído, e ainda em tempo hábil para incluirmos no Plano Rio Grande. No entanto, é fundamental garantir que teremos recursos para aplicar nestas propostas que dialogam com o planejamento e gestão futura de nossos municípios”, explica Sandra.

Neste sentido, os prefeitos e a equipe técnica do Comitê Pró-Clima, formado pela Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Faculdade Dom Alberto; Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), Comitê Pardo, Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o Conselho de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS), irão receber, na manhã da próxima sexta-feira, os deputados que representam a região na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. “A ideia é sensibilizar os parlamentares, para que em conjunto possamos encontrar recursos para a realização destas ações que são de extrema importância para o Vale do Rio Pardo”, complementa a presidente.

Conforme a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, foram elaborados Cadernos Especiais de Projetos, nos quais constam todas as informações técnicas e descrição das ações que devem ser implementadas nos próximos anos no Vale do Rio Pardo. “Trata-se de um trabalho técnico, elaborado a partir da nossa realidade é totalmente compatível com o que a região precisa fazer em termos de resiliência, adaptação e cuidado com o meio ambiente. São ações para 20, até 30 anos, mas que precisam iniciar o quanto antes, com o objetivo de mitigar os efeitos de uma eventual nova calamidade”, comenta a diretora.

Os projetos

Eixo I – Resiliência Climática e Gestão de Desastres:

Aquisição de estações de monitoramento, sensores refletométricos telemétrico e equipamentos para a unidade regional da Defesa Civil. O valor estimado para este projeto é de R$ 21.468.130,41, com uma contrapartida do Vale do Rio Pardo, no valor de R$ 214.681,30;

Eixo II – Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas:

Estudo de Bacia hidrográfica modelagem, topobatimetria, mapeamento para desassoreamento e revitalização, orçado em R$ 32.026.673,33;

Revitalização das margens da Bacia hidrográfica do Arroio Castelhano, no valor de R$ 15.590.577,00;

Ações de recuperação de fauna e floras ciliares e aquáticas de todos os cursos de água do Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 5 milhões;

Eixo III – Infraestrutura e Urbanização Sustentável:

Uso das águas nos espaços urbanos e rurais, com o projeto de Implementação de Soluções de Macrodrenagem para minimizar impactos de cheias nos municípios do Cisvale, com orçamento de R$ 3.736.000,00;

Eixo IV – Recuperação de Solos Agriculturáveis e Agricultura Sustentável:

Promover o uso racional e as boas práticas de manejo de solo e água em propriedades rurais do Vale do Rio Pardo, cujo orçamento é de R$ 1.878.468,40.

Valor total estimado R$ 79.699.849,14

Alunos descobrem a educação ambiental na prática no Rincão Gaia

Finalistas do Concurso Cultural de escolha do Slogan do projeto Agenda Ambiental Cisvale 2030: um planeta saudável, um futuro sustentável, participaram do passeio de estudos na propriedade transformada em reserva ecológica por José Lutzenberger, renomado ambientalista gaúcho

Pantano Grande – Os alunos finalistas e premiados pelo Concurso Cultural para escolha do Slogan do projeto Agenda Ambiental Cisvale 2030: um planeta saudável, um futuro sustentável, do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), participaram da viagem de estudos no Rincão Gaia, propriedade adquirida pelo ambientalista gaúcho José Lutzenberger, transformada em um verdadeiro santuário ecológico no Vale do Rio Pardo. Na área com 30 hectares, os alunos participantes da ação conseguiram entender na prática como a natureza funciona, por meio da observação do espaço.

O ônibus chegou cedo com a turma de estudantes e professores orientadores das escolas participantes da Agenda Ambiental. A jovem Emily Butzke, aluna do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Paulo, de Candelária, aos 13 anos de idade, já se sente preparada para o futuro e sabe na ponta da língua o quer como profissão. “Eu quero ser engenheira florestal, faz tempo que me decidi por essa profissão”, revela. Emily explica que a viagem de estudos ao Rincão Gaia desvendou uma imagem totalmente diferente do que ela imaginava ser aquele espaço. “Pensei que seria mais como um parque, não com tantas atrações e tantas curiosidades sobre o meio ambiente como vimos aqui. Dá uma sensação boa, sentir que a vida prevalece e consegue encontrar novos caminhos”, explica.

Parte da área onde fica o Rincão Gaia foi degradada, na década de 1970, para a retirada de pedras para a pavimentação das estradas que ligam Pantano Grande a outras regiões. As rodovias federais, BR-290 e BR-471, utilizaram material extraído de uma pedreira feita no local. Hoje, mais de 30 anos depois da aquisição das terras e da criação do Rincão Gaia, a pedreira se transformou em um lago que abriga uma grande biodiversidade, e que em noites sem nuvens se ilumina. “O céu estrelado é refletido no lago, por isso chamamos ele de Lago das Estrelas”, justifica o guia Alexandre Rates de Freitas.

À beira do Lago das Estrelas, a professora Sílvia Inez do Amaral Alves, da Escola São Miguel, de Minas do Leão, confirma estar impactada com o que vê no Rincão Gaia. “É quase como um exemplo contrário à Minas do Leão. No nosso município, uma área de extração de carvão tornou-se um espaço para depósito e destinação de lixo. Em uma inspiração oposta, igual a de Lutzenberger, Minas poderia ter um pedaço de Gaia também”, diz.

Segundo Sílvia, a aula de ecologia e meio ambiente proporcionada pelo projeto ganha outro significado na vivência em sala de aula. “Durante a visita, várias portas foram se abrindo, possibilitando o pensar em diferentes conteúdos e trabalhos para criarmos em sala de aula. Isso é educação, educação ambiental na prática”, classifica.

Ao todo, 31 pessoas, entre alunos e professores orientadores, participaram da viagem de estudos em Pantano Grande. Conforme a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a ação completou o ciclo iniciado com a tarefa de criação do Slogan do projeto. “A gente percebe o encantamento dos alunos e a atenção que eles dão às explicações sobre plantas, pássaros e outros animais que habitam o Rincão Gaia. Para nós é gratificante estarmos propiciando esta atividade como parte integrante de um projeto muito maior e que tem a abrangência regional”, destaca.

Construindo novas realidades

Para a presidente do Cisvale, Sandra Backes, a realização da viagem de estudos, oferecida como premiação aos alunos e professores orientadores finalistas, acaba criando uma nova realidade na região, pois integra de forma prática o objetivo da ação do consórcio em desenvolver práticas e consciência ambientais. “Esta visita ao Rincão Gaia é um momento muito feliz e importante para o nosso projeto. Proporcionar esta aula prática faz com que consigamos multiplicar o conhecimento, por meio destes jovens e seus professores. Certamente estas escolas que participaram terão um novo olhar para o meio ambiente, e isso é o mais importante”, define Sandra.

O Concurso Cultural para escolha do Slogan da Agenda Ambiental Cisvale 2030: um planeta saudável, um futuro sustentável, contou com a participação de 58 escolas da rede pública do Vale do Rio Pardo. Uma pré-seleção, feita pela Comissão de Projetos do Cisvale, escolheu 26 slogans, que foram votados por jornalistas e comunicadores da região, resultando na premiação da aluna Clara Rodrigues Cosme Cardoso, da Escola Ensino Médio em Tempo Integral Frederico Kops, de Sinimbu. O Concurso Cultural é uma realização do Cisvale, com o patrocínio do Sicredi Vale do Rio Pardo e da Radson Diagnóstico por Imagem.

Saúde do Estado deverá contratar serviços complementares do Cisvale

Reunião entre a diretoria do consórcio e a secretária Estadual da Saúde Arita Bergmann ocorreu nesta sexta-feira; programa de ampliação será lançado em novembro

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) recebeu nesta sexta-feira, 18, a secretária Estadual da Saúde, Arita Bergmann, para uma visita institucional. Na reunião com a direção do consórcio, a titular da saúde confirmou a intenção do Estado em ampliar o número de atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de complementações de consultas e procedimentos, que deverão ser feitas a partir de janeiro de 2025 com consórcios como o Cisvale.

Conforme a secretária Arita, um dos objetivos do governo do Estado, desde a primeira gestão de Eduardo Leite, tem sido a ampliação da parceria com os consórcios intermunicipais. No entanto, nos primeiros quatro anos do mandato a pandemia da Covid-19 prejudicou esta ação. “Mas agora estamos com tudo pronto e em novembro, o governador deverá apresentar a proposta aos prefeitos. O orçamento para o ano de 2025 já prevê o dobro de recursos para ampliação destas parcerias com consórcios como o Cisvale”, destaca.

Arita explica que o plano do governo gaúcho é tornar os consórcios órgãos responsáveis pela complementação do atendimento, especialmente onde existem vazios assistenciais, por meio da ausência de atendimentos em especialidades médicas. “Estaremos dobrando o valor dos recursos para o ano que vem, e esta divisão não será de forma per capita, será de acordo com a necessidade da região”, confirma a secretária.

A presidente do Cisvale Sandra Backes agradeceu a visita da secretária, que pela primeira vez pode conhecer a estrutura física do consórcio. “Nós temos sim capacidade de atender mais pacientes, atuando nos vazios assistenciais, e ampliando os atendimentos nas especialidades, assim como para aquelas nas quais já somos referência aos municípios. O Cisvale hoje em sua estrutura tem capacidade instalada e condições de assumir mais parcerias com o Estado”, confirma a presidente.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a intenção é que o novo programa que terá suas regas divulgadas em novembro entre em operação a partir de janeiro de 2025. Do orçamento da pasta, serão separados R$ 20 milhões para a contratação de serviços e atendimentos dos consórcios públicos do Rio Grande do Sul. “Os consórcios farão a formalização da oferta por mais especialidades, para que nós possamos, por meio desta nova parceria, ativar esses serviços já no ano que vem”, complementa Arita Bergmann.

Quase 200 mil atendimentos

Somando os 17 municípios consorciados, a população assistida pelo Cisvale alcança a marca de 665.087 pessoas. Conforme a Diretora Executiva do Consórcio, Léa Vargas, é expressivo o número de atendimentos realizados. “Tendo como base o último ano, de setembro de 2023 a setembro de 2024, realizamos 187 mil atendimentos, entre consultas, exames de imagem e pequenos procedimentos. São muitos atendimentos realizados nas diversas especialidades médicas, bem como grande volume de serviços de imagem diagnóstico e tratamento”

Ainda no rol dos serviços da saúde, a diretora explica que a compra consorciada de medicamentos é outra grande atividade realizada pelo Cisvale. “Alçamos até 60% de economia média nas compras de medicamentos, realizadas pelas prefeituras por meio do Cisvale”, complementa.

Projetos do Comitê Pró-Clima para o Plano RS ultrapassam R$ 79 milhões

Ao todo, a região do Vale do Rio Pardo cadastrou seis propostas para monitoramento, adaptação, resiliência e recuperação de áreas ambientais degradadas junto ao Comitê Gestor do Plano Rio Grande

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) concluiu o envio dos primeiros projetos para adesão ao Plano Rio Grande – conjunto de metas e investimentos para a resiliência e adaptação às transformações climáticas no Rio Grande do Sul para os próximos 25 anos. Ao todo, as ações regionais estabelecidas pelo Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo somam R$ 79,6 milhões em investimentos nas áreas de monitoramento e gestão do clima, resiliência e adaptação às transformações e recuperação de recursos hídricos e áreas degradadas do meio ambiente.

Conforme a presidente do Cisvale, Sandra Backes, o trabalho do Comitê Pró-Clima, elaborado pelos eixos-temáticos resultou em uma unificação de ações e propostas necessárias para o Vale do Rio Pardo, focado na gestão e resiliência climática para os próximos anos. “Estes projetos concentram aquilo que elegemos como as ações mais importantes para dar condições e suporte à gestão pública, em situações e eventos relacionados ao clima daqui para frente. Além de estarmos alertas, é necessário criar mecanismos que possam minimizar os efeitos das mudanças climáticas tanto ao patrimônio material, ao meio ambiente e à vida das pessoas”, comenta.

Os quatro eixos de atuação do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo são Resiliência Climática e Gestão de Desastres; Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas; Infraestrutura e Urbanização Sustentável; Recuperação de Solos Agriculturáveis e Agricultura Sustentável. “Cada grupo formado por técnicos indicados pelos municípios consorciados e entidades de cunho regional, trabalhou em cima das necessidades específicas de cada área, com base naquilo que foi perdido nas enchentes de maio e o que precisa ser feito, daqui para frente, para que tenhamos uma gestão eficiente no que se refere ao meio ambiente e clima”, reforça a presidente.

Do eixo I – Resiliência Climática e Gestão de Desastres, o Comitê criou o projeto para aquisição de estações de monitoramento, sensores refletométricos telemétricos e equipamentos para atender as unidades municipais da Defesa Civil. O valor estimado para este projeto é de R$ 21.468.130,41, com uma contrapartida dos municípios, no valor de R$ 214.681,30. O eixo II, Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas, responde por três projetos: Estudo de Bacia hidrográfica modelagem, topobatimetria, mapeamento para desassoreamento e revitalização, orçado em R$ 32.026.673,33 e Revitalização das margens da Bacia hidrográfica do Arroio Castelhano, no valor de R$ 15.590.577,00 e o Ações de recuperação de fauna e floras ciliares e aquáticas de todos os cursos de água do Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 5 milhões, proposta da agenda ambiental 2030 do CISVALE.

O eixo III, Infraestrutura e Urbanização Sustentável, trata sobre o uso das águas nos espaços urbanos e rurais, com o projeto de Implementação de Soluções de Macrodrenagem para minimizar impactos de cheias nos municípios do Cisvale, com orçamento de R$ 3.736.000,00. Completando o trabalho do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, o eixo IV, incluiu o projeto de Recuperação de Solos Agriculturáveis e Agricultura Sustentável, também concluiu dois projetos para o Plano Rio Grande. Promover o uso racional e as boas práticas de manejo de solo e água em propriedades rurais do Vale do Rio Pardo, cujo orçamento é de R$ 1.878.468,40. “Foram todos estudos construídos em cima de conhecimento técnico, com base nas experiências profissionais que integram o corpo técnico do comitê. São ações projetadas para curto, médio e longo prazo, para dar mais segurança e capacidade de resposta em casos de necessidades extremas”, complementa a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

Com a adesão das propostas ao Plano Rio Grande, a expectativa da região agora foca na aprovação – por parte do Comitê Gestor do plano – das ações pensadas e desenvolvidas para o Vale do Rio Pardo. “Haverá a necessidade de captação destes recursos, seja por meio de aportes do Estado ou até mesmo da União. Os municípios não têm condições de realizar investimentos de valores tão elevados sozinhos”, relata a presidente do Cisvale, Sandra Backes.

Quem compõe o Comitê

O Comitê Pró-Clima é formado por municípios consorciados, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Faculdade Dom Alberto; Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), Comitê Pardo, Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o Conselho de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS).