Centro TEA do Cisvale reforça formação de educadores para o ano letivo

Programação de fevereiro integra educação, saúde e assistência social nos municípios da Microrregião de Saúde 28, com ações que seguem ao longo de todo o ano

Santa Cruz do Sul – O Centro Regional de Referência do Transtorno do Espectro Autista do Vale do Rio Pardo (Centro TEA), vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), vem desenvolvendo ao longo do mês de fevereiro uma série de ações voltadas à qualificação de profissionais e ao fortalecimento da rede de apoio às famílias de pessoas com autismo. As atividades integram o programa estadual TEAColhe e alcançam os 13 municípios que compõem a Microrregião de Saúde 28, formada por Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale Verde, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Entre as ações já realizadas, o Centro TEA participou da retomada do Grupo de Apoio a Famílias de Pessoas Autistas de Passo do Sobrado, no dia 21 de janeiro, e de uma educação permanente com agentes comunitários de saúde de Santa Cruz do Sul, no dia 28. As atividades abordaram orientação às famílias, diagnóstico precoce do transtorno do espectro autista e qualificação das visitas domiciliares, fortalecendo a atuação integrada da rede. “Nosso foco é garantir informação de qualidade e apoio contínuo às famílias e aos profissionais que estão na linha de frente do cuidado”, afirma coordenadora do Centro TEA, Andréa Lima. Segundo ela, fortalecer a rede é fundamental para ampliar a proteção e a inclusão das pessoas com autismo.

No início de fevereiro, o município de Sinimbu realizou sua jornada pedagógica com foco na inclusão, contando com palestras de profissionais do Centro TEA sobre manejo do comportamento no autismo e comunicação aumentativa e alternativa no ambiente escolar. A atividade integrou o conjunto de formações voltadas aos profissionais da educação dos municípios da região, apontado pela diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, como uma das principais atribuições do serviço regional. “A aproximação entre educação e saúde qualifica o atendimento e amplia as possibilidades de desenvolvimento das crianças e adolescentes”, destaca Léa.

Ao longo de 2026, o Centro TEA seguirá com ações permanentes nos municípios, como o grupo itinerante Cuidando de Quem Cuida, voltado a familiares e responsáveis por pessoas com autismo, e um projeto piloto de formação online para professores das redes estadual e municipal, previsto para ocorrer de junho a novembro. Também está prevista a realização do segundo Seminário Regional para educadores especiais e supervisores escolares, em parceria com a 6ª Coordenadoria Regional de Educação. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, avalia que o trabalho regional consolida uma rede cada vez mais preparada para lidar com o autismo. “Estamos construindo uma rede regional articulada, com formação, integração de serviços e apoio às famílias, para garantir inclusão e qualidade de vida”, afirma.

Abril Azul

O Centro TEA e o Cisvale também já preparam a programação do “Abril Azul”, mês de conscientização sobre o autismo, com ações voltadas à informação, acolhimento e fortalecimento da rede de cuidado na região. Entre as atividades previstas está um encontro para familiares e responsáveis por pessoas com transtorno do espectro autista em Santa Cruz do Sul, em parceria com o Girassol e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), por meio do Projeto Espectro, com realização estimada para a primeira quinzena de abril.

Outra ação em organização é um evento regional voltado a profissionais da política de Assistência Social e Conselhos Tutelares dos 13 municípios da Microrregião de Saúde 28, com programação prevista para o fim de abril. A proposta é ampliar o diálogo intersetorial e qualificar o atendimento às famílias.

Superação marca primeiro atendimento de paciente de Canudos do Vale no Cisvale

Moradora que convive há seis anos com dor crônica inicia caminho para cirurgia após consulta com neurocirurgiã no Centro Regional de Especialidades Médicas; município integra grupo que passou a ter acesso aos serviços do consórcio

Santa Cruz do Sul – A trajetória de Ivette Lucia Zimmer, moradora de Canudos do Vale, passou a ganhar um novo capítulo nesta semana. Ela foi a primeira paciente do município, integrante do grupo Cipave-G8, a ser atendida pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), após a adesão oficial da cidade ao consórcio no ano passado. Acompanhada da filha Tamires, Ivette esteve no Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM) para consulta com uma neurocirurgiã e encaminhamento para o tratamento de uma nevralgia do trigêmeo, condição que provoca dor crônica intensa e limita a rotina de quem convive com o problema.

Há seis anos enfrentando crises frequentes, Ivette agora enxerga a possibilidade de solução por meio do convênio. “A gente era para fazer uma cirurgia com urgência, aquilo que eu estava com um pouco de medo, mas hoje, a médica me explicou muito bem como é que se faz a cirurgia, que não é de uma hora para outra não. Tem um exame bem complicado, uma ressonância para fazer, daí trazendo de volta para ela para ver”, explica a paciente. Ela também destacou o acolhimento recebido durante o atendimento.

Para o prefeito de Canudos do Vale, Maico Juarez Berghahn, o ingresso no Cisvale amplia o acesso da população a serviços especializados. “É uma alternativa nova abrindo mais opções para os munícipes de Canudos do Vale no atendimento às diversas áreas de saúde em uma região com reconhecida evolução e opções de estabelecimentos de saúde e principalmente a própria estrutura do Cisvale que é um exemplo consolidado na área”, afirma.

Além de Canudos do Vale, também passaram a integrar o consórcio os municípios de Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul e Sério. Boqueirão do Leão, que também faz parte do grupo G8, já era associado ao Cisvale. A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destaca que a ampliação reforça o papel regional da instituição. “A chegada de novos municípios fortalece a rede de atendimento, otimiza recursos públicos e garante que mais pessoas tenham acesso às consultas e procedimentos de média complexidade sem precisar se deslocar para centros distantes”, afirma. Para Léa, histórias como a de Ivette mostram o impacto direto do Cisvale na vida das famílias.

Para o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a consulta da paciente de Canudos do Vale representa, na prática, o propósito do consórcio de aproximar a saúde especializada da população. “Quando um município passa a integrar o Cisvale, não estamos falando apenas de números ou de vagas em agenda, mas de pessoas que voltam a ter perspectiva de qualidade de vida. O atendimento humanizado, a escuta e o encaminhamento correto fazem parte de uma rede construída de forma coletiva pelos municípios”, complementa.

Cisvale projeta orçamento de R$ 24,2 milhões para 2026 com foco na ampliação dos serviços de saúde

Consórcio estima investimento de R$ 20 milhões na área da saúde, valor impulsionado pela adesão de novos municípios do G8 e as altas demandas por atendimento regional

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou, na manhã desta sexta-feira, dia 12, em Santa Cruz do Sul, assembleia geral. O encontro ocorreu de forma integrada à reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e consolidou as principais definições orçamentárias e operacionais para o próximo ano. O orçamento global projetado para 2026 é de R$ 24,2 milhões, com destaque para os investimentos em saúde, que concentram a maior parte dos recursos.
O presidente do Cisvale, Gilson Becker, destacou o fortalecimento da atuação regional do consórcio e a ampliação de sua base institucional com a integração de novos municípios. Segundo ele, a adesão dos municípios do G8 amplia a capacidade de articulação e a entrega de serviços. “A entrada dos novos municípios reforça o papel do Cisvale como instrumento de cooperação regional. Esse movimento fortalece a gestão pública e amplia a capacidade de resposta nas áreas prioritárias”, afirma.
Representando os municípios que passaram a integrar o consórcio, o prefeito de Sério, no Vale do Taquari, Moisés de Freitas, presidente do G8, agradeceu a acolhida e destacou o início de uma participação mais ativa no Cisvale. “Somos muito gratos pela forma como fomos recebidos. A partir de agora, passamos a participar de maneira mais próxima e efetiva, somando esforços e experiências em benefício da gestão pública regional”, pontua.
A área da saúde seguirá como prioridade em 2026, com previsão de R$ 20 milhões em serviços, incluindo a adesão ao programa estadual de aquisição de exames de alta e média complexidade, resultando em pouco mais de R$ 2,5 milhões. A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, responsável pela apresentação dos dados, ressalta que o planejamento reflete o crescimento do consórcio e a ampliação da demanda regional. “O volume de recursos projetado para a saúde acompanha a entrada de novos municípios e a necessidade de garantir acesso a exames e serviços de média e alta complexidade de forma organizada e regionalizada”, afirma.

Tecnologia amplia eficiência no transporte de pacientes

Uma das pautas apresentadas durante a assembleia foi a experiência do aplicativo “Levaa”, startup de Santa Cruz do Sul voltada ao transporte de pacientes para atendimentos de saúde. A iniciativa surgiu no primeiro mandato do prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa, e propõe um modelo no qual o gestor municipal aciona o transporte por aplicativo, garantindo rastreabilidade, segurança e previsibilidade ao usuário, que tem acesso às informações do motorista e do deslocamento.
O prefeito de Venâncio Aires ressalta que o sistema representa economia e eficiência para a administração pública. “Chega um momento em que faltam motoristas para atender a demanda da saúde. O custo do aplicativo é significativamente menor do que o investimento necessário para manter o transporte exclusivamente com a frota própria do município”, afirma. A cobrança ocorre por quilômetro rodado, com tarifas diferenciadas conforme o tipo de deslocamento, sendo R$ 5,50 na zona rural, R$ 4,50 no perímetro urbano e R$ 3,50 em trajetos intermunicipais, sempre por deslocamento e não por paciente.
Outro encaminhamento relevante na área de proteção e resposta a emergências será o treinamento regional agendado para o dia 22 de dezembro, às 9h3min, na Praia dos Ingazeiros, em Rio Pardo. A capacitação será voltada aos sete municípios que receberam embarcações por meio do Comitê Pró-Clima, assim como aos demais municípios consorciados com embarcações. A atividade terá foco em ações de socorro em situações de emergência e catástrofes, incluindo curso específico para tripulantes de embarcações de resgate.

Emenda de R$ 649,7 mil permite ao Cisvale acelerar serviço regional de oftalmologia

A aquisição de equipamentos viabilizará até 500 atendimentos mensais e fortalece a expansão da atenção especializada no Vale do Rio Pardo; emenda foi encaminhada pelo deputado federal Heitor Schuch

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) recebeu uma emenda parlamentar destinada pelo deputado federal Heitor Schuch, que permitirá estruturar integralmente o novo serviço de oftalmologia. O recurso, no valor de R$ 649.750,00 Reais será aplicado na compra dos equipamentos previstos pelo Programa Mais Acesso a Especialistas e pela política estadual de Oferta de Cuidados Integrados, ampliando a capacidade regional para atendimentos especializados.

Conforme a diretora executiva do Consórcio Léa Vargas o investimento consolida um avanço planejado ao longo dos últimos meses. “Estes equipamentos possibilitarão ofertar consultas, exames e procedimentos de acordo com as diretrizes federais e estaduais. Agora, o consórcio aguarda apenas a assinatura do contrato com o Estado para iniciar a oferta do serviço”, explica.

Com a nova estrutura, o Cisvale terá capacidade para realizar até 500 atendimentos na especialidade mensais, qualificando a rede e ampliando o cuidado em uma especialidade de grande demanda social. “Estes recursos somados ao programa federal e ao contrato estadual, cria o alinhamento técnico necessário para uma oferta contínua, organizada e segura. Ela vem acelerar o processo para implementação do serviço, que já estava alinhado para ocorrer”, destaca.

Os equipamentos que serão recebidos por meio dos recursos servirão também na qualificação do atendimento especializado, para a realização de consultas exames, como também irá permitir a realização de pequenos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais junto ao Centro Regional de Especialidades Médicas (CREM) do Cisvale, ampliando assim, o rol de serviços e dando celeridade aos atendimentos das especialidades médicas na região.

O presidente Gilson Becker destaca que o investimento representa um avanço expressivo para os municípios, especialmente aqueles sem estrutura própria de oftalmologia. “Esta iniciativa reafirma o papel regional do Consórcio na organização da atenção especializada e que o impacto será percebido diretamente pela população atendida. Ficamos muito agradecidos também ao deputado Heitor Schuch, pela atenção ao Cisvale e as demandas em saúde pública regionais”, ressalta.

Os novos atendimentos serão integrados ao fluxo regulado da atenção especializada e contemplará consultas iniciais, exames complementares e procedimentos ambulatoriais. A previsão é de que os serviços comecem a ser ofertados já no primeiro semestre de 2026, garantindo ao Vale do Rio Pardo uma linha de cuidado organizada e próxima dos municípios, reduzindo deslocamentos e ampliando a resolutividade local.

Cisvale confirma Gincana Regional 2026 e inicia seleção de novos projetos

Municípios vão indicar novos projetos da Agenda Ambiental para serem programados ao longo do ano; municípios estudam forma de garantir a viabilidade financeira das atividades ligadas ao projeto

Santa Cruz do Sul – A Câmara Setorial de Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início ao planejamento para definir as diretrizes do Agenda Ambiental Cisvale 2030: um planeta saudável, um futuro sustentável, para o ano de 2026. O encontro marca a continuidade do trabalho consolidado neste ano, quando, em celebração aos 20 anos do Consórcio, ocorreu a primeira Gincana Regional do Meio Ambiente, reunindo estudantes, comunidades e equipes técnicas em ações de educação e conscientização. A proposta é que a atividade se torne anual, sempre durante a Semana do Meio Ambiente. Os municípios irão indicar, nos próximos dias, os projetos que pretendem ver integrados à programação de 2026.

A definição dos novos projetos considera levantamento de custos, viabilidade técnica e modelo de financiamento. Até cinco iniciativas devem ser selecionadas para o próximo ciclo, acompanhadas da criação de um fundo destinado ao custeio das ações da Agenda Ambiental, medida que busca garantir continuidade, reduzir despesas individuais e permitir execução plena das atividades. Após a indicação dos municípios e a confirmação da Gincana Regional, será estruturado o planejamento final da Agenda Ambiental Cisvale 2030. O processo reforça o caráter permanente da política ambiental regional, baseada em cooperação, metas progressivas e visão de longo prazo.

O presidente do Cisvale Gilson Becker afirma que o avanço da Agenda Ambiental, com a seleção de novos projetos para o próximo ano demonstra maturidade institucional e compromisso com o futuro. Ele destaca que a continuidade das ações fortalece a atuação intermunicipal. “Estamos consolidando um modelo permanente, com participação dos municípios e metas claras. A união regional amplia nossa capacidade de transformar a relação com o meio ambiente. É um trabalho que exige responsabilidade e visão coletiva. A Gincana e os novos projetos mostram que seguimos avançando”.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, o planejamento de 2026 reforça a expansão da capilaridade adquirida pelo projeto da Agenda Ambiental, especialmente com a participação dos municípios do Consórcio Público Intermunicipal para Assuntos Estratégicos do G8 (Cipae-G8), formado por municípios do Vale do Taquari. Léa observa que com a chegada de Canudos do Vale, Cruzeiro do Sul, Forquetinha, Marques de Souza, Progresso, Santa Clara do Sul e Sério pode-se ampliar o alcance das ações que já vinham sendo desenvolvidas na área ambiental. “A ampliação do grupo representa oportunidade de fortalecer as boas práticas sustentáveis. A Agenda Ambiental é instrumento técnico e pedagógico que gera impacto nas escolas, nas comunidades e na gestão pública. Com os novos municípios, ampliamos a troca de experiências e consolidamos uma cultura regional de cuidado ambiental”, ressalta a diretora.

A expectativa é que ainda neste ano, a Câmara Técnica de Meio Ambiente indique os projetos para que seja possível a realização do levantamento financeiro e a formatação do custeio das ações por meio do rateio das despesas entre os municípios.

Estado confirma apoio, execução e possíveis repasses fundo a fundo ao Cisvale

Secretaria da Reconstrução Gaúcha afirmou que irá realizar as ações projetos dos eixos II e III, bem como apoiar o Cisvale para execução dos projetos e anuncia reuniões quinzenais de acompanhamento junto ao consórcio; batimetria das bacias hidrográficas da região deve iniciar em breve

Porto Alegre – O avanço das tratativas entre o Comitê Pró-Clima e o governo do Estado marcou um novo capítulo na gestão climática regional nesta última quarta-feira, 11. Em reunião com a Secretaria Adjunta Estadual da Reconstrução Gaúcha, ficou definido que a pasta irá acompanhar quinzenalmente o andamento das ações do comitê e avaliar juridicamente a viabilidade de repasse do Fundo Estadual de Reconstrução para o Fundo do Cisvale possibilitando que os recursos cheguem à região por meio do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale). A secretária-adjunta Angela de Oliveira, que recebeu a comitiva de prefeitos e técnicos, destacou a intenção do Estado em trabalhar de forma consorciada, fortalecendo a integração entre os municípios e a gestão compartilhada das políticas ambientais.

A principal deliberação do encontro foi a confirmação de que o Estado irá apoiar os projetos dos eixos II e III do caderno elaborado pelo Pró-Clima, após revisão técnica dos itens e orçamentos. O Eixo II, voltado à Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas, contempla o estudo e modelagem das bacias hidrográficas do Vale do Rio Pardo, orçado em R$ 32 milhões, a revitalização das margens do Arroio Castelhano, com investimento de R$ 15,5 milhões, e a recuperação de fauna e flora ciliares e aquáticas, estimada em R$ 5 milhões. Já o Eixo III, que trata de Infraestrutura e Urbanização Sustentável, inclui o projeto de macrodrenagem urbana e rural, com orçamento de R$ 3,7 milhões, destinado a minimizar os impactos das cheias nos municípios consorciados.

Na próxima reunião, marcada para dentro de 15 dias, o Cisvale apresentará um relatório do andamento pontos desassoreamento realizados e pendentes nos municípios, e também um levantamento dos projetos cadastrados junto ao programa Conexões-RS, que visa reconstruir estruturas danificadas pela enchente.

O próximo bloco de bacias hidrográficas a receber o estudo batimétrico abrangerá os Rios Pardo, Pardinho e Jacuí, envolvendo os municípios de Lagoão, Herveiras, Sinimbu, Candelária, Vale do Sol, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo, regiões fortemente impactadas pelas enchentes, o estudo abrange o levantamento topográfico, hidrográfico. Para o presidente do Cisvale, Gilson Becker, o início deste trabalho é essencial para compreender os reais problemas das bacias e subsidiar as soluções que o comitê vem projetando. “Esse diagnóstico será uma ferramenta determinante para orientar as ações futuras, garantindo que os investimentos ocorram de forma técnica, coordenada e com resultados concretos para toda a região”, complementa.

Conforme o presidente do Cisvale, o encontro representou um avanço significativo no alinhamento entre Estado e região. A impressão foi muito positiva, pois o governo foi objetivo ao definir com o consórcio os pontos prioritários e receptivo ao que o Comitê Pró-Clima elaborou. Para o prefeito de Sinimbu, Wilson Molz, o resultado foi extremamente positivo. “A reunião foi espetacular. A secretária definiu, junto com o Cisvale, os próximos passos. São poucas as ocasiões em que saímos com uma impressão tão construtiva e confiante em relação às ações que virão”, afirma.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, reforçou o papel do consórcio como elo técnico e institucional na execução das ações regionais. Segundo ela, a disposição do Estado em trabalhar de forma consorciada é o reconhecimento da capacidade de articulação e da seriedade do Pró-Clima na construção de soluções efetivas e duradouras para o enfrentamento dos desafios climáticos. “Temos atuado de maneira integrada, técnica e colaborativa, traduzindo as demandas dos municípios em projetos consistentes. Ver o Estado reconhecer esse trabalho e se somar à iniciativa é um passo importante para consolidar uma nova governança ambiental regional”, afirma. Participaram também da reunião o prefeito de Rio Pardo, Rogério Monteiro, o prefeito de Vale Verde, Ricardo Froemming, e a vice-prefeita de Venâncio Aires, Izaura Landim, além de técnicos e representantes dos municípios integrantes do comitê, acompanhados da equipe técnica do Cisvale.

Estações hidrológicas

O governo também se comprometeu a reavaliar o documento apresentado pelo Cisvale com as propostas de instalação de sensores de nível e adequar os pontos de monitoramento previstos para a região. Entre os locais indicados estão o Arroio Andreas, em Vera Cruz; o Rio Jacuí, em Rio Pardo e Vale Verde; e o Arroio Plumbs, em Vale do Sol. A proposta amplia o sistema de controle hídrico, priorizando áreas estratégicas pela concentração populacional, pela presença de escolas e pela importância logística e ambiental, especialmente ao longo da rodovia RSC-287.

As novas estações complementares permitirão o acompanhamento em tempo real do nível dos rios e arroios, fortalecendo a rede de prevenção e resposta a desastres naturais no Vale do Rio Pardo. Com a integração dos dados às plataformas estaduais e municipais, o sistema deverá oferecer maior precisão na emissão de alertas e segurança para a população das áreas mais vulneráveis.

Comitiva regional cobra do Estado liberação de recursos para projetos climáticos

Prefeitos, gestores e representantes técnicos do Vale do Rio Pardo participam de reunião na Secretaria da Reconstrução Gaúcha para tratar da execução das ações do Comitê Pró-Clima, primeiras ações incluídas em nível regional no Plano Rio Grande

Porto Alegre – Uma comitiva formada por 17 representantes do Vale do Rio Pardo reúne-se nesta terça-feira, 11, com a Secretaria da Reconstrução Gaúcha, em agenda solicitada pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale. O encontro tem como objetivo cobrar a efetivação dos recursos estaduais destinados aos projetos elaborados pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), voltados à resiliência climática, à recuperação ambiental e à adaptação dos municípios às mudanças do clima. Os projetos, divididos em quatro eixos de atuação, foram os primeiros, em nível regional, incluídos pelo governo do Estado como metas do Plano Rio Grande.

Participam da comitiva o presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, a diretora executiva Léa Regina Machado Vargas e o assessor jurídico Diogo Durigon. Também integram a delegação o prefeito de Sinimbu, Wilson Molz, e a coordenadora de Meio Ambiente Fabiani Knod; a secretária de Meio Ambiente de Santa Cruz do Sul, Prissila Bordignon, o subsecretário Marcelo Diniz e o coordenador da Defesa Civil, coronel César Eduardo Bonfanti; a vice-prefeita de Venâncio Aires, Izaura Landim; o prefeito de Vale Verde, Ricardo Froemming, e o coordenador de Meio Ambiente, Rodrigo Klamt; o prefeito de Rio Pardo, Rogério Monteiro, e o secretário de Meio Ambiente, Cícero Garcia; o prefeito de Passo do Sobrado, Edgar Thiesen; e a prefeita em exercício de Gramado Xavier, Adriana de Almeida, acompanhada do secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Arlei Fernando de Oliveira. A Universidade de Santa Cruz do Sul está representada pela coordenadora da Unisc Serviços, Caroline Kothe.

Os seis projetos do Comitê Pró-Clima, pré-selecionados pelo governo do Estado dentro do Plano Rio Grande, somam R$ 79,6 milhões em investimentos e abrangem iniciativas estruturantes nos eixos de gestão de desastres, revitalização de ecossistemas, infraestrutura sustentável e agricultura resiliente. Apesar da aprovação técnica, o repasse dos recursos ainda não foi confirmado, o que preocupa os gestores. O presidente do Cisvale, Gilson Becker, ressalta que os municípios estão prontos para colocar os projetos em prática, mas dependem do cumprimento dos compromissos firmados pelo Estado. “O Comitê Pró-Clima construiu projetos sólidos, técnicos e estratégicos. O que precisamos agora é que o Estado viabilize a execução das propostas que foram aprovadas e que representam um novo passo para a segurança ambiental da nossa região”, afirma.

Becker reforça que a pauta tem caráter urgente e regional, pois envolve diretamente a capacidade de resposta dos municípios diante das mudanças climáticas. “Estamos falando de medidas que fortalecem o sistema de monitoramento, a recuperação de áreas degradadas e a gestão hídrica. O tempo da burocracia não pode ser maior do que o tempo que temos para agir”, complementa.

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, destaca que a mobilização dos prefeitos e equipes técnicas demonstra o comprometimento conjunto da região com uma agenda de desenvolvimento sustentável. A reunião com estado tem por objetivo a busca de recursos para execução dos projetos, já aprovados no Plano Rio Grande. “O Vale do Rio Pardo mostrou capacidade técnica, planejamento e união. Precisamos agora movimentar esta energia, por meio da realização dos projetos. Essa reunião é um chamado para que o investimento chegue a quem está na linha de frente dos efeitos climáticos”, complementa.

Relembre os projetos

O conjunto de seis projetos estruturados pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale foi o único de um consórcio público selecionado pelo Plano Rio Grande, entre mais de 700 propostas enviadas por todo o Estado. Com valor total estimado em R$ 79,6 milhões, as ações abrangem quatro eixos: resiliência climática e gestão de desastres; gestão de recursos hídricos e revitalização de ecossistemas; infraestrutura e urbanização sustentável; e recuperação de solos agriculturáveis e agricultura sustentável. Entre as medidas, estão a aquisição de estações de monitoramento e sensores para Defesa Civil – já realizadas por meio de doações de recursos do Sicredi, JTI e da própria Consulta Popular – revitalização de bacias hidrográficas e margens de arroios, recuperação de fauna e flora ciliar, obras de macrodrenagem e práticas agrícolas sustentáveis em propriedades rurais.

O Comitê Pró-Clima é formado pela Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Faculdade Dom Alberto, Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), Comitê Pardo, Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS).

Entrega de estação meteorológica em Boqueirão amplia monitoramento climático

Equipamento integra rede que conecta municípios, elevando a capacidade de prevenção e alerta; segurança e a confiabilidade nas informações hidrológicas será o grande benefício da conexão dos equipamentos

Boqueirão do Leão – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realiza nesta sexta-feira, 31, às 10 horas, no auditório da Prefeitura de Boqueirão do Leão, a cerimônia de entrega da estação meteorológica que passa a integrar o sistema regional de monitoramento climático. O equipamento, doado pelo Sicredi Vale do Rio Pardo ao Comitê Pró-Clima, representa um marco na prevenção e gestão de riscos ambientais e reforça o compromisso dos municípios com o desenvolvimento sustentável e a segurança da população.

A nova central meteorológica tem papel estratégico dentro da rede de seis estações implantadas pelo Comitê Pró-Clima, coordenado pelo Cisvale. Localizado em área de nascentes do Rio Pardinho, principal manancial hídrico de Santa Cruz do Sul e Sinimbu, o município de Boqueirão do Leão passa a exercer função essencial no acompanhamento dos níveis pluviométricos e na emissão de alertas antecipados. A iniciativa fortalece o compartilhamento de dados entre as Defesas Civis municipais e amplia a capacidade de resposta em situações de emergência.

Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a entrega do equipamento simboliza o avanço de uma política regional de integração e confiança. “A partir de agora, temos uma rede de monitoramento que fala a mesma língua e permite que as informações circulem com rapidez e precisão. Isso significa mais tempo para agir, mais segurança para a população e mais eficiência na gestão pública. É um investimento que transforma dados em proteção e planejamento.”

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, confirma que o sistema consolida um modelo de cooperação entre os municípios e demonstra a importância de agir de forma articulada diante dos novos desafios climáticos. “Boqueirão do Leão é um ponto estratégico da rede e reforça o papel do Comitê Pró-Clima na construção de soluções sustentáveis. Essa estrutura regionaliza as informações, fortalece a prevenção e amplia a capacidade de planejamento, tanto para a Defesa Civil quanto para a agricultura e o desenvolvimento urbano.”

Autismo: especialista afirma que é preciso compreender para incluir

Evento promovido pelo Cisvale e pela 6ª CRE reforça a importância do diagnóstico, do conhecimento técnico e da formação dos professores na inclusão de alunos com TEA

Santa Cruz do Sul – O 1º Seminário Regional de Profissionais da Educação Especial e Supervisores Escolares, promovido pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) em parceria com a 6ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), reuniu nesta quarta-feira, 29 , no Auditório Central da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), mais de 500 profissionais da educação de toda a região para um dia de formação e troca de experiências sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A atividade integra as comemorações pelos 20 anos do Cisvale e reforça o compromisso conjunto das redes estadual e municipais com uma educação cada vez mais inclusiva e humanizada.

Um dos temas mais relevantes do seminário foi o entendimento sobre o TEA. A abordagem, conduzida pelo neuropediatra do Cisvale, Cristiano Freire, teve como eixo central a importância de compreender a origem e as condições associadas ao transtorno para aprimorar o trabalho em sala de aula. Segundo ele, na maioria das vezes o autismo tem influência genética e está acompanhado de outras condições, como deficiência intelectual, disfunções sensoriais, TDAH e dificuldades de coordenação motora. Freire acrescenta que muitas dessas comorbidades impactam mais o aprendizado e o comportamento do que o próprio autismo. “Por isso, é essencial que o professor reconheça essas diferenças e saiba como intervir.”

O neuropediatra ressaltou ainda que o conhecimento é o principal instrumento de inclusão. “Quando compreendemos o funcionamento e as razões de determinados comportamentos, conseguimos ajudar mais e reduzir a necessidade de suporte ao longo da vida dessas pessoas.” Para o especialista, professor tem papel central nesse processo. “É quem passa grande parte do tempo com o aluno e pode também orientar as famílias.”

Para o presidente do Cisvale  Gilson Becker a integração regional na construção de políticas públicas voltadas à inclusão é um dos pontos mais importantes na articulação realizada pelo Centro Regional de Referência em Transtorno do Espectro do Autismo (Centro TEA), do Cisvale. “O Centro TEA é um dos legados mais significativos dos 20 anos do consórcio. Ele simboliza o esforço conjunto dos municípios para promover qualidade de vida e garantir atendimento humanizado às pessoas com autismo. Cada ação de formação representa um passo adiante nessa caminhada por uma sociedade mais justa e acolhedora”, afirma.

Na mesma linha, o coordenador da 6ª CRE, Luís Ricardo Pinho de Moura, destaca o papel estratégico da parceria entre as instituições. “Quando unimos forças entre o Estado e os municípios, conseguimos potencializar o aprendizado e a prática dos nossos professores. A formação é o caminho mais eficaz para que o acolhimento e a inclusão aconteçam de fato dentro da escola”, reforça.

De acordo com a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, o Centro TEA é uma referência regional e um modelo de integração entre as áreas da saúde, educação e assistência social. “Nosso objetivo é assegurar que cada pessoa tenha o suporte necessário para alcançar seu pleno desenvolvimento. Este seminário simboliza o fortalecimento dessa rede e reafirma nosso compromisso com a formação continuada”, destaca.

O evento também contou com palestras ministradas por profissionais das áreas de neurologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e serviço social — todos integrantes da equipe do Centro TEA do Cisvale, voltadas à qualificar as práticas pedagógicas e à construção de estratégias para o atendimento inclusivo nas escolas do Vale do Rio Pardo.

Cisvale amplia debate regional sobre o desafio da gestão de resíduos

Seminário regional reúne especialistas e gestores para debater soluções sustentáveis e possibilidades ao Vale do Rio Pardo

Santa Cruz do Sul – A busca por soluções regionais para o manejo dos resíduos sólidos reuniu gestores, especialistas e representantes de órgãos públicos no Seminário Regional de Resíduos Sólidos, realizado nesta segunda-feira, 27, no Auditório Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Promovido pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), o encontro integrou as comemorações pelos 20 anos da entidade e teve apoio da Conselho Municipal de Meio Ambiente de Vera Cruz (Comdema) e o patrocínio do Sicredi Vale do Rio Pardo, Unisc e CRVR.

Na abertura, o presidente do Cisvale, Gilson Becker, ressaltou que o tema dos resíduos sólidos segue entre os grandes desafios dos municípios e exige equilíbrio entre sustentabilidade e viabilidade financeira. Ele afirmou que o consórcio tem papel essencial ao reunir prefeitos, técnicos e instituições em torno de um propósito comum. “Que possamos ter um dia muito produtivo, com debates qualificados e avanços concretos nessa área que é um grande problema para todos os municípios da região. É preciso buscar um equilíbrio entre as questões econômica e ambiental, e o compartilhamento de experiências é o melhor caminho para isso”, destaca.

A bióloga e especialista em gestão de resíduos sólidos Fabíola Moreira, do Centro Socioambiental da Unisc, apresentou um panorama regional que revela a dimensão do desafio. Segundo ela, os 16 municípios que integram o diagnóstico em andamento produzem cerca de 73 mil toneladas de resíduos por ano, o que representa um custo anual superior a 43 milhões de Reais. Fabíola explicou que quase 30% do material coletado é composto por rejeito orgânico e que metade dos municípios, especialmente os menores, ainda não dispõe de coleta seletiva. “Os números mostram o quanto ainda precisamos evoluir. Há um grande potencial de reaproveitamento e também de educação ambiental, que deve caminhar junto com a gestão técnica”, observa.

Representando a CRVR, empresa líder no segmento de destinação de resíduos sólidos no Rio Grande do Sul, o advogado e compliance officer Fernando Sieck destacou o papel do aterro de Minas do Leão, principal destino dos municípios consorciados, e explicou os mecanismos legais que garantem segurança contratual aos municípios. “As concessões de resíduos sólidos possuem gatilhos e instrumentos que podem ser acionados em caso de inadimplência, evitando prejuízos às administrações e transferindo o ônus proporcional aos usuários. Essa estrutura é fundamental para manter o equilíbrio econômico e assegurar a continuidade do serviço”, pontua.

O evento também apresentou boas práticas municipais. O case de Venâncio Aires foi apresentado pela engenheira química Carin Gomes e pelo secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal, Gustavo von Helden. Carin destacou que o uso sustentável dos resíduos orgânicos se tornou parte da rotina da comunidade. “Levamos a compostagem e a biodigestão para as escolas e para as famílias, utilizando o Venancito, mascote do município, como símbolo do projeto. Mais de 1.400 composteiras foram implantadas e o tema virou assunto de roda de chimarrão”, relata.

O secretário Gustavo von Helden ressaltou o papel dos incentivos econômicos no sucesso da iniciativa. “O programa IPTU Verde concede descontos que podem chegar a 15% e inclui a compostagem entre os benefícios. Quando há estímulo financeiro e envolvimento social, o resultado aparece”, afirma o secretário Gustavo von Helden.

Encerrando a programação, o Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos de Seberi (Cigres) apresentou o modelo adotado no Noroeste gaúcho, que integra 31 municípios em um sistema unificado de coleta, transporte e destinação. A exposição conduzida por Amanda Nogueira Schmidt, Carlos Eduardo Balestrin Flores demonstrou que a gestão compartilhada pode reduzir custos e ampliar a eficiência. Um grupo de recicladores da Cooperativa de Trabalho e Renda Coomcat, de Santa Cruz do Sul.

MP reforça importância da educação ambiental

O promotor de Justiça Érico Barin enfatizou que o fortalecimento da gestão regional é essencial para garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das mudanças de governo. Ele explicou que a atuação do Ministério Público na área se baseia em três pilares: a Constituição Federal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei 12.305 de 2010, e os Planos Municipais de Saneamento Básico. O promotor ressaltou que a educação ambiental, prevista na política nacional, é o principal instrumento de transformação e o maior déficit enfrentado pelos municípios. “Se tivéssemos uma educação ambiental efetiva, o cenário seria outro. Ainda precisamos consolidar a cultura de cuidado, e isso começa com o conhecimento e a sensibilização”, observa.

O promotor elogiou o trabalho desenvolvido pelo Cisvale e defendeu a continuidade das ações regionais. “Louvo a atuação do consórcio, que dá sequência a políticas públicas e mantém o diálogo técnico entre os municípios. A gestão regionalizada é o melhor caminho para enfrentar a complexidade da área e fortalecer os pequenos municípios, que muitas vezes carecem de estrutura e recursos”, complementa.