Primeiros barcos doados pela JTI equipam Defesas Civis de Santa Cruz e Venâncio Aires

Parceria, viabilizada pelo Comitê Pró-Clima do Cisvale reforça estrutura de resposta a eventos climáticos com recursos do programa Voluntários do Bem da companhia

Santa Cruz do Sul – As Defesas Civis de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires receberam nesta sexta-feira, 8, dois barcos com motores e reboques adquiridos com parte dos R$ 645 mil Reais doados pela JTI, por meio do programa Voluntários do Bem, ao Comitê Pró-Clima do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale). Esta é a primeira entrega de equipamentos prevista no projeto, que tem o objetivo de fortalecer a preparação e a resposta dos municípios frente a eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes na região.

O prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes, lembra que a atuação de órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil tem sido cada vez mais necessária diante das adversidades climáticas. Ele destaca que a ajuda chega em um momento fundamental para a segurança da comunidade. “Eu sempre falo que quando o corpo de bombeiros e a Defesa Civil estão em modo de espera, tomara que nunca precisemos chamá-los. Mas não é o que tem acontecido. Vivemos momentos dramáticos com enchentes e chuvas intensas. Com esta ajuda, conseguimos nos preparar e equipar melhor a nossa Defesa Civil”, afirma.

Já o prefeito de Venâncio Aires, Jarbas da Rosa, reforça a ideia que o desafio imposto pelas mudanças climáticas não é apenas dos gestores públicos, mas de toda a sociedade. Ele valorizou a união de esforços como caminho para a resiliência. “Nenhum município está numa bolha. Temos todos que nos ajudar. Parcerias como esta da JTI e do Cisvale tornam o nosso trabalho mais fácil, pois colocam o meio ambiente e a resiliência climática na pauta junto às políticas públicas”, diz da Rosa.

Representando a JTI, o líder de Operação de Tabaco, Roberto Macedo, afirmou que a entrega dos barcos é motivo de orgulho e otimismo para a empresa. “Ouvindo os prefeitos e vendo esta grande parceria, temos a certeza de que este é o caminho para deixar nossas comunidades mais resilientes. O Comitê Pró-Clima desenvolveu projetos muito bem elaborados e a JTI não poderia deixar de apoiar uma iniciativa como esta”, destaca.

Para a coordenadora do programa Voluntários do Bem em 2024, Cíntia Schwengber, a entrega é a concretização de uma mobilização iniciada em um período de grandes dificuldades. “Mais de 500 voluntários ajudaram na limpeza de casas e comércios após as enchentes. A escolha pelo Cisvale foi automática, pois o plano apresentado foi pioneiro e eficaz. Nosso programa tem como missão promover a solidariedade nas comunidades onde atuamos e esta ação reforça esse compromisso”, afirma.

O presidente do Cisvale, Gilson Becker, relembra que o Comitê Pró-Clima foi criado logo após as enchentes de maio de 2024, estruturando respostas rápidas à comunidade e planejando ações de médio e longo prazo. “Arrecadamos mais de R$ 1,3 milhão de Reais via Pix Solidário. Logo após, construímos seis projetos estruturantes que agora estão sendo implementados. A doação da JTI para a aquisição de barcos e equipamentos reforça nossa capacidade de resposta e a preparação para enfrentar eventos tão intensos quanto os de 2024”, ressalta Becker.

Cisvale amplia formação sobre autismo no ambiente escolar

Centro TEA realiza encontro voltado aos profissionais da educação da 28ª Região de Saúde, fortalecendo a integração entre escola, família e rede de apoio; palestra ocorre na próxima quarta-feira, no Auditório da Faculdade Dom Alberto

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), por meio do Centro Regional de Referência em Transtorno do Espectro do Autismo (Centro TEA) – programa Estadual TEAcolhe, promove na quarta-feira, 13, mais uma etapa da formação continuada voltada aos profissionais da educação que atuam com alunos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O encontro será realizado no auditório da Faculdade Dom Alberto, com início às 19 horas, e reunirá educadores dos 13 municípios da 28ª Região de Saúde.

A palestra integra o programa “Acolher é Desenvolver” e terá como tema central os desafios e as possibilidades da educação inclusiva. O evento contará com a presença da especialista Adriana Latosinski Kuperstein, reconhecida internacionalmente pela atuação em autismo e intervenção comportamental. A proposta do módulo é oferecer aos professores instrumentos práticos, escuta qualificada e novas abordagens para fortalecer o processo de aprendizagem e convivência escolar dos alunos com TEA.

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, o compromisso com a inclusão precisa ser diário, e começa com a formação de quem está na linha de frente. “Incluir é mais do que adaptar currículo, é transformar a forma como enxergamos o outro. E para isso o professor precisa de conhecimento, acolhimento e estrutura. Esse é um dos objetivos do Centro TEA”, pontua. Para Gilson, a atuação consorciada entre os municípios tem possibilitado avanços concretos na regionalização do atendimento e no apoio às famílias.

A palestrante Adriana destaca que a escola é um dos primeiros lugares onde as diferenças aparecem. “Muitas vezes, é ali que os primeiros sinais do autismo são percebidos. Por isso, o professor tem papel essencial. Quando ele acredita, adapta e acolhe, ele transforma. E para transformar, é preciso estar preparado”, afirma Adriana. Durante a atividade, serão discutidas ferramentas de comunicação alternativa, estratégias de manejo comportamental e os benefícios da escuta ativa como ferramenta pedagógica. O link para inscrições é disponibilizado pelos pontos focais da Educação dos municípios que integram a 28ª Região de Saúde.

Quem é a palestrante

Adriana Latosinski Kuperstein é pedagoga com licenciatura em Educação Especial para Deficiência Intelectual, especialista em autismo e intervenção comportamental. Tem formação internacional em instituições como a University of North Carolina (EUA) e a Sociedad Venezolana de Niños y Adultos Autistas (Venezuela), além de certificações reconhecidas em metodologias como ABA, PECS, TEACCH e ESDM.

Atua desde 1994 como diretora técnica da Refazendo, com atuação nacional e internacional em assessoria a escolas, famílias e profissionais da saúde e educação. É também professora convidada em cursos, universidades, Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) e eventos dedicados à inclusão e à intervenção precoce.

Municípios recebem estações meteorológicas doadas ao Pró-Clima

Equipamentos reforçam rede regional de monitoramento e resposta a emergências climáticas no Vale do Rio Pardo

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou nesta quarta-feira, 24, o ato de entrega de seis estações meteorológicas aos municípios consorciados. Os equipamentos foram adquiridos por meio de doação do Sicredi e integram o Comitê Pró-Clima, iniciativa criada para planejar ações conjuntas de prevenção, adaptação e resposta a eventos climáticos extremos que têm afetado a região desde 2024.

As estações recebidas serão instaladas em seis pontos estratégicos da bacia hidrográfica da região. Junto às localidades de Monte Alverne e Alto Paredão, em Santa Cruz do Sul; Boqueirão do Leão; Costa do Rio, em Vale do Sol; Alto Dona Josefa, em Vera Cruz; e General Câmara. O monitoramento em tempo real vai permitir que prefeituras e defesas civis tomem decisões mais ágeis para proteger comunidades e patrimônios em situações de risco.

Ao agradecer a parceria, o presidente do Cisvale e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, destacou a importância do envolvimento comunitário na ação. “Esta doação representa mais do que a entrega de equipamentos. É fruto de uma mobilização regional que nos permite agir de forma rápida e prática para salvar vidas e reduzir prejuízos”, afirma.

Becker lembra que outras cinco estações meteorológicas serão adquiridas com recursos da Consulta Popular de 2024, conduzida pelo Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede). “O Comitê Pró-Clima tem mostrado que, em pouco tempo, é possível construir soluções regionais e captar recursos importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas”, acrescenta.

A solenidade contou também com a presença do vice-presidente do Sicredi, Coraldino Calmes da Silveira; do prefeito de Boqueirão do Leão, Paulo Joel Ferreira; do prefeito de General Câmara, Márcio Pereira Brandão; do prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes; e do prefeito de Vale do Sol, José Valtair dos Santos, que assinaram o termo de recebimento dos equipamentos em nome de seus municípios. Participaram também coordenadores da Defesa Civil do Estado e dos municípios, técnicos e membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale.

Estado está com a demanda regional

Durante sua manifestação, o presidente do Cisvale Gilson Becker destacou o encontro ocorrido com o secretário Estadual da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, no qual o Pró-Clima foi informado que as demandas regionais, por meio dos seis projetos de adaptação, resiliência e recuperação regional, pré-aprovados no Plano Rio Grande ainda no ano passado, foram incorporadas em ações e programas estaduais em curso. “O Estado afirmou que as demandas do Vale do Rio Pardo serão atendidas junto de programas, como o Desassorear RS, na modernização na rede de monitoramento hídrico, aquisição de equipamentos para a Defesa Civil e demais iniciativas do Estado”, aponta.

Becker reafirma que entre os propósitos do Comitê estão o acompanhamento da execução dos programas estaduais e a realização parcerias, como as doações recebidas pelo Sicredi, JTI, BAT Brasil e da própria Consulta Popular, que no próximo ciclo deve incluir novos projetos para resiliência climática. “É importante entender que, além dos projetos do Pró-Clima, os municípios deverão apresentar propostas e projetos ao governo do Estado. Paralelo a isto, continuaremos este movimento de captação e mobilização, buscando alternativas à região”, complementa o presidente do Cisvale.

Cisvale credencia empresas para serviços de hora-máquina, caminhões e equipamentos

Edital garante contratação ágil e padronizada de equipamentos para obras e manutenções em municípios consorciados, com validade de um ano

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) abriu credenciamento para empresas interessadas em prestar serviços de hora-máquina, caminhões e equipamentos para obras aos municípios consorciados. O processo tem validade de um ano, habilitando as empresas para atender diretamente as demandas das prefeituras, com valores previamente definidos em tabela única estabelecida pelo consórcio.

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a iniciativa cria uma solução que facilita o acesso a equipamentos de grande porte e agiliza obras essenciais. “Estamos garantindo mais eficiência e previsibilidade para que os municípios possam executar serviços estruturantes ou manutenções do dia a dia sem depender de processos demorados”, afirma.

O edital é voltado para empresas com capacidade técnica de atenderem aos requisitos específicos e legais. “A tabela de valores por hora foi elaborada com base em pesquisas de mercado e aprovada por resolução do consórcio, o que garante transparência e padronização para todas as contratações”, ressalta o presidente.

Conforme a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, o credenciamento permanece aberto durante todo o período de vigência do edital. As empresas interessadas devem protocolar a documentação na sede do Cisvale, em Santa Cruz do Sul. “Após homologação, o prestador passa a integrar o rol oficial do consórcio e pode ser acionado pelos municípios que fazem parte do nosso consórcio”, aponta Léa ao explicar que a lista de credenciados, bem como a tabela de preços e especificações técnicas, ficará disponível para consulta pública no site do Cisvale.

Valores como diferencial

Um dos pontos de destaque do edital é a tabela de referência de preços, que oferece valores fixos por hora para cada tipo de equipamento. Caminhões caçamba partem de R$ 166 por hora; escavadeiras hidráulicas variam entre R$ 279 e R$ 387 por hora; motoniveladoras chegam a R$ 388 por hora; e tratores e rolos compactadores ficam na faixa de R$ 242 a R$ 370 por hora. “Essa padronização evita variações de mercado e assegura previsibilidade no planejamento das obras”, reafirma o presidente do Cisvale, Gilson Becker.

Conforme ele, a definição prévia de valores também representa economia administrativa para os municípios consorciados. “Com preços já aprovados e publicados, os municípios poderão contratar os serviços necessários, com planejamento, agilidade e mais controle sobre o orçamento destinado às obras e manutenções”, complementa Becker.

Estado incorpora projetos do Pró-Clima em programas da reconstrução

Secretaria da Reconstrução Gaúcha confirma que iniciativas estruturantes elaboradas pelo Cisvale servirão de base para ações estaduais e reforça análise sobre lacunas ainda não atendidas no Vale do Rio Pardo

Porto Alegre – Os seis projetos estruturantes do Comitê Pró-Clima, elaborados pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), foram utilizados pelo governo do Estado como referência para a criação de programas da reconstrução gaúcha. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, 23, durante reunião do presidente do Cisvale Gilson Becker com o secretário estadual da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, em Porto Alegre. Na ocasião, o Estado informou que parte das ações idealizadas na região já está contemplada em políticas como o programa Desassorear RS, voltado à limpeza de rios e arroios, e nas iniciativas de aquisição de sensores de monitoramento e equipamentos para a Defesa Civil.

Na época em que o Plano Rio Grande foi lançado, o Estado anunciou a pré-seleção dos projetos do Pró-Clima, mas não detalhou de que forma ocorreria a execução nem se haveria repasse direto dos valores para o consórcio. Estimado em R$ 79 milhões, o conjunto de projetos regionais tem como objetivo elevar a resiliência e a capacidade de resposta a desastres naturais, ampliar e qualificar a rede de monitoramento do clima, equipando a Defesa Civil da região, ao mesmo tempo em que sugere ações de recuperação dos municípios atingidos. Com a definição apresentada nesta reunião, ficou claro que o Estado optou por absorver os projetos dentro de programas próprios, o que altera o formato de execução e exige acompanhamento permanente do consórcio. “O importante é que as propostas construídas de forma coletiva e técnica, lideradas pelo Cisvale se tornaram referência para a política estadual de reconstrução. Cabe a nós agora garantir que essa estratégia se traduza em ações efetivas na região e que nenhum município fique sem atendimento”, afirma Becker.

Durante a reunião, o secretário explicou que a secretaria fará uma análise detalhada sobre os projetos apresentados pelo Cisvale para identificar quais pontos ainda carecem de atendimento. Conforme a diretora executiva do Consórcio, Léa Vargas, a medida é considerada estratégica porque, apesar de existirem programas em andamento, como o desassoreamento e o aparelhamento da Defesa Civil, o Vale do Rio Pardo ainda necessita de investimentos em todas as áreas para resiliência, adaptação e reconstrução. “O objetivo agora é direcionar os recursos e a execução conforme a prioridade e a necessidade de cada município consorciado”, frisa a diretora.

Becker desta ainda que a definição da estratégia estadual não encerra o trabalho do Cisvale. Segundo ele, o consórcio continuará acompanhando de perto a aplicação dos programas para garantir que as demandas locais sejam atendidas. “Nosso papel é seguir cobrando e monitorando para que os projetos concebidos aqui se tornem realidade na prática. O Estado reconheceu a qualidade técnica do Pró-Clima e agora precisamos assegurar que o resultado chegue de fato à região”, complementa o presidente do Cisvale.

Municípios pressionam Ministério da Saúde para destravar fila por cirurgias

Consórcios do Vale do Rio Pardo e Jacuí apelam ao Ministério da Saúde para alcançar recursos extras e criar a recomposição de valores para custeio da Alta Complexidade e garantir manutenção do atendimento regional

BRASÍLIA (DF) – Os 21 municípios integrantes dos Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e Consórcio Intermunicipal Jacuí (Cijacuí) apresentaram nesta quinta-feira, 10, ao Ministério da Saúde, a solicitação de correção do pagamento para os serviços médicos de Alta Complexidade em ambas as regiões. O pedido, formalizado em reunião no gabinete da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), inclui ainda a solicitação de recursos extras para dar conta da fila de espera por cirurgias eletivas. A lista, atualizada pelo Cisvale conta agora com 1.350 pacientes e um total estimado de R$ 16 milhões em recursos de participação para a realização destes procedimentos.

Conforme os ofícios entregues pelos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, referência nas áreas de traumatologia dos 21 municípios, a complementação anual de recursos para a área gira na casa dos R$ 12,8 milhões. Deste total, R$ 8.606.222,81 dizem respeito ao atendimento hospitalar que envolve a referência do Hospital Santa Cruz para os municípios. Já Venâncio Aires, que também cumpre papel regional relevante, pleiteia R$ 4,2 milhões anuais, além de uma complementação de R$ 350 mil mensais. Segundo o município, os investimentos próprios na atenção básica estão sendo comprometidos para suprir a alta demanda por internações, exames e cirurgias.

A pauta foi conduzida pelo presidente do Cisvale, Gilson Becker, com respaldo técnico da diretora executiva Léa Vargas, com apoio dos prefeitos, representantes do Cijacuí e pelo secretário Municipal de Saúde de Santa Cruz do Sul, Rodrigo Rabuske, município que tem a gestão plena da saúde, responsável pela contratualização dos hospitais. A articulação busca garantir que os recursos federais acompanhem a complexidade e o volume dos atendimentos prestados. Com a recomposição, os consórcios esperam restabelecer o equilíbrio financeiro da rede e avançar na realização de cirurgias eletivas, represadas por falta de financiamento. Conforme o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a agenda sinaliza a necessidade de unidade entre as regiões para a resolução dos problemas comuns na área da saúde. Quanto à pauta, e a promessa de análise por parte do governo federal, Becker reiterou que a região seguirá mobilizada em busca de alternativas junto aos governos federal e estadual. “O próximo passo agora será aguardar a manifestação técnica do Ministério da Saúde e também agendar, junto ao Governo do Estado, um encontro com prefeitos e gestores da saúde, para avançarmos neste pleito das duas regiões”, destaca.

Espera dura oito anos

O levantamento técnico realizado pelo Cisvale revelou a existência de 1.350 pacientes aguardando por cirurgias eletivas na especialidade de ortopedia e traumatologia, com espera de até oito anos. Os procedimentos incluem cirurgias de coluna, colocação e revisão de próteses de joelho e quadril e englobam a população dos 21 municípios vinculados aos dois consórcios.

Conforme a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, atualmente, parte dos recursos disponíveis para alta e média complexidade é absorvida por atendimentos de urgência, como acidentes e quedas domésticas, o que impede o avanço da fila. “A depuração da lista de espera envolveu o cruzamento de dados, exclusão de pacientes já atendidos, que mudaram de cidade, não responderam aos contatos ou foram a óbito por outras razões. Com isso, 70 pacientes foram retirados, resultando em uma fila precisa e pronta para ser atendida, desde que haja disponibilidade de recursos”, revela.

Com base na necessidade média de complementação, cujo custo médio apurado é de R$ 12 mil, e levando em conta a quantidade real de pacientes agora elencada na nova lista, seria necessário R$ 16 milhões para esta complementação. “Além disso é necessário lembrar do valor das próteses, e ainda da parte que cabe ao Sistema Único de Saúde (SUS), que eleva ainda mais o custo necessário para o cumprimento desta demanda”, pondera o presidente Gilson Becker.

Demanda pode entrar no orçamento de 2026

Conforme o assessor da direção da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Adalberto Fulgêncio, o Governo Federal está comprometido com o Rio Grande do Sul, muito por conta da situação do pós-enchente e a calamidade vivida. “A gente vai fazer um trabalho interno para atender esta demanda e expectativa. Em outra frente, faremos um contato com os deputados da bancada gaúcha para implementar recursos para atender a demanda da saúde que os senhores nos trazem aqui, ressalta Fulgêncio.

Conforme o assessor, é possível trabalhar o reajuste do teto, pois há muitos pedidos junto ao governo. O que depõe a favor da região, é o fato de os consórcios terem tomado frente na solicitação. Ainda segundo Fulgêncio, os levantamentos encaminhados pela região somam R$ 36 milhões a mais ano. “Podemos criar uma portaria temporária, aumentando o teto de Santa Cruz do Sul até dezembro, desde que, a área técnica do Ministério da
Saúde aponte a viabilidade por parecer. Após, o Ministério da Saúde engloba este valor no orçamento de 2026”, explica.

Estudo técnico

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Auditoria, Assistência e Controle, irá elaborar um estudo técnico para viabilizar as demandas apresentadas pelas regiões em Brasília. Um dos caminhos possíveis apontados ainda na audiência prevê a adesão da região ao programa Mais Especialistas, que está em fase de implementação e pode ajudar na composição de recursos para a saúde regional. A equipe técnica do Ministério da Saúde deve elaborar os estudos e as formas de financiamento, tanto para liberação de recursos ainda em 2025, quanto para ampliação do teto da média e alta média complexidade.

Cisvale credencia fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos

Busca pelos atendimentos junto aos pacientes da região eleva a busca por clínicas e profissionais especializados; novos procedimentos para o atendimento ao autismo foram incluídos no edital

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) está credenciamento clínicas e profissionais para atuarem nas áreas de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia. Por meio da modalidade, chamamento público, os profissionais e empresas especializadas nesses tipos de atendimento podem receber pacientes encaminhados via Sistema Único de Saúde (SUS), através do convênio do Cisvale e as prefeituras dos municípios consorciados. A atualização do edital também inclui atendimentos na área do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com demanda crescente na região do Vale do Rio Pardo.

De acordo com a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a atualização do edital 001/2023 corrigiu valores da tabela praticada e abriu novas oportunidades aos profissionais ligados às áreas da fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia. “Todos estes atendimentos têm uma alta procura na região e podem ser oferecidos em clínicas e prestadores de serviços, por meio do convênio do Cisvale com os municípios”, explica Léa.

Por meio do credenciamento, o profissional torna-se apto a prestar o serviço, em atenção às legislações sanitárias e fiscais estabelecidas pelo poder Público. “O edital completo encontra-se no site do Cisvale – www.cisvale.com.br, no menu “Publicações Legais”, aba editais – chamamento público, completa Léa.

Para o presidente do Consórcio, Gilson Becker, o credenciamento de novos profissionais para o atendimento especializado via Cisvale demonstra a necessidade da comunidade regional em opções qualificadas na área da saúde. “Esta atenção que é cada vez maior só é viável para muitos municípios através da prestação de serviço consorciado, pois desta forma conseguimos ofertar procedimentos de qualidade com uma maior agilidade, permitindo que os pacientes do SUS tenham esta necessidade cumprida”, avalia.

Por ano, o Cisvale realiza mais de 178 mil atendimentos na área da saúde, sendo referência para os 17 municípios consorciados, atendendo a uma população regional com mais de 405 mil habitantes. O consórcio ainda mantém convênio com os municípios do Consórcio Intermunicipal do Vale do Jacuí, contando com 12 municípios participantes e abrangendo 260 mil habitantes nesta região.

IBGE lança no Cisvale estudo inédito sobre as enchentes de 2024

Estudo começa na próxima semana com fase de testes que inclui mil entrevistas em domicílios de diferentes regiões do Estado

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) foi o local escolhido para o lançamento nacional de uma das pesquisas mais relevantes já desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento vai medir os impactos socioeconômicos das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 e teve sua apresentação oficial realizada nesta quarta-feira, em Santa Cruz do Sul.

A coordenadora do estudo, Juliana Paiva Vasconcellos, explicou que esta é a primeira vez que o Instituto desenvolve um projeto voltado exclusivamente para os efeitos de desastres ambientais. “Queremos compreender o que mudou na vida das pessoas após as enchentes: como elas estão vivendo, quais as perdas materiais, os impactos na saúde e na estrutura das famílias”, afirma. A metodologia segue diretrizes internacionais e foi construída com base em experiências globais que visam auxiliar a formulação de políticas públicas de prevenção e resposta a eventos extremos.

A fase de testes terá início já na próxima segunda-feira e seguirá por 15 dias. Serão mil entrevistas por telefone com moradores do Estado. Dessas, 500 ocorrerão no Vale do Rio Pardo, região priorizada por conta da intensidade dos danos registrados. As outras 500 serão realizadas em áreas igualmente atingidas, como o Vale do Taquari e a capital Porto Alegre.

O presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Gilson Becker, afirmou que a decisão do Instituto de lançar a pesquisa na sede do Consórcio reconhece o trabalho realizado durante e após as enchentes. “É mais uma vez o Cisvale sendo protagonista, e isso se deve ao trabalho que realizamos, inclusive com a criação do Comitê Pró-Clima. Esses dados atualizados serão fundamentais para a elaboração de projetos e a definição de investimentos, para que possamos construir caminhos mais seguros para nossos municípios”, avalia.

Também participaram do lançamento representantes dos municípios de Vera Cruz, Candelária e Sinimbu, além da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), reforçando o envolvimento regional na construção de soluções baseadas em dados e na colaboração entre diferentes setores.

Como será a pesquisa

A aplicação será feita pelo Centro de Entrevista Telefônica Assistida por Computador (Cetac), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. As ligações são gravadas. Para esclarecer dúvidas, o IBGE coloca a opção de e-mail e outros canais de comunicação para esta finalidade. O IBGE utilizará essa estrutura para garantir agilidade, segurança e confiabilidade na coleta de dados, sendo que as ligações serão originadas pelo número (21) 2142-0123.

Os entrevistados responderão a perguntas sobre perdas de imóveis, interrupções na vida pessoal, condições atuais dos domicílios, impactos na saúde física e mental, e ações de recuperação. A ideia é construir um retrato estatístico e social dos efeitos das enchentes entre abril e maio deste ano.

A partir de 15 de setembro, o estudo entra em sua etapa principal: serão 15 mil entrevistas em domicílios de todo o Rio Grande do Sul, com coleta de dados até 15 de dezembro. A divulgação oficial dos resultados está prevista para março de 2026.

Para Juliana Paiva Vasconcellos, do IBGE, a escolha de Santa Cruz do Sul e do Cisvale reforça a importância da região na agenda de reconstrução. “É simbólico estarmos aqui para esse lançamento. O Vale foi muito afetado, mas também mostrou uma capacidade de organização que faz a diferença na resposta aos desastres”, destaca a coordenadora.

Sicredi oficializa doação das estações meteorológicas ao Cisvale

Ato ocorreu durante a assembleia de prefeitos em Vera Cruz e reforça estrutura do Comitê Pró-Clima

Vera Cruz – A assembleia de prefeitos do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), realizada nesta quarta-feira (18), em Vera Cruz, marcou a oficialização da doação de seis estações meteorológicas ao Comitê Pró-Clima. A iniciativa do Sicredi Vale do Rio Pardo fortalece as ações de prevenção e adaptação às mudanças climáticas na região.

O termo de doação foi assinado pelo presidente do Sicredi, Heitor Petry, pelo presidente do Cisvale, Gilson Becker, e pelo presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), Nestor Ellwanger. O gesto simboliza a união entre cooperativa e gestores públicos em prol da proteção das comunidades.

As estações meteorológicas integram o conjunto de projetos do Comitê Pró-Clima, que atua em quatro eixos estratégicos. Os equipamentos permitem a coleta de dados em tempo real, fundamentais para o monitoramento de eventos extremos e a tomada de decisões nas áreas de risco.

Durante a assembleia, a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, apresentou ainda o projeto de instalação de sensores de nível hidrológico em municípios da região, em diálogo com o programa estadual que prevê a instalação de 130 sensores no Rio Grande do Sul.

Barcos darão suporte à Defesa Civil

A reunião também oficializou a compra de sete barcos rígidos, com recursos doados pela empresa JTI. Os equipamentos serão destinados aos municípios com Corpo de Bombeiros e vão reforçar as ações da Defesa Civil. Candelária, Encruzilhada do Sul, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Vera Cruz serão contemplados. A medida amplia a capacidade de resgate e resposta rápida em situações de emergência.

Além da compra dos barcos, o consórcio apresentou a proposta que foi aprovada para a contratação de horas-máquinas para execução de serviços de obras e pavimentação, assim como recuperação de acessos em arroios e estradas vicinais.  “Por meio deste edital que será elaborado pelo Cisvale será possível aos municípios contratarem os serviços de forma consorciada, atendendo as necessidades, inclusive em momentos de emergência e calamidade pública”, frisa Léa Vargas, diretora executiva do consórcio.

Agenda Ambiental deve voltar com gincana no segundo semestre

Proposta inclui calendário fotográfico e ações nas escolas; atividades devem marcar os 20 anos do Cisvale, que serão celebrados em outubro


Vera Cruz – A Câmara Setorial de Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) projeta a retomada do projeto Agenda Ambiental Cisvale 2030 – um planeta saudável, um futuro sustentável, ainda neste ano. A proposta foi apresentada durante reunião técnica realizada nesta quarta-feira, 18, durante a Feira da Produção, em Vera Cruz. A proposta de cronograma prevê a realização de uma gincana regional entre escolas, paralelo à realização de um concurso fotográfico para compor o calendário de 2026.

Conforme o coordenador da Câmara, Ricardo Konzen, a gincana será viável apenas com o engajamento dos municípios e das secretarias de Educação. “Precisamos resgatar as ações de educação ambiental, envolver as escolas e criar uma agenda regional que motive a participação. A gincana só funciona se todos os municípios estiverem integrados”, destaca. Segundo ele, a intenção é ouvir os professores e verificar a possibilidade de encaixar a atividade ainda no segundo semestre. A premiação está prevista para outubro, em comemoração ao Dia da Criança e aos 20 anos do Cisvale.

A diretora executiva do consórcio, Léa Vargas, ressaltou o potencial da proposta, diante da necessidade da retomada das ações da Agenda Ambiental Cisvale 2030. “A gincana promove uma competitividade saudável, que mobiliza estudantes, educadores e comunidades. É uma ferramenta eficiente para sensibilização e formação ambiental.” A proposta deverá ser discutida com secretários de educação dos municípios, para não entrar em conflito com os calendários letivos e de atividades escolares. Venâncio Aires já realiza uma gincana municipal, para escolha de um mascote para as ações de educação ambiental. O município confirmou a interação à disputa regional.

Outra proposta que poderá ser realizada em paralelo é a de criação de um concurso fotográfico, voltado à valorização do patrimônio natural dos municípios. As 12 imagens vencedoras deverão compor o calendário regional de 2026. Além disso, será criado um banco de imagens para uso institucional e educacional.


Recuperação de áreas e taludes


Além das ações nas escolas, por meio da Agenda Ambiental, a reunião técnica abriu espaço para a apresentação de propostas de compensação ambiental. Municípios como Rio Pardo, Sinimbu, Vale Verde e Vera Cruz trouxeram iniciativas voltadas à proteção de taludes e recuperação de áreas de preservação permanente e taludes de rios da região.

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, já existem recursos disponíveis por meio de programas em nível estadual, financiados pela iniciativa privada. Uma nova reunião será realizada para definir os próximos passos e formatar um plano de trabalho regional. “Precisamos dar continuidade a projetos que dialogam com o que os municípios já estão fazendo. Essa é a função do consórcio: somar forças e transformar ideias em ações”, afirma o presidente.



Seminário regional


Ainda no rol de atividades da Câmara Setorial de Meio Ambiente do Cisvale está a possibilidade de realização de um seminário regional para tratar do tema dos resíduos sólidos na região. A iniciativa se integra à atualização do Plano Regional de Destinação de Resíduos Sólidos na Região.
Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal de Venâncio Aires, Gustavo von Helden tema é de extrema importância, uma vez que o transbordo de resíduos e destinação final atualmente configuram-se como um alto custo aos municípios da região.

Uma nova agenda deverá ser criada para a discussão a respeito da possibilidade de realização de um seminário, com a apresentação de soluções para a destinação de resíduos sólidos, que constitui uma demanda crescente, com a produção diária de 203,4 toneladas de resíduo por dia.