Instituto BAT e Cisvale formam 29 empreendedores a tirarem seus negócios do papel

Curso realizado em Santa Cruz do Sul, no Centro de Treinamento Profissional do Sindicontábil contou com alunos dos municípios de Pantano Grande, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale Verde e Vera Cruz; ainda este ano, módulo para formação de jovens rurais será lançado

Santa Cruz do Sul – O Instituto BAT Brasil e o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) formou a primeira turma de empreendedores, por meio do projeto “Decola Negócios”, criado pela multinacional. O curso, realizado na última semana, no Centro de Treinamento Profissional do Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Rio Pardo (Sindicontábil), contou com a participação de 29 empreendedores dos municípios de Pantano Grande, Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale Verde e Vera Cruz. Com foco na preparação para gerência de seus negócios próprios, o projeto já formou mais de 1.350 alunos em 16 estados brasileiros. A formatura ocorreu na última sexta-feira, 27 de setembro.

Segundo o coordenador de projetos sociais do Instituto BAT, Carlos Martins, além da jornada de 20 horas-aula, executada em sala, durante a última semana, em Santa Cruz do Sul, os 29 formados participaram de uma consultoria de negócios gratuita, durante três meses. “Com esta experiência eles poderão criar os seus próprios negócios e entender de todas as áreas referentes a ele, como gestão, recursos humanos, finanças, marketing digital e o fomento às parcerias, por meio de parceiros de negócio. É uma semente plantada, no âmbito social e econômico para estes profissionais que participaram”, destaca.

Martins revela que o Instituto BAT, por meio do projeto Decola Negócios, já formou mais de 1.350 alunos em 16 estados brasileiros. “Estamos muito gratos a esta parceria criada com o Cisvale e com o apoio do Sindicontábil, que cedeu um belíssimo espaço para a realização de nossas aulas. Acreditamos que esta será a primeira de muitas jornadas que iremos realizar com o consórcio, que agrega 17 municípios a nossa atuação aqui na região”, avalia o coordenador.

Para a presidente do Cisvale Sandra Backes, a construção desta nova parceria com a BAT Brasil, por meio do Instituto BAT abre novas portas à comunidade regional, criando oportunidades para a população, especialmente na área da educação. “Ficamos muito felizes com esta cooperação criada por meio do nosso consórcio. A formação empreendedora é sempre uma grande porta que se abre aos trabalhadores que decidem ter o seu próprio negócio e veem nele um caminho para a realização de sonhos profissionais”, comenta.

A diretora executiva do Cisvale Léa Vargas agradece ao Instituto BAT por ter escolhido o consórcio como agente multiplicador de oportunidades no Vale do Rio Pardo. “Somos muito gratos por esta parceria iniciada, pois aqui foi dado o pontapé inicial para o sucesso profissional destes alunos que concluíram esta parte da formação. A todos eles, desejamos muito sucesso e prosperidade na missão de empreender. Igualmente, agradecemos ao Sindicontábil pela construção desta parceria”, afirma.

O presidente do Sindicontábil Vale do Rio Pardo Ernani Baier reforçou a necessidade de mais empreendedores no País. Conforme ele, muitos que iniciam no empreendedorismo acabam fracassando, por falta de aprendizado e investimento na formação profissional na área. “Estes jovens que concluíram esta etapa estão em vantagem a tantos outros empreendedores, pois tiveram acesso aos mecanismos para ajudar nesta tarefa. A todos desejamos também votos de sucesso”, disse o presidente.

Para criar Novos Rurais

Outro módulo de formação criado pelo Instituto BAT é o programa Novos Rurais, que está confirmado para ocorrer ainda em 2024, em parceria com o Cisvale, em Santa Cruz do Sul. Segundo o coordenador de projetos Carlos Martins, o programa com foco na formação de jovens do meio rural também foca na criação de empreendimentos e negócios no setor primário. A atividade que terá 40 dias de duração tem previsão de ocorrer ainda no segundo semestre deste ano.

O diferencial, conforme ele, está na conclusão do curso. “Ao final, cada aluno sairá com um plano de negócios para implementar na propriedade da sua família. A partir destes projetos, o Instituto BAT irá aportar até R$ 5 mil para o financiamento desta atividade, tornando viável a realização do projeto”, antecipa. O Novos Rurais ainda não tem data para o início das inscrições, que serão amplamente divulgadas pelo Instituto BAT na região. O curso Novos Rurais também será realizado por meio da parceria com o Cisvale, ofertado aos jovens dos 17 municípios consorciados.

Macrodrenagem e conservação dos solos estão entre os primeiros temas do Comitê

Grupo coordenado pelo Cisvale conclui primeiros projetos para inclusão no plano de metas de resiliência e sustentabilidade do Plano Rio Grande; na próxima semana, Defesa Civil Regional estará em Santa Cruz

Santa Cruz do Sul – O Comitê Pró-Clima definiu os primeiros projetos para incluírem o Vale do Rio Pardo na cartilha de ações do Plano Rio Grande. Entre os destaques aprovados e em fase de conclusão pela equipe técnica do comitê estão os projetos de macrodrenagem regional dos municípios e a conservação de solos, que embora pertençam a eixos diferentes de atuação, complementam-se como ações voltadas à resiliência e a adaptação a eventos climáticos extremos no Vale do Rio Pardo. Além destas duas áreas, há a proposta de recuperação da bacia hidrográfica do Rio Pardo e a criação do Centro regional de monitoramento – proposta que será submetida à Defesa Civil Regional na próxima semana.

Conforme a presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Sandra Backes, os projetos debatidos na última reunião do comitê, ocorrida na manhã desta sexta-feira, 6, em Santa Cruz do Sul, apontam para áreas prioritárias dos quatro eixos de atuação: resiliência climática, gestão de recursos hídricos, infraestrutura e sustentabilidade e recuperação de solos. “Nós já formatamos, pelo menos, um projeto de cada área. No entanto, os que já estão mais avançados e em fase de conclusão são também prioridades. A macrodrenagem regional e a recuperação dos solos – dos eixos três e quatro – figuram nesta lista”, destaca.

O PróBacia – Projeto de Macrodrenagem e Resiliência às Cheias no Vale do Rio Pardo e o Pró-Solo VRP – Programa de Conservação de Solos e Água do Vale do Rio Pardo estão em fase de conclusão. “Estes projetos têm uma importância muito grande, pois estão ligados a necessidade da região em se adaptar ao clima e a estes eventos extremos. Estas propostas serão apresentadas ao Comitê Gestor do Plano Rio Grande ainda no mês de setembro, para que a adesão da nossa região seja efetivada neste projeto”, pontua Sandra.

Ainda no rol de projetos, o Eixo 1 projeto o Centro Regional e pelo Eixo 2 o projeto para estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo para mapeamento, desassoreamento e revitalização. “No que se refere ao projeto do Centro Regional, esta proposta ainda será discutida com a Defesa Civil Regional, em uma agenda marcada para a próxima semana. Precisamos entender como o órgão vê esta necessidade e como este projeto pode colaborar da melhor forma com a nossa região”, esclarece a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

O encontro com a Defesa Civil Regional está marcado para a próxima terça-feira, dia 10, às 10 horas, na Sala de Reuniões do Cisvale em Santa Cruz do Sul. “Esta reunião contará com a presença do governo do Estado, por meio da Defesa Civil Regional, com o coronel Claiton Marmitt. Com este encontro, também teremos condições de concluir este projeto que está no Eixo 1 do Comitê Pró-Clima”, desata a presidente Sandra Backes. A conclusão dos primeiros projetos do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo deverá ocorrer até o dia 16 de setembro, quando deverá iniciar o processo de credenciamento das iniciativas junto ao Plano Rio Grande.

Saiba mais

Além da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale, o Comitê Pró-Clima é formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); a Faculdade Dom Alberto; o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), o Comitê Pardo, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS).

Macrodrenagem e conservação dos solos estão entre os primeiros temas do Comitê

Grupo coordenado pelo Cisvale conclui primeiros projetos para inclusão no plano de metas de resiliência e sustentabilidade do Plano Rio Grande; na próxima semana, Defesa Civil Regional estará em Santa Cruz

Santa Cruz do Sul – O Comitê Pró-Clima definiu os primeiros projetos para incluírem o Vale do Rio Pardo na cartilha de ações do Plano Rio Grande. Entre os destaques aprovados e em fase de conclusão pela equipe técnica do comitê estão os projetos de macrodrenagem regional dos municípios e a conservação de solos, que embora pertençam a eixos diferentes de atuação, complementam-se como ações voltadas à resiliência e a adaptação a eventos climáticos extremos no Vale do Rio Pardo. Além destas duas áreas, há a proposta de recuperação da bacia hidrográfica do Rio Pardo e a criação do Centro regional de monitoramento – proposta que será submetida à Defesa Civil Regional na próxima semana.

Conforme a presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), Sandra Backes, os projetos debatidos na última reunião do comitê, ocorrida na manhã desta sexta-feira, 6, em Santa Cruz do Sul, apontam para áreas prioritárias dos quatro eixos de atuação: resiliência climática, gestão de recursos hídricos, infraestrutura e sustentabilidade e recuperação de solos. “Nós já formatamos, pelo menos, um projeto de cada área. No entanto, os que já estão mais avançados e em fase de conclusão são também prioridades. A macrodrenagem regional e a recuperação dos solos – dos eixos três e quatro – figuram nesta lista”, destaca.

O PróBacia – Projeto de Macrodrenagem e Resiliência às Cheias no Vale do Rio Pardo e o Pró-Solo VRP – Programa de Conservação de Solos e Água do Vale do Rio Pardo estão em fase de conclusão. “Estes projetos têm uma importância muito grande, pois estão ligados a necessidade da região em se adaptar ao clima e a estes eventos extremos. Estas propostas serão apresentadas ao Comitê Gestor do Plano Rio Grande ainda no mês de setembro, para que a adesão da nossa região seja efetivada neste projeto”, pontua Sandra.

Ainda no rol de projetos, o Eixo 1 projeto o Centro Regional e pelo Eixo 2 o projeto para estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo para mapeamento, desassoreamento e revitalização. “No que se refere ao projeto do Centro Regional, esta proposta ainda será discutida com a Defesa Civil Regional, em uma agenda marcada para a próxima semana. Precisamos entender como o órgão vê esta necessidade e como este projeto pode colaborar da melhor forma com a nossa região”, esclarece a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

O encontro com a Defesa Civil Regional está marcado para a próxima terça-feira, dia 10, às 10 horas, na Sala de Reuniões do Cisvale em Santa Cruz do Sul. “Esta reunião contará com a presença do governo do Estado, por meio da Defesa Civil Regional, com o coronel Claiton Marmitt. Com este encontro, também teremos condições de concluir este projeto que está no Eixo 1 do Comitê Pró-Clima”, desata a presidente Sandra Backes. A conclusão dos primeiros projetos do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo deverá ocorrer até o dia 16 de setembro, quando deverá iniciar o processo de credenciamento das iniciativas junto ao Plano Rio Grande.

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Além da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale, o Comitê Pró-Clima é formado pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); a Faculdade Dom Alberto; o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), o Comitê Pardo, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS).

Atualização dos planos de contingência pauta Comitê

Em reunião com representantes da Defesa Civil dos municípios e com o tenente-coronel Alexandre Moreira Pereira, da Defesa Civil Regional tema foi abordado pelo Eixo I do Comitê Pró-Clima Vale do Rio Pardo

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) reuniu os membros do Eixo I do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, acompanhados de representantes da Defesa Civil, para dar início ao processo para a atualização dos planos municipais de contingência. Durante o encontro, que contou com a presença do tenente-coronel Alexandre Moreira Pereira, da Defesa Civil Regional, foi apresentada a possibilidade de criação de um Centro Regional de Alerta e Monitoramento de Desastres no Vale do Rio Pardo.

De acordo com a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a principal tarefa a ser realizada de forma conjunta pelos 17 municípios consorciados está na atualização dos planos de contingência, utilizados para dar início às operações da gestão pública antes, durante e após eventos extremos do clima. “Solicitamos aos coordenadores da defesa civil dos municípios consorciados, para que seja feito um levantamento de necessidades para atualização dos planos de contingência da defesa civil dos municípios, que têm prazo para atualização”, destaca ao confirmar que, inicialmente, os municípios têm até o dia 12 de setembro para encaminhar essa demanda.

Outro ponto levantado pelo grupo e destacado pela diretora executiva do Cisvale está relacionado à qualificação das defesas civis dos municípios. A ideia é promover a possibilidade de capacitação aos coordenadores de Defesa Civil dos municípios, pelo Estado, assim como a aquisições de materiais para o enfrentamento de desastres.

Para o tenente-coronel Alexandre Pereira Moreira, a instituição Defesa Civil nunca teve uma importância tão grande dentro dos municípios antes da tragédia de maio. “A gente entende que a maioria são prefeituras pequenas, que não tem uma preparação maior. O ideal é que as prefeituras tenham funcionários efetivos, de carreira à frente das defesas civis”, recomenda Moreira, ao ressaltar a importância de os planos de contingência serem atualizados de forma constante.

Monitoramento do clima

A reunião dos membros do Eixo I – Gestão do Clima e Resiliência a Desastres do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo – também apontou a necessidade de instalação de um Centro Regional de Alerta e Monitoramento de Desastres no Vale do Rio Pardo, como parte integrante das ações do Plano Rio Grande.

Na reunião técnica realizada pelo vice-governador do Estado, Gabriel Souza, foi confirmada a criação de uma unidade adjunta ao Centro Regional do Vale do Taquari, que será criado em Lajeado. “Agora queremos apresentar ao comitê gestor do Plano Rio Grande a possibilidade de criação de um centro de monitoramento de desastres junto a esta unidade local”, defende a presidente do Cisvale, Sandra Backes.

Iniciativa fantástica

A criação do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo foi elogiada pelo tenente-coronel Alexandre Moreira Pereira. Segundo ele, a articulação regional das entidades pode servir de modelo para outras regiões do Rio Grande do Sul. “Eu preciso parabenizar a iniciativa do consórcio, inclusive vou levar este exemplo para minha região. É um desastre sem proporções, que ninguém gostaria de ter passado, mas temos que conviver com esta situação a partir de agora”, garante.

Pereira classificou como “fantástico” o trabalho realizado para o gerenciamento e resiliência aos desastres, por meio do Comitê Pró-Clima. “Estão sendo colocadas dentro do consórcio entidades apolíticas, pois este ano teremos eleições, e talvez depois disso, haja uma renovação muito grande nas Defesas Civis. Por isso podemos dizer que a iniciativa é fantástica”, classifica.

Além do Cisvale, atuam junto no Comitê Pró-Clima a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), o Comitê Pardo, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS).

Estado atende Cisvale e amplia prazo para adesão do Pró-Clima

Encontro realizado na manhã desta quarta-feira, 21, em Santa Cruz do Sul, também confirmou a instalação de uma unidade adjunta da Defesa Civil estadual

Santa Cruz do Sul – O vice-governador do Estado Gabriel Souza confirmou pessoalmente ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), a ampliação do prazo para inclusão de projetos estruturantes do Comitê Pró-Clima Vale do Rio Pardo ao Plano Rio Grande. Souza, que preside o Comitê Gestor do plano, esteve reunido com prefeitos, lideranças e membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Consórcio também confirmou a entrada do Cisvale como órgão regional no Plano Rio Grande, para concentrar, por meio dos 17 municípios consorciados, a elaboração de propostas de resiliência, adaptação e reconstrução pós-eventos climáticos extremos, como os ocorridos no último mês de maio. Na manhã desta quinta-feira, 22, já ocorre a primeira reunião on-line entre consórcio, municípios e os técnicos do Piratini. 

O Comitê Gestor do Plano Rio Grande realizou nesta quarta-feira, 21, a 16ª reunião temática do grupo em Santa Cruz do Sul. Durante o encontro, conduzido pelo vice-governador do Estado, a presidente do Cisvale, Sandra Backes, apresentou o Comitê Pró-Clima Vale do Rio Pardo, elencando as entidades e instituições que integram o grupo. “Nós, por meio do Cisvale, criamos um comitê Pró-Clima, contemplados por nossos municípios, entidades que foram trazidas para integrar esta ação. Realizamos encontros semanais, para a divisão das tarefas, pois temos um interesse muito grande em fazer parte deste plano”, destaca a presidente.

Ainda durante a sua manifestação, Sandra encaminhou, de maneira formal, o pedido para adesão ao projeto, acompanhado da solicitação de ampliação no prazo de inclusão de propostas no Plano Rio Grade, ação que agrega projetos para resiliência, atendimento pré e pós-evento climático severo, programado para os próximos 25 anos. “Estamos aqui formalizando o pedido, via documento assinado pelas entidades Cisvale, Amvarp, Corede Vale do Rio Pardo, Unisc e Comitê Pardo. Queremos também pedir a prorrogação do prazo do dia 25, próxima sexta-feira, para que toda a região possa apresentar ao estado os nossos planos”, frisa a presidente.

O vice-governador que já havia dito que o prazo para inclusão de projetos havia sido dilatado, reconheceu a importância da ação regional e confirmou a prorrogação. “O Cisvale pode apresentar projetos regionais, pois é um consórcio robusto e atuante. É muito importante que o consórcio esteja envolvido neste processo. Ouvindo esta solicitação, iremos sim prorrogar a entrega de projetos”, confirma.

Souza convocou também uma reunião on-line com os membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale, representantes dos 17 municípios consorciados e a área técnica do Comitê Gestor do Plano Rio Grande. “Faremos já este primeiro encontro, na manhã desta quinta-feira, para que os nossos técnicos possam explicar como o processo todo pode ser feito. É muito importante que todos os municípios incluam planos e ideias para colaborar com a construção do Plano Rio Grande”, pontua o vice-governador do Estado.

O Comitê Pró-Clima Vale do Rio Pardo já criou a estrutura para elaboração de projetos para a região. Por meio dos quatro eixos-temáticos, nas áreas de resiliência e gestão climática, gestão de recursos hídricos, infraestrutura e urbanização sustentáveis e recuperação de solos. Ao todo, foram elencadas 19 metas que já estão sendo trabalhadas pelos grupos temáticos do comitê. “Está é uma pauta muito importante e a ciência, por meio da universidade, está junto com o governo do Estado. Este tema não é de um só agente, mas de toda a sociedade”, declara o reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Rafael Henn.

Região terá unidade estadual da Defesa Civil

Entre os questionamentos encaminhados pela presidente Sandra Backes durante a reunião de trabalho com o vice-governador Gabriel Souza está a inclusão definitiva do Vale do Rio Pardo nas ações práticas do Plano Rio Grande. “Queremos ter a certeza de que nossos municípios estão contemplados com estas ações e este atendimento do plano que é grandioso”, reforça Sandra.

O vice-governador confirmou a instalação de uma base de atuação da Defesa Civil Estadual no Vale do Taquari e uma Adjuntoria – uma espécie de sede auxiliar, com equipamentos e militares do órgão estadual na região. “Podemos até pensar na instalação de uma estação climática, em uma eventual parceria envolvendo a Unisc também. As ações do Plano Rio Grande são formatadas para serem melhoradas por meio da participação dos municípios também”, reforça Souza.

Cisvale e Comitê Pró-clima estabelecem 19 metas para o Vale do Rio Pardo

Projetos foram divididos em quatro eixos temáticos, cujo foco são a resiliência e gestão de desastres, gestão de recursos hídricos, infraestrutura e recuperação de solos; proposta será apresentada ao governo do Estado

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e o Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo estabeleceram um conjunto de 19 metas para o trabalho de adaptação e resiliência às mudanças climáticas da região. As propostas estão divididas em quatro grupos de trabalho por eixos temáticos, cujos objetivos estão centrados na adaptação e resiliência, cuidado dos recursos hídricos e solos e a estrutura das cidades. O Projeto Agenda Ambiental Cisvale 2030, lançado em outubro do ano passado, é parte integrante da proposta de trabalho que será apresentada na próxima quarta-feira, 21, ao vice-governador Gabriel Souza, em agenda em Santa Cruz do Sul.

Conforme a presidente do Cisvale, Sandra Backes, os grupos de trabalho foram formado por membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do consórcio e entidades regionais. Atuam junto no Comitê Pró-Clima a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP), o Comitê Pardo, a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o de Engenharia e Agronomia do Estado do Rio Grande do Sul (Crea – RS). A partir da formação, foram estabelecidos quatro grupos de trabalho, divididos em eixos temáticos, conforme a área principal de atuação, para nortear o trabalho no Vale do Rio Pardo. “Entendendo as nossas necessidades e as adversidades que vivemos durante as enchentes do mês de maio, conseguimos estruturar as ações conforme esta organização que prioriza as áreas de maior necessidade. Temos que criar uma cultura de resiliência e adaptação ao clima, com estratégias de gestão para desastres naturais”, destaca a presidente.

Dentro do grupo de tarefas do eixo resiliência, o projeto pioneiro de educação ambiental do consórcio, a Agenda Ambiental Cisvale 2030, lançada em outubro do ano passado, deverá contemplar o tema eventos extremos, passado por uma atualização. “É fundamental seguirmos com este importante projeto com o objetivo ajustado à nossa realidade recente. Falar e entender sobre o meio ambiente nunca foi tão importante”, argumenta.

Sandra explica que o segundo ponto diz respeito à gestão de recursos hídricos e a revitalização de ecossistemas da região. Infraestrutura e projetos de urbanização sustentáveis são o terceiro eixo e a recuperação de solos o quarto pilar de trabalho (veja lista completa abaixo). “Nossa região tem na produção primária e na agricultura uma das suas maiores forças econômicas. A recuperação e solos agrícolas e a implementação da sustentabilidade no meio rural são medidas que também precisam estar alinhadas com estas propostas”, pontua a presidente Sandra.

Segundo a diretora executiva do Cisvale Léa Vargas, na próxima quarta-feira, 21, quando o Comitê Gestor do Plano Rio Grande estará em Santa Cruz do Sul, em uma agenda com o vice-governador do estado Gabriel Souza, a criação do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo e a estruturação do trabalho, com as 19 metas elencadas, serão entregues oficialmente ao governo. As entidades que compõe o comitê que farão a entrega do ofício ao vice-governador. “Será solicitada a inclusão definitiva do Vale do Rio Pardo no Plano Rio Grande, assim como a instalação de uma central regional do plano para nossa região”, complementa Léa.

União regional pró-clima

Para o presidente do Conselho Regional do Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, a criação do Comitê Pró-Clima reside é a representação material da capacidade da região em fazer conexões para o benefício comum. “Com isso, conseguiremos entender melhor a real situação da nossa região, para que juntos, possamos criar ações para mitigar e prevenir futuros eventos climáticos adversos”, destaca ao dizer que esta característica agregadora está no cerne dos princípios do Corede. “Integrar todos os segmentos para que juntos possamos olhar para o meio ambiente e compreendê-lo, cada vez melhor. Isso nos leva a participar desta iniciativa.”

O coordenador Centro Socioambiental da Unisc, Paulo Theisen explica que, a partir do Plano Rio Grande, a região tem como objetivo a construção de projetos e propostas, considerando a realidade do Vale do Rio Pardo. “Queremos apresentar um conjunto de propostas específicas e personalizadas da região, para junto aos governos do Estado e a União, buscar recursos para atender estas demandas municipais, regionais e que fazem a interação de um município com o outro, explorando o conceito da importância de se considerar a bacia hidrográfica como um todo”, reforça. Theisen destaca ainda a necessidade de instalação de um Centro Regional Integrado para monitoramento de desastres naturais, “para em conjunto defender os interesses e necessidades da nossa região como um todo.”    

Eixos temáticos e metas do Comitê Pró-Clima VRP

Eixo 1 – Resiliência Climática e Gestão de Desastres

– Diagnósticos dos riscos e vulnerabilidades;

– Revisão dos Planos Diretores Municipais;

– Plano de Contingência e Resposta à Desastres;

– Engajamento da comunidade e comunicação eficaz para resiliência à desastres;

– Capacitação e preparo dos agendes da Defesa Civil;

– Centro Regional integrado de alerta e monitoramento de desastres;

– Educação ambiental com foco em eventos extremos – atualização da Agenda Ambiental Cisvale 2030.

Eixo 2 – Gestão de Recursos Hídricos e Revitalização de Ecossistemas

– Gestão Integrada de Recursos Hídricos;

– Sistema de alerta precoce e monitoramento hidroclimático;

– Estudo hídrico e revitalização de arroios e rios;

– Projeto de monitoramento e ampliação da qualidade da água e biodiversidade da bacia hidrográfica do Vale do Rio Pardo;

– Expansão do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais;

– Estudo de clusters no Vale do Rio Pardo (sugestão: Sinimbu).

Eixo 3 – Infraestrutura e Urbanização Sustentável

– Plano de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica;

– Sistema de Atenuação de Eventos Extremos (foco nas cheias e secas);

– Levantamento Topográfico das Áreas Vulneráveis do Vale do Rio Pardo;

– Requalificação urbana e infraestrutura verde.

Eixo 4 – Recuperação de Solos Agricultáveis e Agricultura Sustentável

– Recuperação de Solos Agrícolas;

– Agricultura Sustentável e Baixo Carbono.

Comitê Pró-Clima define áreas de atuação na próxima sexta-feira

Reunião do grupo irá formatar os eixos de atuação técnica, para a criação de projetos com foco na prevenção e adaptação do Vale do Rio Pardo às mudanças climáticas

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) reúne na próxima sexta-feira, dia 16, municípios e entidades que compõem o Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, para a definição dos membros do colegiado da entidade e formatação dos eixos de atuação regional. A meta é estabelecer grupos de trabalho nas áreas ambientais com maior interesse na região para então a criação de projetos e ações para a prevenção e adaptação às mudanças climáticas na região.

Conforme a presidente do Consórcio, Sandra Backes, após o encontro realizado entre o Comitê Gestor de Meio Ambiente do Cisvale e entidades convidadas, o grupo integrante do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo começará a dar início ao mapeamento de prioridades. “Faremos uma divisão de trabalho para criarmos grupos específicos das áreas de solo, macrodrenagem e assim por diante. Com esta definição de temas e grupos para cada um deles, inicia-se a fase de formatação de projetos para encaminharmos ao governo Estadual e Federal, com o foco na prevenção e na adaptação ao clima na região”, conta Sandra.

Além dos municípios consorciados, representados pela Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale, a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede) integram a força que irá movimentar o comitê. “Cada município e entidade escolheu os seus representantes; e a partir de agora, deverá ter início a formatação do trabalho. Outras entidades convidadas também poderão participar deste Comitê”, explica a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas.

A partir do próximo encontro, que ocorre na sexta-feira, às 8 horas, no Cisvale, o Comitê Pró-Clima deverá iniciar as atividades de maneira efetiva, indicando ações e projetos que deverão ocorrer em consonância com as ações do Plano Rio Grande, criado pelo governo do Estado, com a função de projetar estratégias de adaptação às mudanças climáticas para os próximos 25 anos. “O Cisvale entende que é fundamental a adesão da região do Vale do Rio Pardo, uma vez que vários municípios foram atingidos pelos efeitos das enchentes de maio e a adaptação às mudanças do clima já é uma realidade”, confirma a presidente Sandra Backes. 

Cisvale propõe criação do Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo

Entidade tem como objetivo incluir a sociedade civil regional para integrar o Plano Rio Grande para gerenciamento do clima

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) projeta criar um comitê regional Pró-Clima, para gerenciar e elaborar os projetos, em parceria com universidades e entidades civis organizadas, para junto do Governo Federal e do Estado; objetivando integrar o Plano Rio Grande, aderindo assim às ações de gestão ambiental e reconstrução dos municípios.

Para a presidente do Cisvale, Sandra Backes, o projeto Pró-Clima RS prevê ações para os próximos 25 anos, para garantir a adaptação e gestão do meio ambiente no Rio Grande do Sul. “É um projeto muito importante, que a nossa região que foi tão impactada com as enchentes neste último ano. Nós precisamos aderir a este plano e nos organizar enquanto sociedade para estar junto neste plano”, defende a presidente.

A iniciativa surgiu a partir de uma conversa com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), para que o Vale do Rio Pardo, faça parte de um dos centros de monitoramento do clima, instituídos pelo Plano Rio Grande. A meta é reunir universidades, órgãos regionais como a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), Comitê Pardo, membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do consórcio e demais entidades de classe, na construção do Comitê Pró-Clima Vale do Rio Pardo. “Este órgão deverá também ampliar os estudos sobre a necessidade de ações e atividades que precisam ser pensadas e executadas, tanto na área ambiental, quanto na agricultura, pois os impactos das últimas enchentes ainda não foram mapeados”, acrescenta o prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker.

Para a diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, a região do Vale do Taquari, vizinha ao Rio Pardo, acabou alcançando uma posição melhor dentro do Plano Rio Grande, por isso, segundo ela, há uma necessidade muito grande de formar um grupo para impulsionar esta ação na região. “A partir do momento que tivermos os primeiros projetos, temos que fazer um movimento técnico-político para mobilizar o governo do estado para atenção a inclusão da nossa região nesta ação macro”, comenta.

O colegiado de prefeitos e membros da Câmara Setorial do Meio Ambiente do Cisvale aprovou a criação do comitê local.  A busca por entidades será liderada pelo Cisvale, Amvarp e Unisc, para instalar novo grupo. O próximo encontro ocorre nesta sexta-feira, dia 9, às 9 horas, no Auditório do Cisvale, em Santa Cruz do Sul.

Região Metropolitana do Vale do Rio Pardo

Participando da audiência em Santa Cruz do Sul, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Rafael Mallmann, sugeriu que a mobilização regional, por meio do Comitê e das entidades, levar a Assembleia Legislativa, a possibilidade da criação da região Metropolitana do Vale do Rio Pardo. “Com esta configuração da região, será possível acessar vários recursos e programas de desenvolvimento focado em regiões metropolitanas”, declara Mallmann.

“Acreditamos que esta iniciativa é outra ação que deve ser encabeçada pelo Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, para que este movimento seja efetivo e atuante junto ao governo do Estado”, complementa a presidente do consórcio.

RS irá liberar até R$ 1,5 milhão para desassoreamento

Durante a reunião realizada do Cisvale, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Rafael Mallmann, apresentou o projeto para desassoreamento de rios no Estado. Segundo ele, serão contemplados, por ordem de inscrição, municípios em situação de calamidade e emergência.  “Já está aprovado pelo governador Eduardo Leite, o valor de R$ 1,5 milhão para municípios em estado de calamidade e 750 mil para municípios em estado de emergência, para usar no desassoreamento dos rios, serviço que será executado com o maquinário e equipes do RS”, garante Mallmann.

De acordo com ele, estão reservados no orçamento do Estado, R$ 300 milhões para o trabalho. “É importante destacar que este serviço será feito em parceria com os municípios, que é quem vai indicar trecho, volume e tipo de material que será desassoreado.  Este processo depende da apresentação de um projeto, para que seja escalonado o serviço”, revela.

Conforme Mallmann, como contrapartida, os municípios precisam ter a atualização dos Planos de Contingência, levando em conta as enchentes do mês de maio, assim como um Plano de Drenagem Urbana. “Para os municípios que ainda não têm estes estudos, os gestores devem encaminhar um termo de compromisso, informando que estas condições serão cumpridas”, ressalta o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano.

Segundo a presidente do Cisvale, Sandra Backes, o trabalho de atualização dos Planos Municipais de Saneamento Básico e estudo socioambiental, que o consórcio contratou via Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), estas contrapartidas estão contempladas. “Este trabalho já foi iniciado e avança, conforme um cronograma próprio, para viabilizar estas atualizações dos nossos municípios”, justifica.

O governo do Estado já está licitando a compra de equipamentos para criação de uma força-tarefa com 45 equipes atuando no desassoreamento dos rios. O prazo de inscrição para os projetos já está aberto, e encerra-se no próximo dia 27. Segundo o Estado, o atendimento ocorrerá conforme a ordem de inscrição do município.

Estado apresenta a municípios do Cisvale proposta de pagamento por cuidados ambientais

“Agenda Pró-Clima 2050” será apresentado nesta quarta-feira, 07/08, em Santa Cruz do Sul; Plano traz metas e ações, como o desassoreamento de recursos hídricos e a remuneração por serviços ou preservação do meio ambiente

Santa Cruz do Sul – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) recebe nesta quarta-feira, 07/08, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano – SEDUR, para apresentação do plano Agenda Pró-Clima 2050. O documento que concentra ações para os próximos 25 anos apresenta também as regras dos programas de incentivo ao cuidado e preservação ambiental, assim como a proposta de desassoreamento de recursos hídricos. Encontro ocorre no auditório do Cisvale, a partir das 13h30min. 

De acordo com a presidente do Cisvale, Sandra Backes, a intensão do consórcio é reunir Prefeitos, Secretários e técnicos da Câmara Setorial do Meio Ambiente, junto aos municípios associados, para esclarecer as propostas do estado, especialmente àquelas ligadas ao incentivo à preservação. “O documento com as ações, que projeta mais de R$ 1,7 bilhão de investimentos na recuperação e cuidado com o meio ambiente revela planos de compensação pela criação de reservas permanentes, remuneração por serviços ambientais e o desassoreamento de recursos hídricos, ação esta que é vital nossa região”, explica.

Na proposta do estado também está descrito o Plano de Adaptação e Resiliência, formado pelos projetos de desassoreamento dos rios, dividindo esta ação em dois eixos, para recursos hídricos de pequeno porte e recursos hídricos de médio e grande porte. “Nossa expectativa é grande, até mesmo para entender como isso tudo irá funcionar, quanto a elaboração de projetos básicos e qual é a perspectiva para a nossa região”, complementa a presidente do Cisvale.

Cisvale amplia debate ao exibir soluções tecnológicas para desastres naturais

Assembleia destacou projetos relacionados ao meio ambiente, nos quais a capacidade de resiliência e ações efetivas que precisam ser adotadas a partir de agora

Vera Cruz – O Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) realizou na última quarta-feira, 24, a assembleia geral com prefeitos associados junto à Feira da Produção, em Vera Cruz. Na pauta do consórcio, projetos e propostas pós-enchentes para a adaptação e reconstrução dos municípios.

Conforme a presidente do Consórcio, Sandra Backes, após os eventos climáticos de maio, a realidade da região foi completamente alterada. “Nosso próprio município (Sinimbu) acabou se tornando um grande laboratório de estudo para que se tome decisões e medidas neste pós-enchente”, define.

O engenheiro civil Lucas Reginato, apresentou um novo método de avaliação para uma edificação atingida por enchentes. “A ReHabilar tem como proposta ir além dos problemas causados pelas enchentes, entender quais os problemas que poderão surgir a partir do evento de enchente e mapear custos para a recuperação”, conta o engenheiro.

Segundo ele, a partir do estudo e mapeamento detalhado das edificações, torna-se possível criar projetos e cronogramas de recuperação, com a capacidade de quantificar estes recursos. “A avaliação dura em torno de 15 minutos, fazendo com que os dados estejam disponíveis ao gestor em quase tempo real. Avaliamos 50 edificações em Sinimbu, e pudemos constatar até o tipo de material utilizado nas edificações. Isso pode inclusive estar definindo nos planos diretores dos municípios, para criar estratégias de reabilitação nestas áreas”, revela.

A necessidade de municípios resilientes

Conforme o pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Daniel Allasia inundações estão entre os principais desastres naturais, especialmente nas pequenas bacias hidrográficas, situação que torna este tipo de evento praticamente inevitável. “Percebemos que é dada maior atenção à região Metropolitana, e os municípios da região Central acabaram ficando em segundo plano”, aponta o pesquisador.

Segundo ele, em média, a cada 20 anos uma grande enchente atinge municípios da região, e isto não está mapeado em níveis federais. “O que se precisa trabalhar é que estes municípios, onde ocorrem estes eventos cíclicos precisam estar preparados e equipados. Um dos primeiros pontos é mapear por batimetria o fundo dos rios, para criar as estratégias nas cidades”, diz Alassia, ao destacar que além destas ações, a previsão de desastres precisa estar focada na mancha de inundação e áreas que serão atingidas em um evento. Segundo ele, hoje este serviço não existe no Rio Grande do Sul.

Na avaliação do pesquisador, é necessário que consórcios regionais sejam utilizados como parceiros para a captação de recursos para implantar soluções resilientes, com capacidade de suportar desastres naturais, com o mínimo de perda ou risco à população.

Sinergia para a região

Conforme o professor e pesquisador da Universidade de Santa Cruz do Sul, Marcelo Luís Kronbauer, o conceito de resiliência está muito próximo da sinergia regional, para que as ações que precisam ser tomadas sejam otimizadas, quanto ao uso de recursos e assertivas no que se refere aos resultados. “Todos os projetos que estão em abafamento e que são propostos precisam desta sinergia na região, porque precisaremos deixar de pensar nos limites dos municípios neste novo normal”, define.

A Unisc também prepara a instalação de estações de monitoramento nas bacias hidrografias, para gerar informações e dados de precisão para o alerta às comunidades ribeirinhas e municípios banhados pelos rios. “Estamos juntos para, inclusive, buscar recursos para a implementação destas ações, para não onerar as prefeituras com estas ações e dispositivos para auxiliar no trabalho de prevenção e resposta rápida aos eventos”, complementa Kronbauer.

Em sua manifestação, a presidente do Cisvale destacou que urge a necessidade de inclusão da região no Plano Rio Grande, criado para a adaptação das áreas atingidas pela catástrofe do clima. “É essencial que sejamos incluídos neste projeto, pois todos os municípios da nossa região precisam de planos e programas coletivos para recuperação e adaptação a esta nova realidade”, define Sandra Backes ao antecipar que será criada uma Comissão Regional, por meio do Cisvale, Amvarp, universidades, faculdades, e outras entidades regionais, para desenvolver ações e projetos para o Vale do Rio Pardo, com foco na prevenção e adaptação aos eventos climáticos.