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Cisvale e Unisc iniciam testagem para identificar progressão da Covid-19 neste sábado

No próximo final de semana, 1 e 2 de agosto, terá início a pesquisa encomendada pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), que irá mensurar a soroprevalência de SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) na região. Ao todo, serão quatro etapas de realização de testes, uma a cada 14 dias, sempre aos finais de semana, a partir das 8 horas.

Em cada etapa, serão aplicados 1.063 testes rápidos, divididos entre os 14 municípios de abrangência do Cisvale, que serão coletados a partir de uma gota de sangue retirada da ponta do dedo da pessoa testada, totalizando 4.252 testes aplicados na população. A condução local da coleta de dados em cada município vai ser coordenada e supervisionada pela equipe técnica da pesquisa.

“Os coletadores serão servidores das secretarias municipais de Saúde, sendo profissionais de nível técnico ou superior”, explicou a professora doutora Mari Ângela Gaedke, que integra a equipe técnica da pesquisa. Todos estão sendo treinados antes de irem a campo e irão utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como máscara, avental, luvas e óculos de proteção. “Sempre na sexta-feira que anteceder as pesquisas, todos os coletadores e supervisores passam por um treinamento com a equipe técnica, sendo que todos são testados previamente para Covid-19”, complementou Mari Ângela. 

Auxílio para a tomada de decisões

A pesquisa encomendada pelo Cisvale em parceria com a Unisc, com apoio da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e da Philip Morris Brasil, irá apresentar um estudo transversal de base populacional com uma amostra representativa da população do Vale do Rio Pardo. Conforme o prefeito de Pantano Grande e presidente do Cisvale, Cássio Nunes Soares, a pesquisa ressalta a importância em instituir ações relacionadas a políticas de saúde pública e de gestão socioeconômica.

“Desde o início da pandemia, estamos trabalhando em conjunto com a Amvarp para implementar ações de sucesso nesse enfrentamento. Agora, com a orientação técnica de um estudo científico, será possível mensurar e identificar o cenário da Covid-19 na nossa região, de maneira que possa auxiliar a tomada de decisões pelos municípios mais à frente”, comentou o presidente do Cisvale.

Conforme o professor e médico infectologista Marcelo Carneiro, que é o coordenador geral da pesquisa, os resultados dos testes serão divulgados ao final de cada rodada. “Em até quatro dias, já iremos publicar um resultado parcial da pesquisa e, na sequência, detalhar como foi o processo”, ressaltou.

O portal GeoSaúde Unisc, que pode ser acessado pelo link geosaudevrp.org, também irá fornecer informações sobre as coletas. “Com este trabalho, entre uma etapa e outra, esperamos observar se vem ocorrendo uma progressão ou uma estabilização dos casos de Covid-19 na nossa região”, detalhou Carneiro. A previsão é de que a última etapa ocorra nos dias 12 e 13 de setembro.

Imagem mostra reunião que ocorreu na Unisc

Unisc e Cisvale lançam portal de informações sobre a Covid-19

A parceria entre o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) foi ampliada com a confecção de um portal. O site, batizado de GeoSaúde Unisc, vem sendo desenvolvido por grupos de pesquisa da instituição de ensino, e irá fornecer dados e informações sobre o estudo a ser iniciado no próximo dia 18, que irá mensurar a soroprevalência de SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) na região.

Contudo, o espaço virtual promete ser abastecido também com outras questões relativas à saúde e à educação, se tornando um repositório de produção científica. “A ideia é que o portal conte com dissertações de mestrado, teses de doutorado, artigos publicados em periódicos e links de dossiês acerca dos temas tratados pelos grupos de pesquisa e sobre a Covid-19”, ressaltou um dos idealizadores da página, o geógrafo Camilo Darsie.

Segundo ele, a ação foi uma estratégia encontrada como forma de divulgação dos trabalhos de pesquisa associados aos programas de Pós-graduação em Educação, e de Pós-graduação em Promoção da Saúde, ambos realizados na Unisc. “Em cada programa, os grupos de pesquisa desenvolvem investigações relacionadas à Covid-19, diretamente ou sobre temas que se articulam à ela de alguma maneira, caracterizando um trabalho periódico sobre o assunto e sobre a Educação a Saúde em geral”, complementou Darsie, que é doutor em Educação e possui pós-doutorado em Saúde Coletiva.

Site será dividido em sessões

Neste contexto, o geógrafo Camilo Darsie e a professora e psicóloga Betina Hillesheim coordenam o grupo de pesquisa Políticas Públicas, Inclusão e Produção de Sujeitos, no programa de pós-graduação em Educação, enquanto o médico infectologista Marcelo Carneiro organiza as atividades do grupo Tecnologia de Ensino e Segurança do Paciente, no programa de pós-graduação em Promoção da Saúde. Na próxima quarta-feira, três dias antes do início da pesquisa a ser realizada nos 14 municípios de abrangência do Cisvale, a página será lançada na web, e poderá ser acessada através do link geosaudevrp.org.

Imagem mostra o médico Marcelo Carneiro e o geógrafo Camilo Darsie
Médico Marcelo Carneiro e o geógrafo Camilo Darsie

Camilo Darsie explica que o portal GeoSaúde Unisc será dividido em sessões. Uma contará com as informações geradas a partir da pesquisa do Cisvale, com um mapeamento dessa análise sendo feito pelos integrantes dos programas de pós-graduação da Unisc. Já outras duas abas serão destinadas à exploração de materiais acadêmicos de cada grupo de pesquisa.

“O tema Covid-19 será pesquisado por anos em função de todo o impacto causado, tanto na área da saúde como na área da educação ou demais ciências. Por isso faremos do site um grande repositório de material que será fonte para pesquisas sobre o assunto, sendo atualizado ao longo do tempo. A função da Universidade é essa, compartilhar conhecimento e, no caso da Unisc, promover o fortalecimento da comunidade”, complementou Darsie, que também é professor do curso de Medicina da Unisc. O portal GeoSaúde Unisc, desenvolvido tecnicamente pelo mestrando em Educação Bruno Cristiano e pelo estudante de Ciências da Computação Ygor Dreyer, será traduzido para o inglês e para o espanhol.

Primeira prática da pesquisa

Na noite da última quarta-feira, 8, foi realizada a primeira atividade prática relacionada à pesquisa que irá mensurar a soroprevalência da Covid-19 na região de abrangência do Cisvale – Boqueirão do Leão, Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz Do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.

O encontro, realizado na Unisc, contou com as presenças de Carneiro, Darsie, e de outros coordenadores da pesquisa, como Andréia Valim, Lia Possuelo, Mari Ângela Gaedke, Janine Koeppe, das professoras Jane Renner, Éboni Reuter, Ana Paula Helfer, Daiana Carissimi, Ingre Paz, Susane Krug, Analídia Petry, além da reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer, do vice-reitor Rafael Frederico Henn e do diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Adilson Ben da Costa, e da diretora executiva do Cisvale, a enfermeira Lea Vargas. Integram o grupo ainda os pesquisadores Renato Michel, Eliane Krummenauer, Rochele Menezes, Caroline Bertelli e Bruna Martins.

Conforme Lea Vargas, o Cisvale e a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo têm sido protagonistas na elaboração de ações no enfrentamento da Covid-19. Ainda em abril, na semana epidemiológica 17, iniciou o levantamento dos pacientes sintomáticos que buscam atendimento na rede de saúde dos 14 municípios que integram o Consórcio. 

“Mensuramos as internações hospitalares, leitos clínicos e de UTI, novos casos, comportamento dos pacientes sintomáticos, sempre com uma avaliação semanal. Para aprofundarmos ainda mais o estudo, agora vem a aplicação dos cinco mil testes rápidos adquiridos pelo Cisvale, com a Unisc fazendo a execução”, afirma Lea.

 “Os estudos que aconteceram em março, abril, maio e junho mostraram o que aconteceu naquele período. Agora em julho e agosto, com a pesquisa, iremos mapear toda a pandemia na região do Vale do Rio Pardo”, explicou Marcelo Carneiro, coordenador geral da pesquisa e professor do curso de Medicina e do Mestrado e Doutorado em Promoção da Saúde na Unisc. “É um aprendizado que virá para a universidade e uma contribuição nossa com ciência aos municípios. Eles vão ter que tomar decisões, e tomá-las com base em cima de dados é sempre melhor”, comentou a reitora Carmen Lúcia de Lima Helfer.

Imagem mostra professora sendo testada para detecção da Covid-19
Testagem dos profissionais envolvidos na pesquisa ocorreu na última quarta-feira

Cisvale e Unisc assinam acordo para início de estudo da prevalência da Covid-19

Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 25, o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) e a Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (Apesc), mantenedora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), realizaram um ato de assinatura para o acordo de cooperação entre as entidades.

O documento estabelece as diretrizes para a execução de uma pesquisa com a finalidade de mensurar a soroprevalência de SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid-19) na região de abrangência do Cisvale – Boqueirão do Leão, Candelária, Gramado Xavier, Herveiras, Mato Leitão, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Cruz Do Sul, Sinimbu, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz.

O evento ocorreu na sede do Cisvale, em Santa Cruz do Sul, e contou com gestores e secretários dos municípios consorciados, além de representantes da Philip Morris Brasil, Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que são apoiadores da iniciativa.

Conforme o presidente do Cisvale e prefeito de Pantano Grande, Cassio Nunes Soares, o objetivo é manter o trabalho de combate ao novo coronavírus, com dados que direcionem o caminho a ser seguido pelos gestores para diminuir os dados à população da região.

“Desde o início dessa pandemia, tomamos atitudes em conjunto que fortaleceram os resultados. Precisamos de equilíbrio nesse momento de turbulência para que as ações sejam feitas de maneira adequada, justamente para termos os melhores resultados possíveis. Quem ganha com isso é a comunidade”, ressaltou o prefeito.

Mobilização para minimizar os efeitos

Presente no evento, o presidente da Amvarp, Paulo Butzge, salientou a parceria com o Cisvale na colaboração das ações. “Em nome da nossa associação, agradeço a todas as pessoas que entenderam o momento que estamos vivendo e a necessidade de obtermos dados concretos para a nossa região. Com essa parceria, poderemos fazer a diferença.” A execução da testagem será realizada pelos municípios que compõem o Cisvale, após a instrução técnica e científica repassada pela Unisc.

“Todos estamos mobilizados para minimizar os efeitos da Covid-19. Para nossa satisfação, a Unisc completa nesta quinta-feira seus 27 anos, e estar aqui é a evidência do nosso compromisso com a comunidade e região, sendo objeto de um convênio de pesquisa como esse. Levar ciência e produzir conhecimento que impõe melhorias para a nossa comunidade local e regional, é da nossa missão”, comentou a reitora da Unisc, professora Carmen Lúcia de Lima Helfer.

Colaboração com a comunidade

Desde o início da pandemia da Covid-19, a Philip Morris Brasil (PMB) tem investido em iniciativas de enfrentamento à pandemia em todo o País, com destaque especial para a região do Vale do Rio Pardo, onde está localizada sua operação. Desde março, a área da saúde recebe o apoio irrestrito da companhia, quer por meio de recursos financeiros ou mesmo trabalho voluntário de seus colaboradores.

A mais recente atividade endossada pela PMB é o aporte de recursos financeiros junto à Unisc para a viabilização da coordenação técnica da pesquisa realizada em parceria com o Cisvale, assim como os custos operacionais envolvidos na capacitação e deslocamento dos profissionais responsáveis pela realização dos testes nos municípios da região.

“Neste momento em que toda a sociedade sofre o impacto do coronavírus, queremos colaborar com a comunidade em geral, para que possamos superar as dificuldades o quanto antes. A região do Vale do Rio Pardo tem grande relevância para nossas operações, e é natural que estejamos juntos para superarmos esse grande desafio. Somente por meio da união de todos vamos conseguir superar esse momento crítico”, afirma Alejandro Okroglic, diretor de operações da Philip Morris Brasil.

Como irá funcionar a pesquisa

A pesquisa encomendada pelo Cisvale terá início nos dias 18 e 19 de julho, de forma simultânea nos 14 municípios consorciados ao Cisvale. Ao todo, serão quatro etapas de realização de testes, uma a cada 14 dias, sempre aos finais de semana.

Em cada etapa, serão aplicados pouco mais de mil testes rápidos – coletados a partir de uma gota de sangue retirada da ponta do dedo da pessoa testada, para ser analisada por um aparelho –, totalizando os cinco mil adquiridos pelo Cisvale. A divisão de exames para cada município será realizada a partir de um cálculo matemático, obedecendo a consideração populacional.

Quem irá aplicar os testes rápidos serão servidores municipais de cada prefeitura, sendo supervisionados por professores locais. Todos serão treinados antes de irem a campo. O médico infectologista Marcelo Carneiro será o coordenador geral do estudo. “Vamos trabalhar para que tudo funcione e saia da melhor forma possível, diante deste desafio de realizar todos os exames ao mesmo tempo em várias cidades”, comentou Carneiro. Segundo ele, a forma de análise a ser realizada entrega um diagnóstico fiel ao que o campo de pesquisa apresenta.

“O que temos percebido desde abril é que o desempenho da doença respiratória é muito parecida, e uma análise dessa forma consegue dar o retrato de como está esse comportamento para, a partir daí, entender as condutas e medidas que estamos fazendo ou o quanto isso está impactando na disseminação da doença.”

Serão divulgados relatórios parciais ao final de cada etapa e um relatório completo ao final do estudo. A previsão é de que a última etapa ocorra nos dias 29 e 30 de agosto.

Coronavírus: Cisvale participa de estudo para instituir medidas de orientação no comércio e na indústria

Uma reunião entre os prefeitos dos municípios associados à Amvarp e ao Cisvale nesta segunda-feira, 30, em Santa Cruz do Sul, decidiu pela reabertura gradativa do comércio na região a partir de quarta-feira, 1º de abril. Porém, o tamanho da flexibilização ainda vai depender de novo decreto do governo do Estado e orientações do Ministério da Saúde.


Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), Rafael Barros, a intenção é manter o foco na prevenção contra a disseminação do coronavírus, e ao mesmo tempo dar uma resposta à pressão da comunidade, que, em parte, clama pela reabertura da atividade normal das empresas e lojas.


Já os estudantes das escolas públicas ficarão pelo menos até o dia 20 de abril sem aulas, seguindo recomendação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.


“Decidimos que as aulas ficam suspensas até o dia 20 de abril. Vamos aguardar ainda um decreto do governo do Estado e novas orientações do Ministério da Saúde sobre algumas normativas de limitação na questão do comércio. Decidimos que a partir de quarta-feira vamos começar a fazer a flexibilização na questão do horário, quais os tipos de comércio que vão voltar a ter o atendimento”, explicou o prefeito de Rio Pardo e presidente da Amvarp, Rafael Barros, após a reunião.


Ele ressaltou ainda que, em caso de necessidade, os prefeitos podem voltar a decretar o fechamento total do comércio.


O presidente do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo e prefeito de Pantano Grande, Cassio Nunes Soares, confirmou a retomada gradativa a partir de quarta-feira.


“Não queremos tomar nenhuma medida tempestiva, por isso ainda vamos aguardar um novo decreto do governador e orientações do Ministério da Saúde para definir o tamanho dessa flexibilização”, concluiu o prefeito.


Um estudo orientativo a todos os municípios será elaborado pelo representante no Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems/RS), Ramon Schwengber, juntamente com o Cisvale e a Amvarp. O documento trará recomendações para os ambientes de trabalho no comércio e empresas durante a pandemia do coronavírus.

Outro assunto debatido na assembleia foram as negociações entre o Cisvale e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) para a realização de testes de covid-19 em pacientes do Vale do Rio Pardo. As tratativas ainda estão na fase inicial, com a Unisc avaliando a capacidade de atender a esta demanda regional.

Parcerias entre o poder público e iniciativa privada em debate

Agilizar o serviço público, com maior controle dos resultados e eficiência nas tarefas desenvolvidas para a população. As parcerias público-privadas (PPPs), acordos entre a iniciativa privada e os governos para a realização de obras e o oferecimento de serviços, foram tema do Workshop “PPPs e concessões – Desafios e Perspectivas”, realizado na tarde de terça-feira, 13 de agosto, no Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul.

Organizado pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), em parceria com o Núcleo de Gestão Pública da Unisc e com o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, o evento contou com as manifestações do Secretário Extraordinário de Parcerias do Rio Grande do Sul, Bruno Vanuzzi, além do auditor do TCE-RS, Airton Rehbein, e do prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert. O prefeito de Pantano Grande e presidente do Cisvale, Cassio Nunes Soares, o prefeito de Vale Verde e presidente da Amvarp, Carlos Gustavo Schuch, o prefeito de Vale do Sol, Maiquel Silva, o prefeito de Encruzilhada do Sul, Artigas Silveira e o prefeito de Candelária, Paulo Butzge, também acompanharam o workshop.

Governo do Estado promete auxiliar os municípios

O secretário estadual Bruno Vanuzzi acredita que os municípios devam regularizar uma legislação específica para o assunto. Ele ressalta que as PPPs vêm para dar novas ferramentas, principalmente para sanar problemas que existem na Lei 8.666, criada em 1993, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras e serviços nos Estados e municípios.

“O governo do Estado pretende auxiliar os municípios, tanto a selecionar bons projetos, como fazer projetos integrados com mais administrações públicas, e também fazer esse encontro entre os consultores, Banco Mundial, BNDES, e aqueles que têm interesse em atuar nesta área”, destacou Vanuzzi, para uma plateia formada majoritariamente de prefeitos e gestores públicos.

Exemplo de Venâncio Aires

O prefeito de Venâncio Aires, Giovani Wickert, apresentou o projeto de gestão da iluminação pública de seu município, feito através de parceria público-privada. O caso é pioneiro no Estado. Wickert destacou que as PPPs trazem diversos benefícios.

“A economia, a flexibilidade de ter o melhor produto, o melhor serviço, a regulação, o controle mensal, a eficiência dos recursos em compensação com os serviços”.

Segundo ele, a parceria entre o poder público e a iniciativa privada é realidade em outros países e satisfaz o interesse da população, que é o de receber serviços de qualidade.

“O que interessa não é se o transporte escolar é privado, se ele é público, se o recolhimento do lixo é de empresa terceirizada, ou se é feito pela prefeitura. O que interessa para a população é que a gestão cobra impostos e taxas, e ela tem que ter resultados no serviço”.

TCE destaca a necessidade de projetos qualificados

O auditor do TCE-RS, Airton Rehbein, alertou que as PPPs podem ter várias fases, e a confecção desses projetos deve sempre seguir os critérios estabelecidos.

O representante do órgão fiscalizador alertou que os contratos devem ser feitos com precisão para evitar o prolongamento dos processos. Para que as ações tenham celeridade, ele recomendou que seja mantido o diálogo permanente entre as prefeituras e o Tribunal de Contas do Estado.

“Dos municípios que tiveram PPPs analisados por nós, que por algum motivo pararam, em nenhum deles nós tivemos essa interlocução”.

Rehbein destacou ainda que no Brasil, em mais de 300 tentativas de realizações de projetos através de PPPs, apenas 15 prosperaram e estão em execução.

“Não é tão simples concretizar todo esse processo. Ele é longo, é difícil, mas existem alternativas, para que o gestor não seja desestimulado. Quando o gestor público acredita no que ele busca, e é o desejo da comunidade, uma vez que aquilo seja vantajoso, sempre vale a pena”.

O workshop contou com o apoio da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e do Conselho Regional do Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede-VRP).

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